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Os 10% mais ricos gastam dez vezes mais que os 40% mais pobres

Alfredo PassosAlfredo Passos
apassos@espm.br
alfredopassos.wordpress.com/
Recente estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, mostra que a base de despesas declaradas das famílias brasileiras está estruturada em morar, comer e locomover-se, independentemente do número de pessoas que compõem a família e das características do responsável pelo domicílio. Foi o que revelou estudo do IBGE Perfil das despesas no Brasil indicadores selecionados, baseado na Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 e que traça um perfil das despesas e rendimento segundo características da pessoa de referência, tais como inserção no mercado de trabalho, escolaridade, idade, sexo, cor e raça e religião.

A distribuição irregular da riqueza no país foi confirmada pelo estudo, que observou que 40% das famílias com menos rendimentos ( até R$ 758,25) possuíam, em 2003, uma despesa per capita de aproximadamente R$ 180,00, enquanto as 10% mais ricas (igual ou maior que R$3.875,78) tinham despesa per capita de R$ 1.800,00, ou seja, a distância média entre mais ricos e mais pobres era de 10 vezes. De acordo com a Pesquisa, o setor de habitação, por exemplo, respondeu por 35,5% da despesa de consumo média mensal das 48,5 milhões de famílias estimadas na POF , seguido de alimentação (20,75%), transporte (18,44%), assistência à saúde (6,49%) e educação (4,08%). A despesa média mensal das famílias onde a pessoa de referência era branca foi de R$ 2.262,24, 25% superior à média nacional (R$ 1.794,32). Naquelas onde o chefe era preto, de R$ 1.245,09, e pardo de R$ 1.232,62. Do ponto de vista da religião, o maior rendimento médio mensal foi encontrado em famílias com pessoa de referência espírita (R$ 3.796,00), e o menor em evangélicos pentecostais (R$ 1.271,00). De acordo com a escolaridade, famílias onde os responsáveis tinham 11 ou mais anos de estudo tinham renda mais elevada (R$ 3.796,00). Nas com menos de um ano de instrução, ela foi aproximadamente cinco vezes menor (R$ 752,00). As famílias das áreas urbanas gastaram mais do que as rurais, o que ocorreu para todas as características investigadas.

Sobre o Autor
Alfredo Passos, Professor da ESPM, Partner da Knowledge Management Company, Membro e Voluntário da SCIP, Autor dos livros: “Inteligência Competitiva - Como fazer IC acontecer na sua empresa” e “E a concorrência…não levou!, ambos pela LCTE Editora. Veja mais informações em http://alfredopassos.wordpress.com/

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