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Educação de filhos: com ou sem palmadas?

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Sem palmadas, é claro!
Eu gostaria de saber de sua parte como explicar uma sociedade que conta com a Lei Maria da Penha, que criminaliza maus tratos a mulheres, que fez leis em devesa dos animais antes mesmo das leis de defesa da criança, que protesta veementemente contra rodeios, touradas, farras do boi e tantas outras atrocidades cometidas, que conta também com leis que protegem os trabalhadores dos maus tratos tão comuns até poucos anos atrás e que continua achando a palmada como método educativo válido. O que depreendo disso é que não se pode mais bater em ninguém, só se pode bater em crianças. Seu artigo é um desserviço, é fruto de alguém que, com a desculpa de fazer uma análise, tem o intuito de incutir idéias ultrapassadas. Sugiro que reveja a história e encontre lá na idade média cenas de selvageria do povo que assistia ao supliciamento de condenados em praça pública, o que, aos poucos, foi sendo abandonado, devido à caminhada civilizatória irreversível que a humanidade faz. De lá para cá, sofremos os "ensinamentos" europeus, trazidos pelos imigrantes e pela igreja, que trouxeram a cultura de que bater em crianças é método pedagógico válido, entre outros costumes que aviltam o ser humano. Os psicólogos, os psiquiatras, os médicos, com o advento das ciências, têm tido muito trabalho para desconstruir o que o sr. elogia tanto. Os conceitos bíblicos trazidos à baila, sem contextualização, são nada, mas provocam uma histeria coletiva difícil de estancar. Meu intuito é mostrar que estamos melhorando, que estamos caminhando para dias em que a criança seja verdadeiramente cidadã e seja respeitada em um momento peculiar, quando é frágil, indefesa e tem mania de gostar dos pais, mesmo dos que batem neles. As duas pontas da sociedade mais vulneráveis, as crianças e os velhos, têm que merecer de nós, todo o amor e proteção de que somos capazes.
Resposta do autor

Mais uma leitora que não leu meu artigo inteiro, especialmente o último parágrafo. A Psicologia, citada pela autora, apenas fez com que nossas crianças e adolescentes perdessem de vez valores e limites, a partir da década de 1970, e agora colhemos os frutos na sociedade que temos. Os professores que o digam! E não tenho o intuito de "incutir ideias ultrapassadas" na cabeça de ninguém.