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O raciocínio lógico fadado ao desaparecimento
Concordo plenamente com seu artigo.
Infelizmente há um problema anterior "à falta de mentalidade de investimento em matérias de ciências exatas": a satisfação de nossos governantes quanto à condição de que nossas escolas não formem pensadores, ou melhor, "raciocinadores".
Não dá para separar o raciocínio lógico destinado ao crescimento e desenvolvimento tecnológico daquele que baliza condutas ineficientes, ditatoriais e até mesmo promíscuas por parte de um governo ineficiente e corrupto.
A prática de "promoção facilitada" que vemos hoje em nossas entidades educacionais, imputando inclusive a estas entidades penalidades quando da "retenção" ou até mesmo de uma simples "correção" aos discentes, colide com o que deveria ser de primordial importância em nossos currículos educacionais: desenvolver o desencadeamento lógico de idéias que, interligadas umas às outras conduzem a uma conclusão e possibilitam sua demonstração e explanação - vulgo: desenvolvimento do raciocínio lógico.
Encontramos em nosso cenário escolar a realidade de que raciocinar dá trabalho... desenvolver uma equação requer pensamento lógico, demanda trabalho, esforço e tempo. Nossos alunos não dispõe destes requisitos. Até porque já perceberam que sem o exercício deste sacrifício, a aprovação virá e, tal qual exposto em seu artigo, uma carreira inerente aos conteúdos lógicos não leva a um futuro monetariamente satisfatório.
Há porém, uma dentre estas verdades chocantes e cruéis, que mais me entristece e me apavora: é constatar que professores e pedagogos, estudiosos da educação, desenvolvem teorias cada dia mais "inovadoras" , imputando-as a nós como técnicas de prática e uso para que justifiquem o modo insensato governamental de lidar com a formação de nossas crianças e com a educação de nosso país.
Enquanto isso, acuado sob a pena de carregar rótulo de antiquado, arcaico, não comprometido com a modernização e com a "valorização humana como um todo", o professor vê a educação de seu país ocupar um dos últimos lugares no ranking mundial.
A consequência disto tudo??? Está claríssima em seu artigo.
Resposta do autor

Cara Estela Dutra,

Obrigado por seu comentário.

Atenciosamente,

José Carlos Lobo Barbosa.