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Acessos: 1175 Publicado em: 2006-06-23 

As Microempresas e Empresas de Pequeno Porte no Comércio Exterior

Marçal Rogério RizzoMarçal Rogério Rizzo
marcalprofessor@yahoo.com.br
Devemos explicitar que no Brasil a globalização e a abertura de mercado tiveram grande impacto nos mercados nacionais e no ambiente competitivo das empresas. A estabilização da economia em meados da década de 1990 atraiu concorrentes muito mais preparados e poderosos do que as empresas locais, mesmo as de grande porte. Mas e as microempresas e as empresas de pequeno porte como se comportam no comércio internacional? Para a economia brasileira são relevantes?

A Revista da Indústria publicada pela FIESP, edição do mês de setembro de 2005 apresenta dados atuais, onde revela que as microempresas e empresas de pequeno porte representam 99% do total das empresas, respondem por 67% de empregos formais e por 20% do PIB.

Mesmo sendo o segmento que mais gera empregos no país, essas empresas não contribuem muito para o desenvolvimento das exportações, visto que apenas uma pequena parcela delas atinge o comércio exterior com seus produtos.

Essas empresas possuem características que dificultam as exportações, pois as mesmas produzem em escala reduzida e concentram suas vendas no mercado interno. Quando exportam, tendem, em geral, a deixar com o importador a gerência de suas exportações.

Lembramos que há diversos modos de uma empresa entrar no mercado externo, ou seja, exportar. Podemos citar as exportações indiretas, as exportações diretas, os consórcios de exportação, as subsidiárias próprias no exterior, os joint-venture, entre outros.

Para as micro e pequenas empresas destacamos os consórcios de exportação como sendo uma forma viável de exportar, pois possibilita que empresas de médio e pequeno porte se reúnam por segmentos produtivos ou complementares para exportarem. Conseguem atingir diferentes mercados, mas mantém sua individualidade no mercado doméstico, beneficiando-se de sua eficiência operacional e de baixos custos de produção, constituindo uma alternativa para suprir as limitações apresentadas pelas exportações indireta e direta.

Marçal Rogério Rizzo – Economista, Professor Universitário, Especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo, Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequena Empresa e Mestre em Desenvolvimento Economico pela UNICAMP.

Sobre o Autor
Marçal Rogério Rizzo: Professor Universitário, Graduado em Ciências Econômicas, Especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pela Universidade Estadual de Campinas/SP (CESIT/IE/UNICAMP), Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA), Especialista em Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba/SP (UNITOLEDO), Especialista em Gestão e Manejo Ambiental na Agroindústria pela Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA), Mestre em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas/SP (IE/UNICAMP) e doutorando em Geografia na área de Dinâmica e Gestão Ambiental pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCT/UNESP) – Campus de Presidente Prudente/SP.

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