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Acessos: 543 Publicado em: 2007-04-20 

O Turismo Sexual Juvenil na Visão de Agnaldo Timóteo

Cibelle MacielCibelle Maciel
sidartacm@yahoo.com.br
www.assuntosdepedagogia.zip.net
Se lesse apenas a notícia no jornal O Estado de S. Paulo, poderia restar alguma dúvida sobre o conteúdo, porém vi e ouvi, assim como outras milhares de pessoas, no programa Superpop do dia 19/04, o vereador de São Paulo defender que sexo pago com meninas de 16 anos não poderia ser considerado crime, pois as meninas dessa idade, segundo as suas declarações são "popozudas", "sabem o que fazem" e "precisam levar cascalho pra casa". Pois bem, o que estaria por trás dessas declarações?. O Senhor Agnaldo Timóteo demonstrou a visão arbitrária que muitos brasileiros tem da exploração sexual infanto-juvenil.

Pensa-se que a prostituição infanto-juvenil é fruto apenas da pobreza, porém estudos demonstram que grande parte das causas do problema está na constituição familiar, porque muitas dessas crianças e meninas sofreram abusos em casa, evadindo-se do meio familiar e consequentemente deram prosseguimento às situações de exploração na rua, para sobreviverem.

No livro Meninas do Porto, a educadora Maria Tereza Verardo e as psicólogas Márcia Oliveira Farah Reis e Rosângela Mendes Vieira
discorrem do assunto afirmando que as principais causas são o abuso sexual dentro de casa e o abandono familiar.
Ainda, segundo a pesquisadora professora Maria Lúcia Pinto Leal, da Universidade de Brasília (UnB), as denúncias de exploração são lideradas pelo nordeste, seguido pelo sudeste e depois as regiões sul, centro-oeste e norte.

Pois bem, será que todas as meninas de 16 anos que se prostituem no nordeste, sudeste e demais estados brasileiros são popozudas siliconadas?, e que direito tem um homem seja ele brasileiro ou estrangeiro de contribuir com a degradação da juventude nacional pagando por um pouco de sexo?.

Além da falta de conhecimento das verdadeiras causas da prostituição infanto-juvenil, os que defendem esse tipo de posição contrária às penalidades para esse crime, desconhecem também o Estatuto da Criança e do Adolescente, que é bem claro nos seus artigos 15,17 e 18 ao defender a inviolabilidade da integridade moral, física e psicológica, assim como, o dever de "todos", leia-se sociedade civil, de velar pela dignidade das crianças e adolescentes. Será que se excluiria as meninas popozudas de 16 anos que ficam nas esquinas, por motivos familiares, sociais, psicológicos ou emocionais?, infelizmente para algumas pessoas de mentalidade arcaica sim, e pior estes querem estender esses "direitos" para os turistas estrangeiros, que de tão ingênuos não sabem os "motivos" que levam uma popozuda juvenil para as esquinas da vida.

Sobre o Autor

Pedagoga, com especialização em educação infantil.


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