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Reflexões sobre o Comércio Internacional Brasileiro

Marçal Rogério RizzoMarçal Rogério Rizzo
marcalprofessor@yahoo.com.br
As exportações brasileiras e mundiais já vinham numa perspectiva crescente desde o final da Segunda Guerra Mundial. Foi a partir da década de 90, com a abertura para o comércio internacional iniciada pelo governo Fernando Collor de Mello e intensificada pelos governos Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva, que o Brasil passou a acentuar o seu processo de internacionalização, aumentando significativamente, suas importações e suas exportações.

A globalização e a abertura de mercado tiveram grande impacto nos negócios nacionais e no ambiente competitivo das empresas. A estabilização da economia atraiu concorrentes muito mais preparados e poderosos do que as empresas locais em meados da década de 90. Diante disso, um questionamento nos provoca: Como será que anda nosso comércio internacional?

Gostaríamos de evidenciar que esse artigo nasceu como resultado da reflexão feita pelos alunos do quarto ano do curso do Comércio Exterior da UniToledo de Araçatuba, na disciplina Economia Internacional.
Para a reflexão dos alunos demonstramos a importância do comércio internacional para as nações e, a partir dessa demonstração, solicitamos que situassem o Brasil no comércio internacional no respectivo contexto mundial. Pedimos, ainda, para apresentarem o papel do governo no comércio internacional e como poderíamos preparar as empresas para ingressarem no comércio exterior. Visto que as exportações são importantíssimas para a geração de empregos e divisas para o país.

A primeira observação dos alunos, que devemos destacar, é a necessidade de se fazer um planejamento adequado para que os riscos sejam minimizados nos negócios entre países, uma vez que os acordos e contratos devem ser cumpridos de forma integral.

Lembraram que o governo deve ser mais atuante na quebra das barreiras alfandegárias e na busca de novos mercados.

O que mais nos chamou a atenção nesse levantamento de opiniões foi a lembrança da necessidade de agilização e melhoria dos meios de transportes. Um dos alunos nos apresentou a seguinte afirmativa: “O comércio exterior só poderá crescer se melhorarmos a infra-estrutura dos portos, das rodovias, das ferrovias para, assim, diminuir o Custo Brasil que sempre é o vilão de nossa competitividade. Sem um transporte adequado estamos fadados ao insucesso (...)”.

Uma aluna tocou num ponto bastante interessante que é o incentivo a melhoria da qualidade e da produtividade de nossas empresas. “Só seremos fortes e ágeis no comércio internacional se tivermos qualidade e preço”.

Os alunos, de modo geral apontaram para a necessidade de reduzir a burocracia, prospectar novos mercados, efetuar acordos de cooperação comercial, selecionar possíveis “nichos” de mercado e conhecer a cultura de cada um desses países.

Vários dos alunos lembraram das múltiplas formas existentes para inserir os nossos produtos no mundo. Cada empresa deve exportar a partir da sua especificidade e necessidade, ou seja, podem exportar produtos por meio de uma Trade Company, de uma Join Venture, de um consórcio de exportação etc.

Por fim, houve uma unanimidade na reflexão dos alunos no que se refere a adaptação de nossos produtos à necessidade desses clientes externos, pois, sabemos que cada mercado tem uma cultura, uma peculiaridade, uma característica própria que atenda a necessidade de cada cliente.

Infelizmente, o que mais estamos presenciando atualmente não é nenhuma ação governamental referente ao fortalecimento do comércio internacional, pelo contrário, diante de tanta corrupção, a imagem do Brasil está arranhada e desgastada perante o restante do mundo. Diante disso só nos resta lembrar da frase da música Brasil composta por Cazuza, Nilo Romero e George Israel: “Brasil, mostra a sua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim (...)”. Só esperamos que essa “cara” sofra uma operação plástica e fique com “cara e alma” de um país honesto.

Marçal Rogério Rizzo - Economista, Professor Universitário, Especialista em Economia do Trabalho pelo CESIT/UNICAMP, Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela UFLA, Mestre em Desenvolvimento Econômico pelo IE/UNICAMP e doutorando em Dinâmica e Meio Ambiente pela FCT/UNESP.

Sobre o Autor
Marçal Rogério Rizzo: Professor Universitário, Graduado em Ciências Econômicas, Especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pela Universidade Estadual de Campinas/SP (CESIT/IE/UNICAMP), Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA), Especialista em Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba/SP (UNITOLEDO), Especialista em Gestão e Manejo Ambiental na Agroindústria pela Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA), Mestre em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas/SP (IE/UNICAMP) e doutorando em Geografia na área de Dinâmica e Gestão Ambiental pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCT/UNESP) – Campus de Presidente Prudente/SP.

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Ricardo Piovan


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