É absolutamente vergonhosa a falta de memória política do eleitorado brasileiro. A reaparição de antigos fantasmas prova que ao votar, os cidadãos não se lembram de governos e fatos passados. Apóiam-se em campanhas atuais e novas propostas de governo. Essas assombrações, contando com a amnésia política da população, realizam verdadeiras peças teatrais nos horários políticos, prometem “mundos e fundos” como em campanhas anteriores, que, muito provavelmente não serão cumpridas.
Um rouba, mas faz, outros contaram com a influência prejudicial da mídia; muitas são as desculpas, poucos os argumentos factuais. Paulo Maluf e Fernando Collor são os dois principais representantes do partido PPAFB (Partido do Purgatório das Almas Fantasmagóricas do Brasil), partido que concentra grande número de representantes e com toda certeza um número maior ainda de eleitores, tendo em vista que Paulo Maluf foi o Deputado Federal mais votado do país na última eleição. Há que se deixar claro que além da amnésia política, muitos eleitores sofrem da chamada “Falsa Identificação”. Isso se evidencia com a eleição de vários candidatos evidentemente despreparados e ingênuos que acreditam que simplesmente a vontade individual no congresso mudará o mundo e que ao ter alguma voz nas telas da TV, conseguiram reproduzir isso ao defender nossos direitos. Sabemos as conseqüências de longas datas, a população sofre e sempre sofreu com a participação destes políticos de carteirinha.
Irresponsabilidade com o bem público, corrupção, autobenefício e muitas outras características das políticas em questão, atrapalham o andamento dos projetos sociais e, no limite, prejudicam a imagem da política brasileira, aqui e em outros países.
É realmente preocupante, para nós, cidadãos brasileiros, saber que é nossa culpa boa parte das dificuldades que o Brasil enfrenta. E, como numa bola de neve, quem sabe se nas próximas eleições, colocaremos no congresso seres cada vez mais impulsionados pelos benefícios do cargo, e, como se tudo fossem maravilhas, nós, doentes da memória, nem ao menos lembraremos dos nomes dos referidos políticos.Sobre o Autor Sociólogo formado pela Unesp, atua como professor de história, geografia e filosofia na rede pública de ensino, articulista do jonal O Município de São João da Boa Vista e como Coordenador Pedagógico do Polaris Educacional também de São João da Boa Vista.
Gosta de escrever nas horas vagas, o que justifica a pequena produção literária. Escreve sobre assuntos incômodos, como política, educação, sociedade entre outros.
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