Acesso de Autores



             
 
Home arrow Artigos arrow Sociaisarrow Sociedadearrow Vegetarianismo também pelo ser humano: como melhorar a conscientização persuasiva

No momento existem 11453 artigos de qualidade escritos por 2537 autores

Acessos
500
Publicado em
2008-10-27

Vegetarianismo também pelo ser humano: como melhorar a conscientização persuasiva

Robson FernandoRobson Fernando
robfbms@hotmail.com
consciencia.blog.br/
Quando penso em bem-estar e harmonia de seres humanos e não-humanos e vida ética, o vegetarianismo vem logo à minha cabeça. Como não falar desses assuntos sem tocar em nossa alimentação? A questão divide os onívoros entre a admiração e respeito e o desdém e desprezo, não sendo fácil exercer a conscientização. Vê-se como necessária a adoção de uma forma diferente de esclarecimento sobre os benefícios da culinária vegetariana. Bem que há a urgência de se relevar logo a questão de se respeitar a vida animal, atentando para o sofrimento e a crueldade impostos pela pecuária. Mas tristemente não há essa sensibilidade na maioria das pessoas. A não-segregação do respeito à vida é um privilégio de poucos, embora essa parte seja impossível de ser evitada na abordagem de tal assunto.

Entretanto, há fatores que podem incentivar o que chamo de “vegetarianismo pelo ser humano” e fazer deste uma escadinha ao desenvolvimento de receptividade às questões éticas animais. Quando digo “pelo ser humano”, é levando em consideração aqueles três motivos paralelos abordados: saúde, espiritualidade e meio ambiente. O melhor de tudo é que essas causas terminam, com o uso das devidas habilidades persuasivas, servindo de degrau para a compreensão da razão máxima de ser um vegetariano: poupar os bichos.

Sobre o primeiro, é mais fácil queimar água do que alguém convencer um churrasqueiro “cervejófilo”, hedonista que menospreza sua saúde, a adotar uma alimentação saudável sem carne, leite e ovos. Assim, no momento, os esforços devem ser centrados naqueles mais predispostos a comer melhor, assim como Richard Dawkins escreveu “Deus, um delírio” visando pessoas não tão convictas da fé monoteísta. Há de se trabalhar e divulgar os malefícios das carnes vermelhas, das brancas, do leite e dos ovos – trabalho completo é a ordem – e a enorme vantagem salutar de se restringir a vegetais, minerais, fungos e sintéticos. Inferindo-se uma maior facilidade de (semi)vegetarianos por saúde de solidarizar-se com a ética dos Direitos Animais, pelo fato de não ter muito o que se fazer ou suprimir em seus hábitos alimentares, vegetarianizar pelas vias da saúde torna-se um bom atalho para se iniciar um ensinamento do novo paradigma zoo-ético.

Quanto à causa espiritual, já há para muitos a consciência de que bichos também têm “alma” e sentem prazer ou dor, o que abrevia bastante os esforços de abrir a mente por eles. Uma vez que também trata de evitar que corpo e espírito se degradem por causa de uma alimentação carregada de sofrimento, torna-se uma versão muito válida do “vegetarianismo pelo humano”, e o único espaço que separa a refeição espiritualmente sadia e o entendimento das questões animais é convencer a pessoa a zelar pelo lado etéreo dos bichos também parando a exploração dos mesmos como se fossem maquininhas de gerar comida – vide leite e ovos. Fora da esfera das pessoas já espiritualizadas, no entanto, é um desafio enorme convencer alguém não-adepto de espiritualidades a seguir esse caminho de retirar a essência ruim das refeições.

Já no quesito Ambiente, o desafio, a ser discutido, é transformar os dizeres “não como carne por ser onerosa demais para a natureza” em “não como nada dos animais porque não temos o direito de explorar a natureza e os bichos de tal forma abusiva, além de ser questão de sobrevivência: ou a pecuária ou nossa integridade”. Parece complicado, mas alguém que preza pela ética ambiental é mais propenso a assimilar a afinidade da causa animal com a mesma.

As melhores e mais amigáveis formas de conscientização vegetariana ainda são dignas de muitos debates por consenso, mas convém que levantemos tão logo métodos melhores que a maioria dos atuais, que não parecem estar progredindo tanto no convencimento de um número satisfatoriamente grande de pessoas. E, ao meu ver, abordar o “vegetarianismo pelo humano” em dadas etapas do trabalho é muito útil como atalho à questão máxima, a animal.

Sobre o Autor

É escritor independente de artigos, apaixonado por sociologia e dono do blog Arauto da Consciência. Escreve artigos desde setembro de 2007.


Artigos Artigos licenciados sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, publicar em jornais, revistas, websites e outros meios de comunicação desde que seja dado crédito ao autor original (cite as informações Sobre o Autor e o link para a fonte do artigo: Fonte: www.artigos.com)

Autor em Destaque


acreucho (Jorge Nascimento)


Adicionar: Digg Adicionar: Del.icoi.us Adicionar: Reddit Adicionar: Furl Adicionar: Yahoo Adicionar: Technorati Adicionar: Google
Advertisement
Nós temos 300 visitantes online