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Acessos: 170 Publicado em: 2008-06-29
Uso da Hipnose em Odontologia (Hipnodontia)
Conviver com o medo dos pacientes é quase uma rotina na vida dos dentistas. Mas essa realidade, que atrapalha e muitas vezes até impede os tratamentos, pode melhorar. Depois de conquistar a maioria dos profissionais da Europa e dos Estados Unidos, a hipnose começa a surgir no Brasil como uma excelente ferramenta de trabalho para o odontologista.
Muito longe do ocultismo ou das ciências místicas, a hipnose é um procedimento cientificamente fundamentado. Ao longo da história, tem sido largamente utilizada como técnica curativa e foi ainda a primeira técnica de psicoterapia. No caso dos dentistas, a hipnose pode, em muitos casos, substituir as anestesias e diminuir os sangramentos e a salivação, facilitando muito o tratamento.
No Brasil, a utilização da hipnose é autorizada aos cirurgiões-dentistas no artigo 6o da Lei nº 5.081, de 24/08/66, que regula o exercício da Odontologia. No entanto, é necessário que os profissionais sejam devidamente habilitados. Para isso, começam a surgir cursos de hipnose direcionados para os profissionais da Odontologia.
A hipnose é um estado especial de consciência, intermediário entre o sono e a vigília. Nesse estado, o lado direito do cérebro, que trabalha a imaginação, é ativado, enquanto o lado esquerdo, mais racional, se relaxa. Na hipnose, a mente consciente permite a indução, deixando que a mente inconsciente se manifeste.
É através da voz monótona e repetitiva do dentista que o paciente alcança o estado hipnótico. Um ambiente calmo e tranqüilo também ajuda. Através de técnicas específicas, as ondas cerebrais do paciente passam do estágio beta (da vigília) e atingem o estágio alfa da hipnose, quando o hipnoterapeuta pode sugestionar o paciente. Consegue, dessa forma, sugerir à mente hipnotizada que determinada parte do corpo está anestesiada.
Fazer uma anamnese nos pacientes antes de recorrer à hipnose é sempre importante, segundo Gelson. Aqueles com história psicótica, que têm a realidade mal estabelecida, não devem ser hipnotizados. Crianças abaixo de 4 anos e pessoas com mais idade, especialmente aquelas que não têm muita atividade intelectual, também constituem um público para o qual a hipnose é contra-indicada.
Embora tenham medo do dentista, muitos pacientes também sentem medo da hipnose. Por isso, em alguns casos, o dentista precisará desmitificá-la. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, ninguém faz sob hipnose nada que não faria se não estivesse hipnotizado. Além disso, por questões éticas, nenhum profissional pode utilizar a hipnose sem o conhecimento do seu paciente.
Fonte: Medcenter - odontologiaSobre o Autor
Dr. Richard Morita - CROSP 87.828 - Cirurgião-Dentista - Clínico Geral Formado pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Estética e Laser na Odontologia - Clareamento Dental Caseiro (Home) e a Laser (Office) - Próteses e Facetas Estéticas de Porcelana.
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