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Termos usados na Word Wide Web

Termos usados na Word Wide Web Segue uma lista de termos técnicos usados na linguagem Web, que evidente não é completa, mas que pode auxiliar muito, aos neófitos e usuários da internet. DOWLOAD _ Baixar jargão usado para operação de transferência de um arquivo ou de uma página da Web do servidor hospedeiro para o computador do usuário BANNER _ Bandeirola anuncio Uma imagem de pequenas dimensões contendo uma chamada publicitária, colocada em posições estratégicas nas diversas páginas do site. Todo Banner é hiperlincado com o site da empresa anunciante. Você clica em cima e será transportado para o site anunciante. HIPERLINK_ No jargão da web, um hiperlink corresponderia a uma ligação virtual estabelecida entre dois computadores ligados a internet, utilizando um documento hipertexto. CRAWLER ou SPIDER _ Rastejador são programas que exploram a web buscando informações sobre sites conectados á internet. Sua função é coletar endereços url e palavras-chaves que posteriormente são usadas pelos mecanismos de busca. DNS (Domain name system) Numero IP Número, dividido em quatro termos separados por pontos que identifica de forma inequívoca um computador ligado á internet. Código numérico de um servidor qualquer na rede internet, por exemplo: 300.238.821.5. ENDEREÇO URL (Universal Resource Locator) Localizador universal de recursos corresponde a uma forma literal de representar endereços de sites da Web. HTTP_ (Text Transfer Protocol) O protocolo básico para a movimentação de dados e informações na Word Wide Web WORD WIDE WEB (Web, WWW ou W3, Teia de alcance mundial) É o mais ambicioso serviço de comunicação de dados e informações mediadas pela internet. Processa-se na forma gráfica, utilizando, para isso um programa especial denominado navegador ou browser da Web. SEARCH ENGINE (Mecanismo de busca) São programas de computador que funcionam como grandes catálogos(ou índice) de sites, permitindo os usuários efetuarem pesquisas sobre os mais variados assuntos através do emprego de palavras –chaves. KEYWORD (Palavra-Chave) São frases que o usuário informa a um mecanismo de busca, denotando conceitos ou informações que esta buscando localizar em um site. URL (Universal Resource Locator) Localizador universal de recursos representa os endereços das páginas da web. O endereço de um site é um numero, para facilitar a memorização, associasse a ele uma string, esta sim sendo o URL propriamente dito. Exp: http://www.jconexao.com.br do site de minha empresa. GIF (Graphics Image Format) Formato de imagens digitais amplamente utilizado na ilustração das páginas da web por resultar em arquivos muito compactos. JPEG (Joint Photographs Experts Group) Formato de imagens digitais amplamente usado em ilustrações de páginas (principalmente para fotografia coloridas) Recomenda-se no uso de imagens para seu site usar imagens em GIF, pois estas baixam mais rápido do que as JPEG. HIT (Acertar) Simplificando, serve para registrar visitas a um site. Tecnicamente é mais complexo, pois suponhando que uma pagina seja formada por um arquivo codificado em HTML e 5 imagens, quando ela fosse descarregada por um usuário, deveria ser contados 6 hits. Mas, do ponto de visita mercadológico (contar trafego), essa visita só deveria ser contada uma vez. FTP (File Transfer Protocol) Protocolo de transmissão de arquivos através da internet. Estas não são todas as palavras, mas são as mais usadas e que você encontra em livros e textos na web, espero que de alguma forma esta lista tenha utilidade para você de alguma forma. Francisco Amado Editor do site de busca jconexao

Category:Treinamento
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Publicado em2008-01-23

TERRA S.A.

Gosto de ler notícias na internet. Quase todo dia entro na página da Folha Online, sessão de ciência e vejo as últimas novidades ali publicadas. No dia 06 de novembro de 2001 não foi diferente. Porém, o conteúdo das manchetes "População está esgotando a água doce, alerta ONU" de JEREMY LOVELL da Reuters; "Liberar mulher para planejar família pode salvar Terra, diz ONU"; "Frear crescimento demográfico é opção para reduzir efeito estufa" e "Degradação de solo e desmatamento ameaçam América Latina" da France Presse, em Paris, trouxeram-me de imediato à mente um dos melhores e mais perturbadores filmes que já assisti: No Mundo de 2020 (Soylent Green, 73, EUA) dirigido por Richard Fleischer e estrelado pelo veterano Charlton Heston e o excelente Edward G. Robinson. Esse filme fabuloso, quiçá premonitório (espero que não), taxado de pessimista, e mal compreendido, narra o cotidiano de um policial, vivido por Charlton Heston, no ano de 2022 num mundo superpopuloso e à beira do colapso ambiental total, que ao investigar o assassinato de um alto executivo da maior empresa alimentícia do mundo, depara-se com um mórbido segredo: o principal alimento da população (o soylent green do título), não é feito de algas como proclama a empresa do falecido executivo, mas sim de cadáveres ! - o mar já estava praticamente morto e a única matéria comestível era o próprio homem. Perdoem-me por ter esclarecido o final do filme, mas a verdade é que faltam apenas 15 anos para essa ficção poder tornar-se realidade e, diante das manchetes supracitadas e de outras que lemos diariamente nos jornais, corremos o risco de mergulhar realmente nesse aterrador cenário se não agirmos depressa. Muita coisa vem sendo feita por grupos (como o heróico Greenpeace) e até tentativas governamentais de chegar a um acordo sobre a emissão de gases para a atmosfera (protocolo de Kyoto; Convenção sobre Mudança Climática da ECO-92, realizada no Rio de Janeiro), a fim de evitar esse possível colapso ambiental da Terra. Infelizmente vemos poucos avançoes nesses casos. Talvez até, seja tarde para reverter essa situação. Em todo caso, nunca devemos parar de tentar minimizar o estrago. É imprescindível deixarmos algo para nossos filhos e netos poderem sobreviver e terem a possibilidade de construir uma sociedade melhor do que a atual.

Category:Sociedade
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Publicado em2006-05-27

Teses de Defesa do Advogado Criminalista

Quantas e quantas vezes a assistência se pergunta: qual vai ser a tese da defesa? O que é que vai dizer o defensor? Isto depende da imaginação criadora do advogado, alimentada pelos fatos da causa, processuais e extraprocessuais. Teses novas não são apresentadas todos os dias, mas todo processo apresenta sempre alguma coisa que pode ser explorada pela defesa: • a falta de tipicidade; • causas de exclusão da antijuridicidade, da culpabilidade ou de isenção de pena; • a falta de intensidade do dolo; • a desclassificação para crime de natureza diversa; • a inidoneidade dos meios empregados pelo agente; • causas de extinção da punibilidade; • a personalidade do agente; • os motivos de relevante valor moral e social que impulsionaram o agente; • coação irresistível da sociedade; • tentativa impossível; • arrependimento eficaz; • preterintencionalidade; • falta de repercussão do resultado do crime; • inimputabilidade do agente; • inépcia da denúncia; • falta de confirmação dos depoimentos em juízo; • palavra de co-réu como única base para a acusação; • confissão forçada; • inépcia das provas; • falta de exame adequado de corpo de delito; • inépcia de perícia; • interesses familiares, políticos, sociais ou outros, que pretendem fazer da condenação injusta um exemplo de falso moralismo, ou uma justificação das omissões de autoridade ou da própria sociedade; • circunstâncias atenuantes; • preconceitos explorados pela imprensa contra o réu; • ambiente prejudicial criado pela imprensa de todo tipo; • concurso de normas; • crime continuado; • falta de segurança para uma defesa livre; • tortura; • desaforamento; • incompetência de julgador; • suspeição e impedimento do juiz; • idem, do Ministério Público e testemunhas; • nulidades; • questões prejudiciais; • antecedentes do acusado; • caso fortuito ou força maior; • capacidade normal de previsão do agente; • culpa da própria vítima; • emprego de toda diligência pelo agente; • contradições entre as provas; • denegação de provas requeridas ou oficiais; • a demora do julgamento como forma agônica de punição suficiente para o acusado; • existência de um ilícito apenas de natureza civil; • negativa de autoria; • desejo de participar de crime menos grave; • participação secundária ou irrelevante do agente; • falta de provas; • inexistência do fato; • inexistência de dolo ou de culpa; • concepção de vida do agente; • tipo de vida que levou até então; • formação religiosa, moral, filosófica ou política do agente; • influência da multidão; • fanatismo de toda ordem; • espírito de classe; • grau de instrução do acusado; • emoção; • paixão; • embriaguez fortuita; • não exigibilidade de outra conduta; • cegueira jurídica; • impressionabilidade do acusado; • induzimento habilidoso exercido sobre o acusado por pessoas ausentes do processo e que seriam os verdadeiros autores do crime; • erro de fato; • erro de direito; • boa-fé; • putatividade; • obrigação simplesmente natural; • falta de consciência do ilícito; • incapacidade moral para delinqüir; • sedução irresistível dos atrativos da sociedade de consumo; • exemplo de superiores; • predisposições hereditárias alimentadas pelo meio ambiente; • sugestão; • impunidade generalizada de pessoas que cometeram os mesmos atos; • jurisprudência favorável ao acusado, nacional ou estrangeira; • falta de compreensão rudimentar do idioma nacional; • falta de intérprete; • falta de curador, quando for o caso; • falta de cuidado na redação das respostas do acusado; • demonstração de que as respostas do acusado estão redigidas numa linguagem que contradiz o grau de instrução do acusado; • conduta da vítima, • seu caráter e tipo de vida; • falta de causalidade; • erro culposo; • erro determinado por terceiro; • culpa em vez de dolo; • pequeno valor do produto do crime; • imprevisão absoluta; etc. É inesgotável o campo dos argumentos que a defesa pode usar. A defesa tem uma vantagem imensa sobre a acusação: esta tem de se limitar rigorosamente aos termos da denúncia, ao passo que aquela não tem limite algum, a não ser o grau de compatibilidade dos argumentos entre si, robustecidos pela prova ou falta de prova dos autos. Por outro lado, a acusação leva uma vantagem muito grande: é sempre mais fácil acusar do que defender. Para uma acusação basta um fato, uma autoria e uma prova. Para a defesa é necessária uma justificação. Justificação que nem sempre é de um ato à luz da lei, mas muitas vezes de um destino à luz da vida.

Category:Direito
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Publicado em2007-05-24

Texto, Linguagem e Ensino

O artigo tem por objetivo propor a interação verbal, ou seja, o pressuposto do diálogo, como método de encaminhamento para o desenvolvimento da aula de produção de texto na escola de ensino fundamental, focando o texto escrito, mas não o hipertexto. Uma aula em que o professor assume a função de mediador do processo de ensino-aprendizagem, sem deixar de lado os aspectos instrumentais do uso da Língua Portuguesa. Parte como premissa, de uma visão mais global para a particular. Lembrando que aqui a produção a ser realizada tem por base o desenvolvimento cognitivo de cada sujeito envolvido no processo. Este se inicia como coletivo e colaborativo e passa à dimensão individual quando do momento da produção de texto convencional propriamente dita. As discussões sobre metodologias ou de estratégias de ensino de língua(gem)2 a respeito dos caminhos e descaminhos do ensino de Língua são levadas em conta, bem como o papel do professor de língua materna em sala de aula. Verifica-se, por intermédio da prática pedagógica e de leituras sobre este assunto, que muito do que se descobriu na ciência lingüística do século XX, ainda não foi aplicado com significação na escola, pois os postulados ficam no campo meramente teórico, sem deixar transparecer sua prática, a fim de possibilitar um ensino de língua produtivo e eficaz, que preveja o desenvolvimento pleno do aluno. Um dos fatores que contribui para esse quadro pode estar relacionado, talvez, à formação de professores não qualificada pela academia em pensar o ensino a partir das premissas teórico-práticas em linguagem, além da falta de estudo e de conhecimento em ciência lingüística dos profissionais que já estão no mercado de trabalho há mais tempo. No entanto, quando as reflexões teóricas em lingüística chegam à escola, contribuindo para a melhoria da prática pedagógica, elas são de um auxílio bastante significativo e têm ajudado professores à “incrementar” o ensino de língua, haja vista a necessidade premente de transposição didática e criatividade nas estratégias pedagógicas em função da reflexão sobre a prática. Por essas e tantas outras razões, o que se verifica, no ensino de língua, é a permanência na escola de um ensino prescritivo, tradicional, às vezes tendendo ao estrutural, sem levar em conta o desenvolvimento de toda a potencialidade do aluno em qualquer nível de escolarização. Diante disso, este artigo busca abordar as idéias de Bakhtin (1995) a respeito da concepção de língua(gem), cuja definição está em considerar a língua(gem) como ato dialógico; discorre sobre que concepções podem estar envolvidas na preparação de uma aula; qual o papel do texto diante do ensino de língua(gem) e de gramática; e, ainda, discute questões de como podem ser tratados os textos produzidos no decorrer de uma aula, mesmo que essa ocorra em sala (ou laboratório) de informática, no uso do computador como instrumento pedagógico na produção de texto. 1. Bakhtin e a Interação Verbal Não basta analisar o processo de produção de textos em si ou descrevê-lo. Precisa-se também de arcabouço teórico para a análise dos textos dos alunos sob o ponto de vista lingüístico propriamente dito; por isso, entende-se que a partir da premissa de interação verbal há, de certa forma, uma visão inovadora quanto à prática de produção textual nas escolas, baseada na interação comunicativa, embora se saiba que na obra publicada por Bakhtin (1995) não há expressamente uma delimitação do conceito de texto. No entanto, torna-se mais eficaz, conforme se verifica nesta pesquisa, utilizar os pressupostos de interação comunicativa, construindo uma aula baseada na participação de todos os sujeitos envolvidos no processo. A prática de produção torna-se mais prazerosa quando o aluno participa de todo o processo e ajuda a construí-lo. Além disso, toda a prática de produção de texto na escola precisa levar em conta a definição de concepção de linguagem abordada, uma vez que, é a partir de uma concepção que são formuladas as atividades desenvolvidas na sala de aula (plano de aula), principalmente, no tocante à de Língua Portuguesa (podendo ser estendida a todas as disciplinas de uma maneira geral). Bakhtin (1995) postula uma concepção de linguagem, dizendo que ela é dialógica, ou seja, toda palavra, toda enunciação e, por extensão, todo o texto possui um caráter de duplicidade, no qual a presença do outro é fundamental, cujo contexto social não pode ser ignorado: A verdadeira substância da língua não é constituída por um sistema abstrato de formas lingüísticas nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico da sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua. (BAKHTIN, 1995, p. 123) A teoria postulada por Bakhtin objetiva conhecer o homem e seu fazer cultural de uma forma abrangente, no concreto das relações sociais, levando em consideração as experiências acumuladas e a interação dessas experiências. Sob esse ponto de vista, o objeto — aqui se entende texto para os fins a que esta reflexão se propõe — é uma criação que inclui em si o criador, pois, o autor está sempre presente na obra como parte constituinte de sua forma artística. Por essa razão, o processo de produção do texto e o próprio texto são criações dialógicas, atos dialógicos, isto é, o texto é um ato de comunicação impressa, constituindo-se em um elemento da comunicação verbal onde há manifestações empíricas sobre o ponto de vista dos discursos de outrem (subordinado a uma certa ideologia) e do discurso próprio de quem produz esse determinado texto. Ou seja, o texto passa a ser compreendido como representação de atos, elementos e relações culturais diversificadas, surgidas como signo da relatividade de um campo com diferentes focalizações (interdiscursividade, intertextualidade e estilo individual), visto assim, como o objeto privilegiado de manifestações culturais. O sujeito constrói o texto com certo grau de intertextualidade e com seu modo particular de reflexão sobre o mundo e sobre a realidade social. O sujeito, também, constrói o processo de produção tendo por base outros discursos, outros textos, envolvendo um diálogo com outras pessoas, com o mundo e com suas experiências pessoais. Por essa ou por outras razões, tudo o que se escuta ou se lê, tudo o que se estuda e se aprende fica guardado como experiências que se adquire no dia-a-dia. Assim sendo: Na realidade, não são as palavras o que pronunciamos ou escutamos, mas verdades ou mentiras, coisas boas ou más, importantes ou triviais, agradáveis ou desagradáveis, etc. A palavra está sempre carregada de um conteúdo ou de um sentido ideológico ou vivencial. É assim que compreendemos as palavras e somente reagimos àquelas que despertam em nós ressonâncias ideológicas ou concernentes á vida. (BAKHTIN, 1995, p. 95) Em consonância ao exposto acima, vale refletir que o dizer ou o escrever possuem uma finalidade e uma razão para estarem sendo produzidos, assim, a palavra é o foco da teoria em Bakhtin. Então, pode-se dizer que é através da fala de outro, com o que se compartilha e o que se aprende com esse outro sobre o mundo, que se organizam as idéias e procura-se tirar o melhor proveito sobre elas, ou seja, aprende-se e assimila-se um dado conteúdo ou informação, criando as próprias idéias. Geraldi (1996), ao referir-se aos postulados de Bakhtin, a partir dessas premissas, relata que: [...] na esteira do pensamento bakhtiniano, o processo de interação como o locus produtivo da linguagem e, ao mesmo tempo, como o centro organizador e formador da atividade mental, já que não é a atividade mental que organiza a expressão, mas, ao contrário, é a expressão que organiza a atividade mental que a modela e determina sua orientação, pode-se dizer que o trabalho lingüístico é tipicamente um trabalho constitutivo: tanto da própria linguagem e das línguas particulares quanto dos sujeitos, cujas consciências sígnicas se formam com o conjunto das noções que, por circularem nos discursos produzidos nas interações de que os sujeitos participam, são por eles internalizadas. (GERALDI, 1996, p. 28) Assim sendo, pode-se dizer que interagir com o outro é locus de produzir linguagem, é adquirir conhecimento, é conhecer mundos diversificados, e é a partir da interação que tudo se agiliza, que há a internalização de um saber construído com o outro (BAKHTIN, 1995). Isso pode ser aplicado em qualquer situação da vida e, principalmente, precisa ser levado em conta quando se está em uma sala de aula, na qual o professor e o aluno são sujeitos que encerram em si essa dialogicidade, ou seja, experiências individuais que interagem, em um mesmo macro social (contexto). Os postulados, se averiguados na escola, transformam a sala de aula em um lugar de produção de conhecimento, a partir da interação comunicativa, em troca de experiências entre todos os sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Se realizados em uma atividade de ensino de língua materna, em uma perspectiva de produção de textos e mesmo de ensino de língua e gramática, transformam o espaço sala de aula em um lugar onde o professor apresenta-se como orientador e seus alunos co-produtores de conhecimento, em uma perspectiva, na qual aprender língua e/ou gramática e, principalmente, produção de textos é de fundamental importância para um ensino de qualidade, fundamentado na cooperação mútua, na cumplicidade em favor de um ensino de qualidade, a partir da consideração de experiências voltadas para a realidade do dia a dia. Por esse motivo, o ensino de língua/gramática e de produção de textos não pode deixar de considerar as instâncias sociais, uma vez que, conforme nos coloca Geraldi (1996): O estudo e o ensino de uma língua não podem, neste sentido, deixar de considerar – como se fossem não-pertinentes – as diferentes instâncias sociais, pois os processos interlocutivos se dão no interior das múltiplas e complexas instituições de dada formação social. A língua, enquanto produto desta história e enquanto condição de produção da história presente vem marcada por usos e pelos espaços sociais destes usos. (Geraldi ,1996, p. 28). Por isso, a língua não é um produto acabado, é um eterno processo ininterrupto, um processo vivo de interação. Sempre há o que dizer ou o que escrever e maneiras diferentes de fazê-los, com base na história discursiva de cada sujeito envolvido no processo de interação. Por conseguinte, não há textos totalmente inéditos, nem discursos totalmente não comprometidos; e, além do mais, existem sempre maneiras diferentes de se falar e linguagens diversas, refletindo as múltiplas experiências sociais. Para Bakhtin (1995), então, o que constitui essas linguagens é algo extralingüístico, sendo a língua inseparável do fluxo da comunicação verbal e, portanto, não é transmitida como um produto acabado, mas como algo que se constitui continuamente na corrente da comunicação verbal. Pode-se verificar, ainda, em Bakhtin, as bases da concepção de linguagem a partir da interação verbal, com caráter dialógico, pois, para ele, toda enunciação constitui um diálogo, faz parte de um processo de comunicação ininterrupto, onde não há enunciado isolado, pois todo enunciado pressupõe aqueles que o antecederam e todos os que o sucederão — um enunciado é apenas um elo de uma cadeia, só podendo ser compreendido no interior dessa cadeia. Como exemplo, pode-se citar a construção do processo de prática de produção textual realizada na pesquisa que originou a dissertação de mestrado “Texto, Informática e Interação na escola” (FONTÃO PIRES, 1999), pois, para um completo entendimento do que ocorreu no conjunto de aulas da pesquisa, faz-se necessário o entendimento do arcabouço teórico que a sustenta, a análise dos textos que só podem ser compreendidos dentro do contexto situacional e todo o conjunto de recursos elaborados para o atendimento dos objetivos propostos; caso não se levassem em conta tudo o que ocorreu no processo, nada faria sentido, principalmente se não fosse levada em conta a importância da interação comunicativa durante o processo e a representatividade das palavras em forma de conceitos implicados e dos seus significados, como no caso dos conceitos informática, computador, escola, Internet, futuro, mundo, por exemplo, ou os próprios conceitos aqui discutidos: texto, língua(gem) e interação. Faraco expressa o dialogismo em Bakhtin da seguinte maneira: “ Ele aborda o dito dentro do universo do já-dito; dentro do fluxo histórico da comunicação; como réplica do já-dito e, ao mesmo tempo, determinada pela réplica ainda não dita, todavia solicitada e já prevista”. (FARACO, 1992, p. 24) Para Bakhtin, a palavra se concretiza como signo ideológico no fluxo da interação verbal, cuja transformação ao se modificar ganha diferentes significados, de acordo com o contexto em que ela surge; por essa razão, a palavra é a revelação de um espaço no qual os valores fundamentais de uma dada sociedade se explicitam e se confrontam. Dessa forma, o texto coloca-nos frente a frente com o mundo tal qual idealizado e construído por nós, quer seja nos seus aspectos perversos ou estigmatizados, quer seja na sua dimensão crítica e transformadora da ordem estabelecida. A concepção interacionista da linguagem, tendo em vista o exposto, só vem confirmar que o texto é um instrumento fundamental de se adquirir conhecimento, capacidade produtiva, comunicativa e de estruturação gramatical, tendo em vista sua ampla possibilidade de fazer o ser social assimilar e compreender a partir das palavras, estabelecendo a ponte entre a linguagem e a vida, pois produzir um texto seja oral ou escrito, é dialogar com outrem, é instaurar o elo entre o sujeito e o mundo onde vive, através da intertextualidade e da intersubjetividade. Sob esse enfoque, verifica-se que o texto não é mais visto como um amontoado de frases proferidas ou um pedaço de papel escrito ou uma superposição de linhas; o texto passa a ser concebido como um produto em processo, um todo organizado de sentido, um conjunto formado de partes solidárias, onde o sentido de uma depende da outra, podendo ser verbal ou visual, verbal e visual, ao mesmo tempo, produzido por um sujeito, em um dado tempo e em um determinado espaço. Esse sujeito expõe suas idéias, anseios, temores, expectativas de seu tempo e de seu grupo social em um processo de produção textual, onde a motivação passa a ser um fator preponderante, o prazer de escrever torna-se uma constante e o texto um instrumento “do fazer” na construção “do saber” e do “próprio ser”, em um inter relacionar-se com o mundo, com a sociedade, com o outro (FONTÃO PIRES, 1998). E nessa perspectiva, pode-se entender como o aluno-sujeito se sente ao produzir um texto, utilizando o computador como instrumento pedagógico, pois, ao usar uma máquina com status de moderna, ele se sente também "moderno" e fazendo parte de uma sociedade "modernizada" — em vias de informatização. 2. O Ensino de Língua(gem) e Gramática na Escola O ensino de língua e gramática na escola pode ser percebido sob enfoques teóricos de concepção de linguagem e de aprendizagem diversos. De uma forma bastante didática, Travaglia (1997) apresenta sob o ponto de vista lingüístico/pedagógico três noções de conceber língua(gem), dependendo do ponto de vista de condição de aprendizagem assumida pelo profissional responsável pelo ensino de um modo geral — o professor. Uma delas é a visão de linguagem como expressão do pensamento que se constrói no interior da mente, sendo sua exteriorização apenas uma tradução e a enunciação um ato monológico (individual), que não é afetado pelo outro nem pelas circunstâncias que constituem a situação social em que a enunciação acontece. Essa é a concepção mais antiga e constitui-se em uma visão tradicionalista de se ensinar língua. A segunda diz respeito à visão de linguagem como instrumento de comunicação, ou seja, como meio para a realização da comunicação, na qual a língua é vista como um código, conjunto de signos que se combinam segundo regras, sendo capaz de transmitir uma mensagem, informações de um emissor a um receptor. O uso do código da língua, nesse caso, é um ato social, envolvendo pelo menos duas pessoas, cuja comunicação é convencionada pelo código conhecido pelos interlocutores envolvidos no processo de comunicação; essa pode ser considerada uma visão estruturalista de ver a língua, onde se encaixa também, de certa forma, a teoria gerativo-transformacional. A terceira concepção apresentada por Travaglia (1997) refere-se à visão de linguagem como forma ou processo de interação, em que o indivíduo usa a língua, não só para comunicar-se ou transmitir uma informação, mas para agir, realizar ações, atuar sobre o interlocutor (ouvinte/leitor); onde a linguagem é o lugar de interação humana, de interação comunicativa pela produção de efeitos de sentido entre interlocutores, em uma dada situação de comunicação e em um contexto sócio-histórico e ideológico. Nessa concepção, a língua é entendida como um ato dialógico (BAKHTIN 1995). Sob esse ponto de vista, encaixam-se as teorias do texto que buscam na prática de produção textual uma forma de interação. É com base nessa terceira concepção de língua(gem) que se encaixa a prática de produção textual aqui abordada, embora se saiba que o texto e sua prática de produção possam ser abordados sob o ponto de vista das três concepções acima citadas. Apoiando-se nas concepções de língua(gem), Travaglia traça uma relação direta com as concepções de gramática, que influenciará e denotará a visão do professor sobre a língua quando da preparação de sua aula. Assim, se o professor for um estruturalista, estará mais interessado em ditar regras e normas para o ensino da língua(gem), e estará mais familiarizado com a concepção de língua(gem) como instrumento de comunicação. Se ele for um tradicionalista, estará mais propenso a desenvolver suas atividades a partir da visão de língua(gem) primeiramente exposta, ou seja, a língua(gem) como expressão do pensamento; e se ele optar por uma linha de trabalho interacionista, usará na sua prática de sala de aula uma visão voltada para os postulados de interação verbal. Quanto ao ensino de gramática, o professor que escolher ser um mero reprodutor de regras e normas para um bom uso da língua padrão-literária, seguirá e utilizará uma gramática normativa, cujo conceito mais comum refere-se à gramática como “um conjunto sistemático de normas para bem falar e escrever, estabelecidas pelos especialistas, com base no uso da língua consagrada pelos bons escritores”. (FRANCHI, 1991, p. 48) O professor que quiser fazer metalinguagem e análise lingüística dos conteúdos poderá utilizar-se de uma outra concepção de gramática, chamada gramática descritiva, por fazer uma descrição da estrutura e funcionamento da língua, de sua forma e função. O conceito de gramática seria um conjunto de regras que o cientista encontra nos dados que analisa, à luz de determinada teoria e método. A terceira concepção de gramática é a da gramática internalizada que se constitui em um conjunto de regras que o falante de fato aprendeu e das quais lança mão ao falar; é "um saber lingüístico" (Ibidem, 1991, p. 54) que o falante de uma língua de fato aprendeu dentro de certos limites impostos, pela sua própria dotação genética humana, em condições apropriadas de natureza social e antropológica. Torna-se importante ao professor que procura desenvolver suas atividades em sala de aula e, principalmente, no preparo das aulas e dos recursos didáticos utilizados, estar ciente das concepções ora citadas e conhecer todos os campos de conhecimento, procurando desenvolver suas atividades com base em determinada concepção de aprendizagem de forma consciente, sabendo quais objetivos quer alcançar no ensino de língua em geral. Na busca de interação com os diferentes campos do conhecimento humano e, por conseguinte, de interação com seus alunos, o professor procurará ser um orientador desse aluno, a partir do incentivo à produção de textos, utilizando uma prática pedagógica que vise a reconhecer no aluno um ser pensante, sujeito de uma sociedade, agente do seu saber, conhecedor de regras internalizadas, a partir do conhecimento de outros textos e de outros pensamentos. Como assim? Ora, construindo com seu aluno "o saber lingüístico", o saber do mundo, o poder de análise do mundo e de si mesmo, a partir de exercícios que estimulem a capacidade criativa desse aluno. O “como fazer” dependerá da clientela, porque as estratégias de ensino não são fórmulas prontas, e, sim, um constante construir com o outro. Cada nova situação comunicativa passa a ser um novo desafio de conhecimento mútuo entre professor e aluno. Dessa forma, pode-se dizer, levando em conta os postulados de Travaglia (1995), que os pontos básicos para o ensino de língua(gem), de gramática e de produção textual estão relacionados com certas ações, como, por exemplo, considerar que ensinar língua(gem) visa a desenvolver a capacidade comunicativa e produtiva do sujeito, explorando todas as suas potencialidades e cativando-o de forma a conscientizá-lo de que a língua é um poderoso instrumento de criatividade e soberania social. Mostrar ao aluno que ele tem capacidade de interagir, de comungar com o outro, de aprender com a experiência alheia e com sua própria experiência. Refletir sobre o mundo, sobre si mesmo e sobre a própria linguagem passa por saber e dominar a linguagem, ou seja, "o domínio da linguagem exige alguma forma de reflexão.” (Ibidem, 1995, p. 108) Geraldi (1997:17) reforça esse pensamento, ao dizer que: Com a linguagem não só representamos o real e produzimos sentidos, mas representamos a própria linguagem, o que permite compreender que não se domina uma língua pela incorporação de um conjunto de itens lexicais (o vocabulário); pela aprendizagem de um conjunto de regras de estruturação de enunciados (gramática); [mas] pela apreensão de um conjunto de máximas ou princípios de como participar de uma conversação ou de como construir um texto bem montado sobre determinado tema, identificados seus interlocutores possíveis e estabelecidos os objetivos visados,[com vistas à compreensão]. Acredita-se que isso só possa acontecer a partir do momento em que se envolve o aluno em um processo de leitura e produção textual, a fim de que a partir do contato com textos diversificados, o aluno exercite sempre mais sua capacidade produtiva, porque é a partir da experiência que se aprende a ver e a construir o conhecimento de mundo. Conclui-se que saber gramática não depende de escolarização ou de qualquer processo sistemático, mas de ativação e de amadurecimento progressivo (de construção progressiva) na própria atividade lingüística, de hipóteses sobre o que seja a linguagem e seus princípios e regras. Nessa concepção não há “erro lingüístico”, mas a “inadequação” da variedade lingüística utilizada em um determinado recurso lingüístico para consecução de uma determinada intenção comunicativa. Diante do exposto, precisa-se considerar que um ensino de língua(gem), de gramática e de produção de texto, necessita de ser produtivo e pertinente para o aluno, tendo em vista o quadro referencial estruturado para desenvolver um ensino que permita a consecução dos objetivos a que se propõe. 3. O Papel do Texto no Ensino de Língua(gem) e Gramática A perspectiva textual tem a possibilidade de fazer com que a gramática seja flagrada em seu funcionamento, evidenciando ser ela a própria língua em uso. Passa-se a ver como integrando à gramática tudo o que é utilizado e/ou interfere na construção e uso dos textos em situações de interação comunicativa e não só o conhecimento de alguns tipos de unidades e regras da língua restrita aos níveis morfológicos. É a partir do texto, oral ou escrito, que o aluno entra em contato com o mundo e com a língua, tendo em vista que ninguém aprende por intermédio de frases isoladas. O conhecimento potencial (desenvolvimento da capacidade comunicativa/interativa) de uma língua passa pela reflexão do mundo e da própria construção do sujeito envolvido no processo, só adquirido em um dado contexto, em uma determinada situação comunicativa, sendo que é na relação entre sujeitos, que a língua se manifesta. Ora, mesmo escrevendo neste exato momento, escreve-se para alguém e sabe-se que este escrito vai ser lido/refletido por outro. Assim é no dia-a-dia do homem-sujeito, que rodeado por meios de comunicação, como televisão, jornal, revista, livros variados, desde gibis a clássicos ou didáticos, computador, Internet, Cd rooms está freqüentemente envolvido por textos; por isso aprende-se e apreende-se por intermédio deles e é para administrá-los que se estudam e refletem-se “regras”. Dizer que o conhecimento não passa por usufruto de textos, é ignorar a capacidade produtiva e reflexiva desse sujeito, pois mesmo um simples diálogo coloquial tem características textuais. Mas, restringe-se aqui este estudo, por se querer focalizar uma abordagem de interação na aprendizagem da estrutura de uma língua, a partir do texto escrito, como já definido. Por outro lado, não se concebe o fato de se usar o texto para se fazer análise gramatical, como ocorreu em meados dos anos 80, quando as teorias do texto chegaram às escolas. É muito comum o professor em sala de aula dizer: temos de aprender as regras gramaticais para escrever bem. Entende-se que deve ser diferente, pois, deve-se observar e analisar os textos, sejam jornalísticos, didáticos ou literários, para verificar como a língua se estrutura e assim apreender as regras, partindo da prática de se construir um texto, tendo como pressuposto a leitura de textos diversificados. Geraldi (1997) considera que a produção de textos, orais e escritos, deve ser considerada como ponto de partida e de chegada de todo o processo de ensino-aprendizagem da língua(gem), sendo que a língua só se revela em sua totalidade no texto. Por isso mo decorrer do processo de produção, o professor propõe ao aluno a reflexão sobre o que leu e o que produziu, intensificando o ensino, tendo por base a experienciação e o manuseio de diferentes tipologias textuais, tanto provenientes de gêneros primários, bem como secundários. A diversificação de tipologias textuais e seus diferentes gêneros necessitam ser trabalhados na escola. Isso leva a discutir sobre a questão levantada por Rojo (2001) quanto aos conceitos bakhtinianos de gêneros primário e secundários. Rojo propõe a dissociação entre gênero e texto enquanto artefato (a relação entre a escrita e o escrito) e associa a noção de gênero à de discurso, enquanto produto de um enunciador, cujas relações com o contexto de produção e os mundos de referência desse contexto e do discurso produzidos são determinantes para a diferenciação entre gêneros orais (implicação e injunção) e escritos (autonomia, disjunção). Para que ocorra tal reflexão, torna-se importante retomar a hipótese bakhtiniana no que se refere à variação complexa crescente dos discursos e dos contextos de comunicação social e, conseqüentemente, das relações entre gêneros primários e secundários e ente a fala e a escrita ao longo da história do homem, o que “intensifica o esvaziamento da questão da relação oral/escrito, quando se considera a multiplicidade dos discursos orais e escritos veiculados pelos diversos gêneros primários e secundários” (SIGNORINI,2001). Nesse enfoque, na busca de uma prática cada vez mais eficiente em um contexto social em transformação dialética, há de se intensificar a prática de texto na escola e mais do que isso, construir com os alunos o processo de produção textual, utilizando-se tipologias diversificadas, mesmo com o advento da informática e do uso do computador, em detrimento do uso da caneta e do papel, transformando a sala de aula em um espaço de construção de conhecimento em cultura escrita funcional, primando pela autoria e estética, não só de textos práticos e informativos, mas de textos técnicos, científicos e literários. 4. O Texto e a Análise Lingüística Sobre a reflexão do ponto de vista da análise dos textos em sala de aula, dois aspectos definem o texto como uma enunciação: seu projeto, ou seja, a intenção, e a realização desse projeto. O texto escrito pode ser considerado como uma interface dos diálogos e discursos orais: Discursos — gêneros primários, textos — gêneros secundários (BAKHTIN, 1997) . O texto é entendido como um construto, sob o ponto de vista de sua composição artesanal e sua construção, seu sentido como um "tecido", uma tessitura (GUIMARÃES, 1995), sendo o texto um ato humano, no qual toda a produção cultural está fundada na linguagem, porque todo o texto pressupõe uma língua, um processo de interação pela linguagem, que o introduz na esfera do signo, impedindo-o de ser confundido com fenômeno natural. Isto é, a inter-relação entre frases ao nível de sentido faz com que o texto seja um conjunto de informações, construído por intermédio de uma rede de relações que se estabelecem em um movimento de coerência e coesão, entre o sentido e a construção deste, por intermédio de elementos temáticos, relações lógicas, relações de redundância e elementos de remissão; elementos esses que interagem na construção de um todo organizado de sentido – o texto. É através do jogo de retomadas que se tece o fio condutor do significado global do texto (VAN DIJK, 1983), sua articulação e as relações de coerência. Esse jogo de retomadas estabelece a coesão do texto - fenômeno cujos elementos lingüísticos, presentes na superfície textual, encontram-se interligados – por meio de recursos lingüísticos, como por exemplo, a remissão (anafórica ou catafórica) para a construção da referencialidade do texto e formação das seqüências de sentido (KOCH, 1997). A coerência textual apresenta-se como uma construção de sentido em uma situação dada, pela atuação conjunta de fatores de ordem cognitiva, situacional, sociocultural e interacional (TRAVAGLIA, 1995), ou seja, inferências e estratégias de negociação de sentidos; sendo que a coerência é construída a partir do texto, levando em conta os recursos de coesão na superfície textual que são pistas para a construção desse sentido (KOCH, 1997). A coerência se estabelece em níveis sintáticos, semânticos, temáticos, estilísticos, ilocucional para a construção de uma coerência global – macroestrutural. Produzir um texto é, antes de qualquer coisa, criação, explosão de idéias, avalanche de sentimentos, de experiências da realidade de cada sujeito inserido em uma sociedade. Focalizam-se, na análise do material verbal, os textos dos alunos — a macroestrutura e as microestruturas, além de se comentar sobre as superestruturas dos textos produzidos mesmos aqueles construídos em salas de informática. As macroestruturas correspondem ao sentido global do texto, ou seja, fazem parte do plano semântico global do texto, envolvendo: tema, título, tópico frasal ou idéia essencial do texto, a disposição dos parágrafos no texto, em relação ao seu conteúdo, na rede de relações que estabelecem o sentido e a coerência global do texto. As microestruturas são a concretização lingüística das idéias e proposições em relação à frase ou seqüências de um texto. As superestruturas representam as estruturas globais que caracterizam os tipos diferentes de texto, em um plano sintático de estruturação, desse modo, pode-se identificar o tipo de texto através da predominância de estruturas com parágrafos narrativos ou informativos, dissertativos ou argumentativos, descritivo, comparativo, análogo, dentre outras possibilidades; as superestruturas caracterizam a tipologia textual, independente do conteúdo macroestrutural do texto. Tanto as superestruturas quanto às macroestruturas definem-se em relação ao conjunto do texto. Lembra-se aqui Van Dijk (1986, p. 6): Note that macro-structures are not specific units: they are normal semantic structures, eg of the usual propositional form, but they are not expressed by one claude or sentence but by a sequence of sentences. In other words, macro-structures are a more GLOBAL LEVEL of semantic description; they define the meaning of parts of a discourse and of the whole discourse on the basis of the meanings of the individual sentences. Na definição acima, considera-se que as macroestruturas não são unidades específicas, mas, sim, o resultado dos processos cognitivos de compreensão, envolvendo generalizações e abstrações como uma condição necessária de organização das informações na memória, sendo que para se entender o texto e o seu sentido, torna-se necessário considerar os grandes sistemas de conhecimento: o lingüístico, o enciclopédico e o interacional, envolvidos no processo de produção do texto e do discurso, além da articulação dos elementos no texto, seu conjunto de significações para a construção de um sentido semântico global. Com base na análise das formas e conteúdos que estabelecem o texto em si e tendo por base os elementos de articulação, verifica-se como se estabelece a produção textual dos alunos no uso do computador, como instrumento pedagógico, em relação à produção textual realizada na sala de aula em moldes convencionais e, se há semelhanças ou diferenças durante o processo e nos textos propriamente ditos, levando em conta toda a preparação contextual e motivacional realizada no decorrer das aulas. Também, observa-se a influência das características da linguagem utilizada e veiculada na informática nos textos produzidos. Por fim, focalizam-se os textos escritos e produzidos pelos alunos, também sob o ponto de vista da coerência e coesão, entendendo que o texto contém mais do que o sentido das expressões na superfície textual, porque incorpora conhecimentos e experiência quotidiana, atitudes e intenções ou pressuposições, isto é, fatores não lingüísticos; desse modo, "um texto não é em si coerente ou incoerente; ele o é para um leitor [...] numa determinada situação" (FÁVERO, 1995, p. 60). Percebe-se isso quando se começa a ler os textos produzidos na aula do contexto laboratório de informática, pois nesses textos encontram-se marcas que corroboram com a afirmativa de Fávero. Veja o exemplo de texto abaixo retirado da pesquisa realizada em 1999, quando da proposta de uma produção de texto realizada na sala informatizada de uma escola particular do município de Florianópolis, um sujeito construiu esse texto impetrado de criatividade, em que duas partes e/ou duas idéias interagem, formando um texto dialógico: Vida de computador Olá, sou o computador Pentium, tenho Internet e alguns jogos e programas, todos por enquanto ainda gostam de mim, mas logo logo já serei passado. Como toda pessoa, tenho que descansar porque se eu não dormir eu explodo, hehe. Bom, meu dono adora usar minha internet, é através da Internet que eu fico mais inteligente, mas também tem coisas ruins como, vírus e os hackers. Agora é meu dono quem fala. Vida com computador Eu vejo esse mundo muito nerd... Muita Internet dá nisso né. Será um mundo mais evoluído. De educar e fortalecer o conhecimento. Cheio de elevadores, notebook para todos e coisas do gênero. Muito bom porque facilita meu trabalho. Melhorou a aula. Piorou nada.. (Aluno do ensino fundamental, 11 anos/6ª série) Portanto, o sujeito se expõe em seu texto e o processo de produção aí se concretiza, levando-o a construir seu texto a partir de discursos outros, não só reproduzindo esses discursos, mas, principalmente, utilizando-se deles para construir o seu próprio discurso, articulando um ponto de vista sobre o mundo, refletindo sobre esse mundo e apropriando-se dos discursos, através da heterogeneidade constitutiva. O novo e o velho apresentam-se articulados, mostrando um comprometimento, consciente ou não, do sujeito com a sua palavra escrita, através do modo particular de produção e de manifestação das informações tratadas. Conforme Geraldi (1997, p. 136): É esse compromisso e esta articulação a novidade de cada discurso, e do texto dele decorrente [sendo que] as diferentes articulações são também responsáveis pela produção de novos sentidos [ainda que para expressões velhas] que se somam aos sentidos anteriores, reafirmando-os ou deslocando-os no momento presente. Por isso sempre há o que dizer, sempre há uma nova maneira de se refletir sobre um determinado assunto; nesse ínterim, realizou-se uma integração entre os elementos: Texto e Informática, praticando uma maneira diferente de encarar a prática de produção de textos na escola, sugerindo trabalho reflexivo e constitutivo, baseado em objetivos palpáveis e passíveis de articulação e de alcance na escola, embora, saiba-se que nem sempre é possível integrar o novo e o velho de forma a não causar rupturas profundas no conceito de se ensinar. Referências Bibliográficas BAKHTIN, Mikail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, 1995. ________________. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997. CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. São Paulo: Editora Scipione, 2000. FARACO, Carlos Alberto. Prática de Texto: língua portuguesa para estudantes Universitários. Petrópolis/RJ: Vozes, 1992. FÁVERO, E. Guimarães. Coesão e Coerência Textuais. São Paulo: Ed. Ática, 1995. GERALDI, João Vanderley. Linguagem e Ensino. Campinas: Mercado das Letras, 1996. ________________________Portos de Passagem. São Paulo: Martins Fontes, 1997 FRANCHI, Eglê. E as crianças eram difíceis...: A Redação na Escola. São Paulo: Martins Fontes, 1991. FONTÃO PIRES. Luciene. A Interação Verbal e a ProduçãoTextual: Um casamento mais que perfeito. In: Workinpapers em Lingüística. UFSC/PGL, 1998. ______________________. Texto, Informática e Interação na escola. Dissertação de Mestrado. PGL/UFSC, 1999. JOBIM E SOUZA, Solange. Infância e Linguagem: Bakhtin, Vygotski e Benjamin. Campinas/SP: Papirus, 1994. KOCH, Ingedore Villaça. O Texto e a Construção de Sentidos. São Paulo: Contexto, 1997. NASPOLINI, Maria Tereza. Tijolo por Tijolo. Didática da Língua Portuguesa. São Paulo: Ed. Spicione, 1999. ROJO, Roxane. Letramento e oralidade no contexto das práticas sociais e eventos comunicativos. In: SIGNORINI, Inês. Investigando a relação oral/escrito. São Paulo: Mercado das Letras, 2001. Cap. 2:p.51. SIGNORINI, Inês at all. Investigando a relação oral/escrito. São Paulo: Mercado das Letras, 2001. TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e Interação: Uma Proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. 2º ed. São Paulo: Cortez, 1997 VAN DIJK, Teun. A. La ciencia del texto. Tradução castellana de Sibila Hunzinger. Buenos Aires, Paidós, 1983. _________________. Text and Context: Explorations in the semantics and pragmatics of discourse. Londres: Longmann, 1986. _________________. Cognição, Discurso e Interação. Organização Ingedore Villaça Koch. São Paulo: Contexto, 1996.

Category:Educação
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Publicado em2007-10-04

The Society (INTERNATIONAL NEUROPSYCHOANALYSIS SOCIETY)

The Society INTERNATIONAL NEUROPSYCHOANALYSIS SOCIETY Dr.Wagner Paulon 2008 A International Society Neuropsychoanalysis (organização registrada sem fins lucrativos e de cunho filantrópico, constituída em Delaware, E.U.A.) foi fundada em Londres, em julho de 2000, para promover o trabalho interdisciplinar entre os campos da Psicanálise, Psiquiatria, Neurologia e Psicologia (Neurociência). Os co-presidentes da Sociedade são Mark Solms - um Psicanalista e Neuropsicologista - e Jaak Panksepp – um Neurocientista que trabalha no domínio da emoção. A Sociedade possui uma participação de cerca de 400 Membros no mundo inteiro, principalmente com cerca de 25 grupos regionais e de especialista (principalmente na Europa, América do Norte e Sul). Irene Matthis, uma Psicanalista, em Estocolmo, e é Agente de Ligação Regional. Os Membros da sociedade têm solicitado a possibilidade de discutirem tópicos sobre neuropsicanálise online, temas que podem ser teóricos ou de relevância clínica. A fim de fazer face a este pedido agora estamos fornecendo uma lista de endereços disponíveis apenas para os membros da sociedade. Ao subscrever a este recurso baseado na web gratuitamente, os membros terão a possibilidade de participar em discussões em linha sobre o assunto que podem ser levantadas, desde que estejam ligados a missão da nossa sociedade. Além disso, a sociedade edita um periódico científico e acadêmico, neuropsicanálise, publicada duas vezes por ano, apresentando trabalhos teóricos e empíricos de relevância para o campo, resenhas bibliográficas e relatórios sobre os trabalhos dos Grupos Regionais da Sociedade. Os editores são Oliver Turnbull e Yoram Yovell. A Sociedade também organiza um congresso anual sobre temas de interesse mútuo a psicanálise e as neurociências - Emoção em Londres 2000, Nova Iorque de 2001 sobre Memória, de Estocolmo de 2002 sobre Sexualidade e Gênero, Nova Iorque de 2003 sobre o inconsciente, Roma 2004, sobre o hemisfério direito e Rio de Janeiro, em julho de 2005 sobre Sonhos e Psicose. O nosso 2º Congresso em 2006 em Los Angeles foi a Relação de Objetos. O Congresso em 2007 em Viena, discorreu sobre a Depressão. Os membros da Sociedade recebem descontos sobre as taxas Congresso. Nossos Congressos receberam e recebem muita atenção e elogios da imprensa internacional. Na verdade, Neuropsicanálise tem recebido uma grande cobertura nos últimos tempos. Por exemplo, apresentou um artigo de Mark Solms, em Scientific American (maio 2004) e outra no Der Spiegel, em abril de 2005, e uma onda de artigos jornalísticos de todo o mundo. Preços razoáveis materiais referentes à Congressos estão disponíveis para venda: um conjunto de DVD ao Dia da Educação de 2003 do Congresso New York sobre o Inconsciente, o processo desde os primeiros dois congressos, e do Congresso do Rio de Janeiro. O Centro Internacional de Neuropsicanálise em Londres é (uma subsidiária da Neuropsicanálise Fund, uma entidade sem fins lucrativos e com finalidades filantrópicas registrada UK) e é o braço administrativo da Instituição. A Fundação de Neuropsicanálise é uma entidade sem fins lucrativos, filantrópica, registrada no Reino Unido, nº. 1100001. O QUE É NEUROPSICANÁLISE Dr.Wagner Paulon 2008 "Freud, em 1895 o seu" Projeto para uma Psicologia Científica ", tentou associar a Ciência emergente da Psicanálise com a Neurociência do seu tempo. Mas isso foi há cem anos atrás, quando se conhecia apenas os neurônios e sua descrição, e Freud foi forçado - por falta de conhecimento pertinente - a abandonar o seu projecto. Tivemos que esperar muitas décadas antes de ter acesso sobre dados que eram necessários ao Doutor Sigmund Freud, e que agora estão a nossa disposição. Apos muitos anos, a Neurociência contemporânea permite o reinício das pesquisas para as correlações entre estas duas disciplinas ". - Arnold Pfeffer Z. Os Neurocientista começaram a investigar vários temas que têm sido, tradicionalmente, a preservação dos Psicanalistas, que deu origem a uma explosão de novos insights sobre inúmeros problemas de interesse vital para Psicanálise. Os Neurocientista estão pesquisando pela primeira vez estes problemas psicológicos complexos, e ainda têm muito a aprender com um século de investigação psicanalítica. A necessidade de uma aproximação sustentada científica entre investigadores e clínicos é essencial para aprender sobre uns dos outros e valorizar o conhecimento e perspectivas sobre questões de interesse mútuo. ♦♦♦

Category:Psiquiatria
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Publicado em2008-10-22

Thylacines, dodôs, rãs... Quantos mais serão necessários?

Mariana d’Ávila Fonseca Paiva de Paula Freitas Pedro Fialho Cordeiro Desde o início da vida na Terra, inúmeras espécies são extintas por uma enorme gama de acontecimentos. As causas variam desde a introdução de exemplares exóticos por ações antrópicas, que ocasionam na destruição de hábitats, até na extinção através da pesca predatória, caça e mudanças climáticas. Portanto, neste artigo, alguns problemas inerentes à ação humana para com a natureza serão explicitados. O tigre-da-Tasmânia (Thylacinus cynocephalus) foi declarado oficialmente extinto no ano de 1986, cinqüenta anos depois da morte do último exemplar registrado. Também conhecido por Thylacine, o marsupial originou-se na Austrália, local em que viveu até a introdução do Dingo (Canis dingo), possivelmente por colonos. Esse se tornou, então, concorrente do tigre, que desapareceu do território australiano. O Thylacine encontrou abrigo na ilha da Tasmânia, subindo ao posto de topo da cadeia alimentar, mas devido a supostos ataques aos rebanhos de ovelha e gado, esse animal encontrou um novo rival: o homem. De modo irracional, os seres humanos os caçavam, recompensas eram oferecidas em troca da matança, e isso causou a sua extinção. Outro exemplo é o do Dodô (Raphus cucullatus), ave que habitava a ilha Maurícia, no leste da África, que se tornou extinto devido às ações antrópicas durante a colonização da região. Os adultos eram caçados e seus ninhos destruídos por ratos, porcos e macacos, já que essas aves nidificavam no solo. Na natureza, observamos que as espécies estão intimamente relacionadas, e que a sobrevivência de uma está ligada a alguma condição de outra. Evidenciando essa afirmação, cientistas descobriram que uma espécie de árvore estava desaparecendo da ilha Maurícia, e os únicos exemplares existentes tinham mais de 300 anos, nascidos na época em que os últimos dodôs estavam sendo mortos. Esse fato não era mera coincidência: tais animais comiam as sementes dessas árvores, e essas só ficavam ativas quando passavam pelo aparelho digestivo dos dodôs. As plantas exóticas invasoras são atualmente a segunda maior ameaça à biodiversidade. De acordo com Sílvia Renate Siller, do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas e da Auto-Sustentablidade, essas plantas podem modificar ciclos e características naturais dos ecossistemas afetados, causar a alteração de cadeias tróficas, estruturas da comunidade vegetal, distribuição de biomassa, taxas de decomposição dentre outras conseqüências. As primeiras plantas transferidas tinham a finalidade de suprir necessidades agrícolas, florestais e outras de uso direto. Já hoje está associada de modo significativo ao comércio de plantas ornamentais. Como exemplo, o Eucalipto (Eucalyptus sp.), ao ser introduzido em algum ambiente, inibe o crescimento de espécies vegetais nativas. Como até 30 anos atrás não sabíamos se o nosso destino seria uma geladeira ou uma estufa, os estudos sobre o desaparecimento de espécies como conseqüência das mudanças climáticas eram igualmente desconhecidos. Com base no livro “Os Senhores do Clima”, de Tim Flannery, vemos que durante a seca do inverno de 1987, na Floresta Úmida de Monteverde, Costa Rica, estudos mais detalhados nos mostraram uma triste tendência e realidade. Trinta das cinqüenta espécies de rãs que habitavam os 30 km² da área de pesquisa desapareceram. E, entre elas, estava a rã dourada (Bufo periglenes). A criatura de cor chamativa, como o nome sugere, vivia apenas nas regiões superiores das montanhas, e, em certas épocas do ano, os machos lustrosos podiam ser vistos às dúzias, reunindo-se em volta de poças no solo da floresta para acasalar, além de serem anfíbios só encontrados nessa região. A causa da extinção culminou em anos de estudos, porém, desde as primeiras investigações, uma nova conseqüência do aquecimento global paulatinamente tornou-se evidente: a extinção da fauna e flora, fazendo com que o caso desses animais fosse o primeiro registrado pelo homem. A partir de 1976, o número de dias sem névoa crescera em cada estação seca, o que acarretava na diminuição da umidade nas florestas e, como conseqüência, a diminuição das poças, nas quais as rãs depositavam os seus ovos. E foi essa a causa que levou esses anfíbios ao desaparecimento. Podemos, então, concluir que a destruição da natureza por ações antrópicas vem gradualmente aumentando, e se isso não for freado, o desequilíbrio será cada vez maior, já afetando a todos. A Terra é um conjunto sensível às mínimas mudanças, onde qualquer alteração pode acarretar em danos naturalmente irreparáveis, como os já citados. Dodôs, rãs e tigres da Tasmânia são exemplos conhecidos de animais que foram extintos, mas quantos não desaparecem sem nem ao menos serem registrados? E quantos mais serão necessários para acabar com a imprudência humana? Referências http://petsecia.com/extintos/tigre_tasmania.htm (consultado em 04/12/07) http://pt.wikipedia.org/wiki/Dod%C3%B3 (consultado em 04/12/07) http://pt.wikipedia.org/wiki/Dingo (consultado em 05/12/07) Ziller, Sílvia Renate, Plantas exóticas invasoras: a ameaça da contaminação biológica, Revista Ciência Hoje, dezembro de 2001 Flannery, Tim, Senhores do clima, 2007 Notas de aula

Category:Ecologia
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Publicado em2007-12-11

Tipologia Organizacional – Temperamentos: uma nova ferramenta para a gestão

Resumo: Vê-se a fundamental necessidade da qualificação, avaliação, monitoramento, e gerenciamento dos vários "grupos de temperamentos" encontrados na organização a fim de se alcançar sucesso na empresa. No entanto e de maneira paradoxal, muitas empresas ignoram o poder estratégico dessas relações e assumem erroneamente que o aspecto tribal da empresa por assim dizer, o qual surge através do agrupamento de pessoas nos níveis diversos da hierarquia organizacional por si só, já define o "tônus comportamental" que pode ser esperado; desta maneira, fortemente subestimando as capacidades positivas ou não da "mistura" de vários tipos de temperamentos para a geração de uma cultura producente ou contra. Daí a função importante deste tipo de verificação e análise de modo contínuo e dirigido. Palavras-chave: Tipologia Organizacional, Temperamentos, Modelos de gestão, Gestão de pessoas. Abstract: It is seen basic necessity of the qualification, evaluation, accompaniment and management of the some "groups of temperaments" found in the organization in order to reach success in the company. However and in paradoxical way, many companies ignore the strategically power of these relations and assume erroneously that the tribal aspect of the company for thus saying, which appears by itself through the grouping of people in the diverse levels of the organization hierarchy, already she defines "focus behaviour" that she can be waited; in this way, strong underrate the positive capacities or not of the "mixture" of some types of temperaments for the generation of a culture coming or against. From there the important function of this type of verification and analysis in continuous and directed way. Keys words: Organization type, Temperaments, Models of management, Management of people. 1. INTRODUÇÃO A grande importância de conhecer nossos temperamentos, define a forma básica de reação de cada pessoa frente à vida, aos seus obstáculos e bem como às suas graças. É a forma de apreensão do mundo e das experiências. Por exemplo, uma pessoa de temperamento melancólico (associado ao elemento terra) tende a ser lenta em suas ações e reações, pois necessita estar muito segura antes de qualquer movimento. Muito conscientes de todas as formas de limites, costumam ser pessoas mais circunspectas, sérias e exigentes. Tendem a fazer tudo dentro das regras e toleram mal os erros e falhas. Isso as torna bons empregados e estressados se têm que exercer liderança. São amigos sólidos, mas o seu jeito pesado de ver o mundo impede que sejam os mais divertidos. Entendem a vida pela realização e concretização das tarefas, então lhes parece essencial serem úteis e reconhecidos pelo seu trabalho e esforço. Sentem-se feridas e sofrem quando não são reconhecidas assim. Conhecer seu próprio temperamento é tomar posse de usar melhor suas forças e aprender a superar suas dificuldades. Conhecer o temperamento das pessoas que te cercam é, com certeza, aprender a conviver muito bem com elas e, principalmente, aprender a somar habilidades para a superação das diferenças. Isso faz os convívios familiares, profissionais ou sociais melhores. Isso faz o mundo melhor. 2. O QUE É TEMPERAMENTO, PERSONALIDADE E CARÁTER? De acordo com LaHaye (1999:21): “Temperamento é a combinação das características inatas que afetam, no nível do subconsciente, o comportamento de um ser humano Essas características são arranjadas geneticamente à base da nacionalidade, da raça, do sexo e de outros fatores hereditários. Essas características são passadas de pai para filho, através dos genes.” Ao contrário do que a maioria das pessoas acreditam temperamento é muito diferente de personalidade. Personalidade vem de “persona” (máscara). Quando estamos exercendo um papel, seja de empresário, filho, pai, mãe, irmão, etc. em cada uma destas situações vestimos uma “personalidade” diferente. Agimos de forma diferente dependendo das pessoas, ambientes e interesses que vivenciamos naquele momento. Temperamento é determinado antes mesmo de nascermos. Quando uma mulher está grávida, se observarmos as atitudes do bebê dentro da barriga, já podemos identificar qual temperamento esta criança irá ter. Um exemplo claro disso é que quando uma criança tem o temperamento colérico, na gravidez a mãe deita-se em uma posição ao qual ela não gosta, imediatamente chuta a mãe e esta tem que mudar de posição. Quando a mãe ingere algo que ela não gosta, imediatamente a mãe coloca tudo para fora. Sabemos que será colérico, aquele que lidera, manipula e que fará tudo para que as pessoas façam o que ele quer. Caráter, é o nosso temperamento associado ao ambiente que estamos inseridos: nossa cultura, nossos valores, crenças e o modo ao qual fomos educados pelos pais e o meio ambiente, enfim, nossa história de vida. 3. O TEMPERAMENTO SANGÜÍNEO: CARACTERÍSTICAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS É o mais popular dos temperamentos, até porque este é o mais capaz de lidar com todos, adaptando-se como o ar se adapta a tudo. O sangüíneo pode ir para qualquer lado, conforme peçam as circunstâncias. Entretanto, o que ele gosta mesmo é de ambientes onde haja boa convivência e boa circulação de informações. Uma pessoa de temperamento sangüíneo tende a ser rápida em suas ações e reações, pois é naturalmente curiosa e quer terminar logo para seguir adiante e mudar de assunto. Interessa-se por tudo, o que as faz dispersivas. Desconhecem limites físicos, o que as expõe ao risco do desgaste e cansaço. Ignoram os limites do tempo, o que as faz marcar dois ou três compromissos no mesmo horário. Têm o seu mundo mental muito bem desenvolvido, sendo criativas e cheias de idéias. Seu grande desafio é ter a constância de comportamento para realizá-las. São pessoas muito interessantes e divertidas, tendo especial prazer em se sentirem aceitas socialmente (recebendo muitos convites para festas, eventos, etc), e mentalmente capazes, inteligentes e bem dotadas. Sentem-se feridas e sofrem se não são convidadas por um grupo ou se não conseguem mostrar suas idéias, se não podem criar. Tipo extrovertido, falante, ativo e não aprecia monotonias, mas adapta-se com facilidade. Passa de um assunto a outro com facilidade. Gosta de trabalhos que envolvam movimentação e autonomia. Necessita de contato interpessoal e de um ambiente harmonioso, entretanto, não gosta de passar despercebido. É amigo de todos e atua melhor em equipe. É vaidoso e admira sua projeção pessoal e social. É imaginativo e tem sentimento artístico. Rapidez e agilidade em suas atitudes. Por isso as profissões sangüíneas são aquelas que exigem muita interação entre pessoas de uma equipe ou o relacionamento com o público. Podemos pensar no jornalismo, em boa parte das atividades editoriais, em relações públicas, na promoção de eventos, em tudo aquilo que exigir uma adaptação imediata a problemas particulares para que eles sejam resolvidos – isso, é claro, sem machucar ninguém e mantendo o nível geral de felicidade do ambiente. Áreas de Atuação Profissional: que tenham contato com público: vendas, jornalismo, dramaturgia (ator/atriz); publicidade; direito; cargos de coordenação/direção ou educação, políticos, etc. Os doutores sangüíneos são equipados com uma aptidão especial para deixarem seus pacientes sempre de espírito bom, em conseqüência de seu tratamento cativante, e seu sorriso radiante quando entra no quarto, sempre tem o efeito para levantar o espírito de combate. Para motivar um sangüíneo coloque-o em atividades que lhe forneça muito contato com o público. Algumas qualidades e defeitos do temperamento Sangüíneo (os mais significativos) É alegre e esperançoso Volúvel. Atribui grande importância àquilo que está fazendo no momento, mas logo pode esquecê-lo. Indisciplinado; inquieto. Atribui grande importância àquilo que está fazendo no momento, mas logo pode esquecê-lo. Impulsivo; explosivo. É extrovertido e seus defeitos são visíveis a todos Inseguro; Gastam demasiadamente, ficando muitas vezes deprimidos com isso. É caloroso, amável e simpático. Egocêntrico; Egoísta Atrai as pessoas como se fosse um irmão Medroso Adapta-se ao meio ambiente e ajusta-se aos sentimentos alheios. Pouca força de vontade; geralmente não são bons estudantes Comunicativo, entusiasta, bom companheiro e compreensivo. Comem tudo o que vêem, sem tirar os olhos do prato. Não se importam com os preços, mas selecionam tudo a fim de obter satisfação visual. 4. O TEMPERAMENTO COLÉRICO: CARACTERÍSTICAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS Cólera é a palavra grega para bílis, e colérica é a pessoa ativa, cheia de energia, empreendedora. Quando a grafia é negativa, o colérico é passível de acessos de raiva e irritação, aí teremos o Biliosão. Falando em colérico, logo pensamos em cólera, que significa raiva. Realmente o humor (gênio, temperamento, índole, caráter, disposição de espírito) deste temperamento é o mais “esquentado”, mas isto não quer dizer que a pessoa seja má ou raivosa, mas que ela tem muita energia para gastar. É um ser irradiante como o sangüíneo, mas no plano intelectual com ponderação e medida. Sua energia manifesta-se por resoluções inquebrantáveis (decidiu, está decidido e pronto!). Rápido nas decisões (principalmente pela sua impulsividade), perseverante, se tomar uma decisão mental, não discute mais, está resolvido. É um metódico que planeja não só sua intervenção como a forma e o momento. De sua vontade tenaz resultam dois sentimentos: a dignidade e o desprezo pelos que fracassam. É exigente com os demais porque o é consigo mesmo. É de caráter sério, sóbrio, concentrado, reflexivo e raciocinador. O tipo mais puro é lacônico, simplifica seus gestos, palavras exercendo um domínio constante sobre seus nervos e emoções. Sua vitalidade é forte. A sociabilidade é um meio para alcançar um fim. Se praticar esportes, acaba querendo competir, nem que seja consigo mesmo: “hoje eu fiz isso em tanto tempo, amanhã vou fazer mais rápido”. Em tempos antigos, o colérico seria um guerreiro, um cavaleiro, mas hoje em dia tudo o que não for relativamente inócuo ou controlado pelo governo é socialmente inaceitável. A questão principal, de qualquer modo, é que o colérico precisa de atividades que envolvam o dispêndio de energia. Sua facilidade de contato lhe proporciona amigos em todas as partes. Sua afabilidade e agradável trato o fazem uma pessoa simpática e atrativa. Necessidade de ser aclamado e sentir-se importante em todos os lugares que transita. Tendência a ver as pessoas, os fatos e as coisas segundo lhe inspirem simpatia ou repulsão. Devido à sua vaidade sente-se estimulada sempre que possa rivalizar com os demais em seu trabalho, nos esportes e nas questões sociais de qualquer esfera. Sua finalidade é alcançar o topo, brilhar dentro do grupo social ou profissional, mais que qualquer outro. Busca cargos, honrarias e projeção social. Gosta de mostrar ostentação. Sua memória é mais visual do que auditiva. Retém pouco as conversações; os discursos o comovem, mas não ficam fortemente gravados em sua memória, todavia recorda com grande facilidade imagens e impressões visuais. Possui inteligência objetiva, prefere o concreto ao abstrato. Sabe decidir e tem boa capacidade de comando. É um lutador que não desiste da luta nem perante os fracassos. Atua sem necessidade dos demais. Sua atividade é intensa, organizada, dirigida pela razão. Distribui suas tarefas e as realiza com regularidade, mas conforme sua vontade. Disciplinado e organizado em suas tarefas, metódico, rege sua conduta por rígidos princípios morais. No trabalho apresenta ordem, perseverança, concentração e eficácia. Não perde tempo com minúcias. Tem capacidade de mando. É voltado ao futuro, perseverante, enfrenta os problemas. Disciplinado, organizado, metódico e sistemático nas suas tarefas, rege sua conduta por sérios princípios morais de respeito aos demais e seus bens. Possui memória mediana e uma inteligência brilhante, objetiva e positivista, que prefere o concreto ao abstrato. Senso prático. Detesta a análise dos pormenores superficiais, vai à essência, buscando a síntese e a razão das coisas. Atua sem a necessidade dos demais. Capacidade para mandar e dirigir. Para se motivar um colérico, convém mostrar-lhe a hierarquia do cargo, a finalidade e o alto valor da tarefa que ele irá realizar realçando a sua posição em relação às pessoas com as quais irá trabalhar. O colérico gosta de fatos concretos, precisos, exatos e atua com seriedade. Venha sempre com uma alternativa. Algumas qualidades e defeitos do temperamento Colérico (os mais significativos) Algumas qualidades do Colérico: Seu cérebro está sempre fervilhando de idéias Possui “cabeça quente” É realizador; é energético, independente, prático, eficiente e líder. Prefere dar ordens, mas aborrece-o ter de cumpri-las. Temperamento ardente Adora ser louvado publicamente. Auto disciplinado; Ativo; Geralmente otimista. Dá valor às aparências, às pompas e formalidades. Não se amedronta nas adversidades. Torna-as em desafios. É avarento e cerimonioso. Prático; se interessa pelo aspecto prático da vida Impaciente, prepotente, intolerante, vaidoso. Gosta de desafio do desconhecido Aborrece-se facilmente Independente; Decidido. 5. O TEMPERAMENTO FLEUMÁTICO: CARACTERÍSTICAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS É comum que se use o termo “fleuma” como sinônimo de “calma”. E de fato os fleumáticos não têm problemas para manter a compostura na maior parte das situações - basta pensar nos ingleses, povo fleumático por excelência. Toda esta impassibilidade, porém, é contrabalançada por uma intensa vida interior - não é à toa que os ingleses mesmo, com todo seu jeito aparentemente frio, têm a tradição literária mais viva e rica de todas. O fleumático guarda os sentimentos e os acumula, até que ou não os agüenta mais, irrompendo subitamente, ou encontra alguma maneira mais civilizada de dar vazão a eles, como as artes representativas. Um sujeito que parecia ser a encarnação mesma do tipo fleumático era Tom Jobim. Ele mesmo parece feito de água, e suas melodias são suaves e envolventes, “amolecendo” quem as ouve. Sem falar, é claro, que a água é um tema constante de sua obra, em alusões diretas e indiretas. Se fôssemos comparar o sangüíneo e o fleumático, diríamos que o primeiro é úmido e voltado para os outros, e o fleumático é úmido e voltado para si. Isto não quer dizer que um seja “egoísta” e o outro não, mas que o comportamento de um é mais pautado pelo ambiente do que o do outro. Pessoas desse temperamento são mais calmas, tranqüilas, prudentes e autocontroladas. Gostam de rotina e atuam em conformidade com normas e regras estabelecidas, por isso sentem-se bem quando estão acompanhadas de pessoas mais ativas e dinâmicas. Decidem sem pressão e, freqüentemente com bom senso. São flexíveis, seu caráter e ritmo são constantes e disciplinados. São pacientes, observadores, passivos e tem boa memória, mas podem carecer de aptidões criativas. Em situações emergenciais, age com tranqüilidade. Pessoas desse temperamento são mais calmas, tranqüilas, prudentes e auto-controladas. Gostam de rotina e atuam em conformidade com normas e regras estabelecidas, por isso sentem-se bem quando estão acompanhadas de pessoas mais ativas e dinâmicas. Decidem sem pressão e, freqüentemente com bom senso. São flexíveis, seu caráter e ritmo são constantes e disciplinados. São pacientes, observadores, passivos e tem boa memória. É calmo, pouco esforçado, lento, paciente, tem gestos medidos, andar vagaroso. Seu julgamento é lento, mas com muito bom senso, quando de trata de grafia positiva. Representa uma força passiva que não deve ser desprezada. Tem uma calma, sangue frio e uma tenacidade, as vezes surpreendente frente à brutalidade dos violentos, ao entusiasmo exagerado dos sangüíneos ou a exaltação dos nervosos. Não se apavoram numa catástrofe. Difícil de ser influenciado. Faltam-lhe entusiasmo e criatividade, é lento nas suas tarefas, mas ao mesmo tempo preciso, pontual, capaz de um rendimento aceitável. É um autômato bem regulado que faz e desfaz sem se cansar, sempre com a mesma regularidade. Faz uma coisa de cada vez, é detalhista. Tem boa memória e uma inteligência lenta e penetrante. É observador, mas tem pouca imaginação. Muito fiel às normas. Tem sensibilidade acentuada. Imune às paixões. Em grafia negativa, há o predomínio da preguiça, do relaxamento e da irresponsabilidade, por isso, embora seja ele um elemento estabilizador, precisa ser acompanhado de elementos mais ativos. Não tem energia para convencer, tem medo. Teme o perigo, os golpes, as violências, sempre que possível os evita. Não andam muito. Usa tudo que tem para não fazer nada: controle remoto, porta automática, etc. Curte as refeições, um bom cardápio com um bom papo. Tem interesse por muitas coisas. Áreas de Atuação Profissional: enfermagem, medicina, odontologia, salvamentos (bombeiro), educação (principalmente primária), arquitetura, engenharia, laboratórios. É lento em suas tarefas, mas as faz com precisão e pontualidade. Gosta de associações. Muito observador, rotineiro; é perseverante e só usa a força necessária para realizar as suas tarefas, jamais extrapola os limites. Teme o desconhecido, mas sabe defender-se com tenacidade. Profissões recomendadas: enfermagem, medicina, odontologia, salvamentos (bombeiro), (educação, principalmente primária), arquitetura, engenharia, laboratórios. Bom arquivista, guarda, instrumentista, mecânico, dentista, médico, ascensorista e ideal para atividades rotineiras. Para motivar o fleumático, devemos expor com provas tangíveis as vantagens e os benefícios práticos, a comodidade, a segurança social, a economia do esforço, a tranqüilidade etc., que o emprego pode lhe oferecer; em resumo: contar todas as vantagens materiais. Algumas qualidades e defeitos do temperamento Fleumático (os mais significativos) Calmo; Têm as emoções sob controle Frio; Distante. Conciliador; Pacificador nato; Bom conselheiro Lento; Indeciso. Bem equilibrado; Sabe ouvir com paciência e atenção Negligente; Egoísta; Resistente. Prático e eficiente; Cérebro organizado Sem motivação; Conservador por comodismo. Aprecia artes Provocador. Capaz; Cumpridor de suas obrigações e horários Avarento. 6. O TEMPERAMENTO MELANCÓLICO: CARACTERÍSTICAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS Imagine dois amigos na Idade Média: um, colérico, chama o outro para ir domar os cavalos que acabaram de chegar. Mas o outro, melancólico, tem até uma certa dificuldade para entender do que é que o amigo está falando, e permanece na mesma posição onde estava. Depois de domar os cavalos, o colérico ainda treina na espada e faz exercícios. O melancólico ainda não mudou a expressão do rosto. De pouca excitabilidade mas de grande energia, o melancólico apodera-se rapidamente do assunto escolhido. Pessoas melancólicas aceitam com facilidade idéias especiais e facilmente se fixam nelas. Entre os fanáticos e especialistas existem muitos de temperamento melancólico. O Melancólico é o temperamento mais rico de todos. É um analítico, talentoso, tipo do perfeccionista, sacrificado, com uma natureza emocional muito sensível. Ninguém aprecia mais a arte do que melancólico. Pela natureza tende a ser introvertido, mas quanto aos seus sentimentos, predominam uma série de disposições do espírito. Às vezes elevado as alturas do êxtase, não obstante, em outros momentos sai deste estado e fica deprimido. Melancólico é um amigo muito fiel, mas não faz amizades com facilidade. É o temperamento mais confiável, visto que suas tendências dos perfeccionistas não permitem que se torne não confiável. Sua capacidade analítica excepcional impede acertadamente para diagnosticar os obstáculos e os perigos de todo o projeto em que participa. Isto contrasta visivelmente com o colérico, aquele vê não muito freqüentemente os problemas ou as dificuldades, mas possui a confiança de que tem o poder de resolver toda a crise que lhe aparecer. Estas características fazem com que freqüentemente o melancólico não inicie algum projeto novo. As profissões melancólicas são aquelas que requerem que o sujeito fique muito tempo parado no mesmo lugar, concentrando-se no mesmo objeto. Entre elas, poderíamos contar a pesquisa científica em laboratório e o estudo de instrumentos musicais, o que muitas vezes exige longas horas ininterruptas de prática. Um estereótipo melancólico está também no burocrata, no trabalhador de escritório, que passa o dia numa mesa com pilhas de papel. Hoje em dia, porém, há uma profissão perfeita para o melancólico que está em alta: a de programador. O sentido maior para a vida do melancólico se dá ao sacrifício pessoal. Freqüentemente escolhe uma profissão difícil, aquele que requeira o sacrifício muito pessoal. Mas uma vez que escolheu, tende extremamente a ser metódico e persistente. Toda vocação requer a perfeição, a criatividade é adaptada para o melancólico. A maioria dos grandes compositores, educadores, artistas, músicos, inventores, filósofos, teólogos e cientistas foram predominantemente melancólicos. A capacidade analítica necessária projetar edifícios requer um temperamento melancólico. Mas também podem ser artesãos de primeiramente, carpinteiros, pedreiros, horticultores, advogados, escritores, mecânicos e coordenadores. Podem ser membros de toda a profissão que fornece um serviço com o sentido humanitário. Não podemos dizer, porém, que o colérico tem força e o melancólico não tem: são forças de naturezas diferentes. O colérico tem força para realizar atividades que requerem que ele “saia de si”, ou projete-se; trata-se de uma força expansiva. O melancólico tem força natural para permanecer no mesmo lugar, para permanecer o mesmo. Para motivar o melancólico, deve-se motivar um melancólico a lutar constantemente e ir de encontro a seu espírito crítico, que deve projetar-se para aqueles que o cercam e que gostam muito dele, dar uma razão para que se sinta estimulado com o mundo e consigo mesmo. Algumas qualidades e defeitos do temperamento Melancólico (os mais significativos) Analítico Egocêntrico. Reservado quando a expor suas idéias Inclinado a auto-análise complacente. Fala pouco, mas é muito preciso no que diz Interesse excessivo pela sua condição física. Não se compromete a fazer mais do que pode Não faz amigos com facilidade. Apreciador das artes; Sensibilidade e talento artístico Alimenta desejos de vingança. Não desaponta os que dependem dele. Hipocondríaco. Amigo fiel Se ofende muito facilmente. Bom diagnosticador de problema. Desconfiado. Consegue prever os obstáculos de um projeto Pessimista. Tem confiança em sua capacidade. É correto na profissão. 7. O TEMPERAMENTO SUPINA: CARACTERÍSTICAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS O temperamento mais peculiar é o supina. De pouca excitabilidade mas de grande energia intelectual, o supina nasceu para ser mestre (Jesus Cristo, Madre Tereza, Chico Xavier, etc). Fiel e Leal, nasceu para servir, bom pensador, excelente relacionamento com pessoas, grande habilidade para expressar-se, muito responsável, gentil, raciocina pela emoção (possui muito amor no coração). Grande necessidade de dar e receber amor. Geralmente o supina não se casa, escolhe ficar sozinho porque sua “missão” em primeiro lugar e pensa que um casamento e família poderiam atrapalhar seus planos e sonhos. O Supina é o temperamento mais raro de todos. É um talentoso, tipo do perfeccionista, sacrificado, com uma natureza emocional muito sensível. Ninguém aprecia mais as pessoas que um supina. Sua maior alegria e realização é poder servir, ajudar, ensinar e “mostrar caminhos” para os possíveis problemas que tanto afligem as pessoas. É um amigo muito fiel, faz amizades com facilidade. É o temperamento mais afável, Possui a confiança de que tem o poder de resolver toda a crise que lhe aparecer. Estas características fazem com que freqüentemente o supina inicie algum projeto novo, geralmente de caridade, voluntariado, etc. As profissões supinas são geralmente exercidas em Ong´s, entidades filantrópicas, voluntariado, entre outras. Sua maior alegria é ver o outro feliz... saber que pode contribuir de alguma forma para a felicidade e bem estar do outro. O sentido maior da vida do supinas é doar-se, sem pensar em receber de volta. Não guarda mágoas, nem rancores e é incapaz de se vingar. Freqüentemente escolhe uma profissão difícil, aquele que requeira o sacrifício muito pessoal. Podem ser membros de toda a profissão que fornece um serviço com o sentido humanitário. Para motivar o supina, deve-se motivá-lo a lutar constantemente e ir de encontro a seu espírito servil, que deve projetar-se para aqueles que o cercam e que gostam muito dele, dar uma razão para que sinta-se estimulado com o mundo e consigo mesmo. Algumas qualidades e defeitos do temperamento Supina (os mais significativos) Energia intelectual Baixa estima. Fiel e Leal Dependente. Nasceu para servir Relaciona-se profundamente e sofre muito com isso Excelente pensador e filósofo Lento para falar e geralmente para se locomover. Grande habilidade para expressar-se, porque fala com o coração Dificuldades para decidir. Muito gentil Interioriza muito suas emoções. Relaciona-se muito bem com pessoas Pouca iniciativa. Grande amor a ser oferecido Dificilmente toma a iniciativa, espera sempre que o outro a tome primeiro. Muita empatia. 8. A COMBINAÇÃO DOS QUINZE TEMPERAMENTOS 8.1 - O Sangüíneo / Colérico São extrovertidos, organizados e produtivos, oferecendo variedades de atividades e estímulos. Geralmente fala demais, deixando transparecer suas fraquezas. Possui opiniões fortes, por isso se expressa em voz alta, antes mesmo de conhecer profundamente os fatos. Seu principal problema emocional é a ira, tornando-o agressivo diante da menor provocação, mas não guarda ressentimentos. 8.2 - O Sangüíneo / Melancólico São altamente emocionais, tanto podem rir histericamente quanto chorar um minuto depois. Sentem-se genuinamente tristes pela outra pessoa Exibem um perfeccionismo que os aliena dos outros, podendo seu ego e arrogância afastá-los das outras pessoas. Muito sonhadores, sofrem com a insegurança. Ser admiradores por outras pessoas, impulsionando-os para as realizações. 8.3 - O Sangüíneo / Fleumático É uma pessoa feliz, bom humor, livre de preocupações. É extrovertido. O maior problema é a falta de motivação e de disciplina. Prefere socializar que trabalhar. 8.4 - O Sangüíneo / Supina É uma pessoa feliz, bom humor, livre de preocupações. É extrovertido. O maior problema é a sua má administração emocional . Prefere socializar, ajudar, conversar, que trabalhar em atividades burocráticas. 8.5 - O Colérico / Sangüíneo Extrovertido, seus esforços são produtivos e cheio de propósitos. É um vencedor nato, carismático, adora desafios, destituído de medos. Excelente comunicador, usa o raciocínio lógico e prático. Seu ponto fraco é a hostilidade, não perdoa e guarda ressentimentos. É brutalmente franco, dotado de opiniões fortes, preconceitos, impetuosidade. Obstinado pelo trabalho a ponto de negligenciar a família. 8.6 - O Colérico / Melancólico Pessoa habilidosa e capaz, otimista, mente rápida e analítica, líder extraordinário, combina agressividade verbal com atenção aos detalhes. Extremamente competitivo e vigoroso em tudo que faz, obtendo sucesso sempre. Inclinado a autocracia, um tipo ditador, inspirando admiração e ódio simultaneamente. Encontra dificuldades nas relações interpessoais, particularmente com os familiares. 8.7 - Os Colérico / Fleumático Ativo e entusiasmado, calmo, indiferente e quase nunca estimulado. Muito organizado, combina planejamento com trabalho árduo, sabendo sempre para onde está indo e o que está fazendo. Entretanto é extremamente severo com as pessoas. Guarda ressentimentos e amarguras. Ninguém é mais teimoso e obstinado, dificilmente muda de atitude . Não gosta de reconhecer seus erros. 8.8 - Os Colérico / Supina Ativo e entusiasmado, calmo, indiferente e quase sempre estimulado. Muito organizado, combina planejamento com trabalho árduo, sabendo sempre para onde está indo e o que está fazendo. É um verdadeiro mestre para as pessoas. Obstinado, dificilmente muda seus ideais. Reconhece seus erros, mas aponta prontamente os erros alheios. 8.9 - O Melancólico / Sangüíneo Muito talentoso, com dom artístico. Combina mudanças de ânimos, emotivo. Mas também tende a ser rígido com as pessoas e geralmente não gosta de cooperar. 8.10 - O Melancólico / Colérico Perfeccionista e impulsionador, forte capacidade de liderança. Extremamente difícil de agradar, raramente está satisfeita consigo mesma. Pode ter manias de autoperseguição, hostilidade e crítica. 8.11 - O Melancólico / Fleumático São introvertidos e são perfeccionistas, combinando eficiência organizacional. São humanitários e de boa natureza. Geralmente são excelentes escritores, pesquisadores, bons matemáticos. Facilmente tornam-se desencorajados e desenvolvem pensamentos negativos. São vulneráveis diante do temor, da ansiedade e de uma auto-imagem negativa. São amados e admirados pelos familiares, por ser um exemplo para todos. 8.12 - O Melancólico / Supina São introvertidos e perfeccionistas, combinando excesso de eficiência e cobrança interior muito forte. São humanitários e de boa natureza. Facilmente tornam-se desencorajados e desenvolvem pensamentos negativos. São vulneráveis diante do temor, da ansiedade e de uma auto-imagem negativa. Sofrem demais pelos infortúnios dos outros. Amam incondicionalmente e sofrem por isso 8.13 - O Fleumático / Sangüíneo É alegre, feliz, cooperador, pensativo, orientado para pessoas, diplomático, amoroso, divertido e bem humorado. Tem falta de motivação e disciplina, por isso deixa escapar boas oportunidades e não se envolve em qualquer coisa que exija esforço demasiado. O temor é outro grande problema, acentuando sua insegurança. 8.14 - O Fleumático / Colérico De fácil convivência, torna-se um excelente líder, bom conselheiro porque é um excelente ouvinte e é verdadeiramente interessado nelas. Seus conselhos são práticos, bastante digno de confiança, gentil. Seu defeito é falta de motivação e temor aos problemas, pode ser teimoso ao extremo, dificilmente cede. Sua ira se reflete num profundo silêncio. 8.15 - O Fleumático / Melancólico Gracioso, gentil e quieto. Raramente se ira ou torna-se hostil. Veste-se com simplicidade , organizado, tende aos dons espirituais. Seus pontos fracos são o temor do negativismo, da crítica e da ausência de auto-imagem. Não se envolvem demasiadamente em alguma coisa, tentam se resguardar ao máximo. 8.16 - O Fleumático / Supina São pacificadores natos. Gostam de resolver os problemas da humanidade. Bons planejadores para situações humanitárias. Intuitivos, sensíveis, bons conselheiros. Ninguém melhor que eles entendem e perdoam os seres humanos pelos erros cometidos. 9. EQUILÍBRIO DOS TEMPERAMENTOS A mobilização das forças para o equilíbrio dos temperamentos é afetada incessantemente por estímulos que manipulamos no dia-a-dia, porém de modo ainda desorganizado. Já são conhecidas as técnicas corretas para seus manejos, qualquer pessoa Um regime de vida que sabiamente conseguir organizar e dosar tais estímulos, conforme a classificação do temperamento, certamente contribuirá para seu equilíbrio auxiliando o ser humano a cumprir sua finalidade plena através de uma vida longa e feliz, tanto pessoal, quanto profissional. 9.1 - O que devemos diferenciar entre um temperamento e outro Devemos sempre considerar inúmeros fatores que diferenciam as pessoas que possuem os mesmos temperamentos. Nenhum ser humano é igual ao outro, existem variáveis que torna um ser humano diferenciado do outro, mesmo tendo a mesma combinação de temperamentos. 1. O percentual de combinações diferenciados 2. A criação recebida dos pais 3. As condicionantes do meio ambiente em que crescemos e criamos 4. O nível de inteligência, percepção, intuição, amadurecimento, etc. 5. A saúde física, mental e psíquica 6. A motivação em aprender e crescer como indivíduo 7. Religiosidade, etc. Para esboçar uma situação e tentar classificar o temperamento de alguém, faz-se uma aproximação às combinações existentes, os aspectos positivos e os aspectos positivos secundários do temperamento principal e secundário podem estar fora de especificações predominantes. O mesmo é possível ser feito com os aspectos negativos. Porque é possível ser intuído, alguns aspectos anulam e outros a se, no contrário ou não complementados. Imediatamente um será esboçado nas quinze combinações possíveis dos temperamentos, onde o nome do temperamento principal será primeiro e o secundário em segundo, aproximando dos 60 por cento do temperamento principal e 40 por cento do secundário. Uma das objeções principais à teoria dos cinco temperamentos (Danilo Polanco, 2005), é que nenhuma pessoa pode representar nas características apresentadas, completa em relação à mistura dos temperamentos. Todos nós representamos uma combinação em pelo menos Três temperamentos: - Um deles na Inclusão (parte intelectual, orientação social e está ligado ao cérebro); - O segundo refere-se ao Controle (capacidade de exercer projetos de vida, tomada de decisões, nossas vontades e capacidades de exercer o controle em nossas vidas e influenciar o comportamento dos outros – área onde se concentra o pensamento); - O Terceiro, no Afeto (necessidades da parte física, expressão das emoções, necessidade de amar e estabelecer relacionamentos amorosos). Um temperamento não é melhor do que o outro, mesmo porque não temos um temperamento puro, mesclamos todos eles. Para o exemplo, uma pessoa que tenha 60% do temperamento sangüíneo e 40% do colérico não seja exatamente igual a outro que tem 80% de sangüíneo e 20% do colérico. Conseqüentemente muitas variáveis existem dentro das combinações que foram mencionadas anteriormente. 10. TIPOLOGIA ORGANIZACIONAL - OS TEMPERAMENTOS DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES Cada tipo de temperamento influencia a organização e altera seu rumo, portanto, fazendo-se vital o conhecimento de cada tipo de temperamento, principalmente dentro da empresa familiar, por ser a mais afetada em sua gestão, devido ao fator emocional. Vários trabalhos de mapeamento estratégico desta área de estudo tentam estabelecer possíveis causas positivas ou não das resultantes dos diversos agrupamentos destes indivíduos, harmonia profissional, desempenho e nos mais distintos modelos da arquitetura organizacional. Uma visão idealista mostra que existe um potencial positivo formidável na união de temperamentos distintos, e que de maneira ainda mais transcendental, os grupos não se agrupam ao acaso, estabelecendo assim, uma necessidade existencial por excelência. No particular, todavia, verifica-se que cada tipo de temperamento influencia a organização e altera seu rumo, portanto, fazendo-se vital o conhecimento de cada tipo de temperamento e das inferências sobre o seu impacto organizacional. As organizações defrontam-se com condições dinâmicas que constantemente produzem novos problemas e requerimentos imprevisíveis para ações, e são sempre caracterizadas por ambos, um sistema relativamente estruturado com ações estabelecidas de padrões regulares, e também de ações comumente com um alto grau de incerteza (negociações interdepartamentais para a transação de serviços comuns). Organizações, portanto, requerem conhecimento especializado adaptativo e experiência, assim como um contínuo ajuste e redefinição informacional e de comportamento através da interação entre os seus membros. Desta forma, existe a freqüente necessidade de encontros e reuniões que permitem a troca de perspectivas para as definições e soluções dos vários problemas, resolução de conflitos, e desenvolvimento de interpretações compartilhadas usadas para dirigir as atividades futuras da organização, e a necessidade de se encontrar caminhos inteligentes para a busca do conhecimento em qualquer lugar da organização e não somente no seu topo. A partir do conhecimento do temperamento de cada membro da organização, ela poderá tomar as melhores decisões e principalmente entender a maneira de agir de cada um, aproveitando-se do potencial nato de cada um, gestor ou não. Um líder de temperamento melancólico tende a ser lento em suas ações e reações, pois necessita estar muito seguro antes de qualquer decisão. Costumam ser pessoas mais introspectivas, sérias e exigentes. Tendem a fazer tudo dentro das regras e não toleram erros e falhas. Entendem a vida pela realização e concretização das tarefas. Isso as torna bons empregados e estressados quando exercem liderança. Um gestor de temperamento sangüíneo tende a ser rápido em suas ações e reações, pois é naturalmente curioso e quer terminar logo para seguir adiante e mudar de assunto. Interessa-se por tudo, o que as faz dispersivas. Ignoram os limites do tempo, fazendo-os marcar dois ou três compromissos ao mesmo tempo. São criativas e cheias de idéias e mentalmente capazes, inteligentes e bem dotadas. Geralmente a empresa dirigida por eles é muito ativa mas desorganizada. Um empresário de temperamento colérico é um líder, cheio de energia, empreendedor e um bom gestor. Sua energia manifesta-se por resoluções inquebrantáveis (decidiu, está decidido e pronto!). Rápido nas decisões. É um metódico que planeja não só sua intervenção como a forma e o momento. É exigente com ele mesmo e com os subordinados. É de caráter sério, sóbrio, concentrado, reflexivo e raciocinador. São ótimos gestores, mas um tanto repressores. Um administrador de temperamento fleumático é toda impassibilidade, porém, é contrabalançada por uma intensa vida interior. O fleumático guarda os sentimentos e os acumula, até que ou não os agüenta mais, ou encontra alguma maneira mais civilizada de dar vazão a eles, como as artes representativas. Gostam de rotina e atuam em conformidade com normas e regras estabelecidas. São flexíveis, seu caráter e ritmo são constantes e disciplinados. Em situações emergenciais, na empresa agem com tranqüilidade. Um supina seria excelente gestor de empresas filantrópicas, nas áreas sociais. Para ele, seria um tormento trabalhar em uma empresa totalmente capitalista, onde não há o fator humano considerado como o mais importante patrimônio. Todos os temperamentos têm suas vantagens e desvantagens. Mas, ao saber quais são suas facilidades e quais são as dificuldades, permite fazer um caminho de aprendizagem para o próprio crescimento pessoal e empresarial. O temperamento, em essência, não muda. Pode ser treinado, aprimorado, suavizado, melhorado, mas não vira outro. E cada temperamento complementa o outro em sua força. Entendendo melhor os temperamentos é um grande passo para o sucesso da organização (pessoas certas trabalhando nos lugares certos e com temperamentos que combinam entre si). Cada casal, irmãos, filhos, pais e sócios têm sua fórmula para dar certo, mas um pouco de equilíbrio ajuda a manter a estabilidade. O melhor parceiro é aquele que é bem diferente de nós no temperamento, mas com mil afinidades. Nesta combinação podemos dizer que o temperamento sangüíneo combina melhor com o melancólico, um colérico com o fleumático e o fleumático com todos os outros. Temperamentos diferentes provocam discussões contornáveis. Já a falta de afinidades pode reduzir um dos dois a mero coadjuvante da vida do outro. Alguém vai ter que ceder muito, e se não tiver talento para a submissão, vai sofrer. Temperamentos iguais se neutralizam. Transformar alguém em um grande líder de uma empresa, exige uma formação complexa, onde os conceitos não podem ser apenas ensinados, mas vivenciados. A condição essencial para qualquer empresa, sociedade ou qualquer tipo de relacionamento é que haja respeito e aceitação pelas diferenças. É contrabalançar opiniões, desejos e acharem juntos o melhor caminho. É nisso que a Tipologia Organizacional tem sua força, conhecimento próprio e do outro, respeitando cada um dentro da organização exatamente como é, sem força-lo a assumir papéis que o forcem a estarem insatisfeitos como seres humano BIBLIOGRAFIA LAHAYE, Tim. Por que agimos como agimos. São Paulo: Abbra Press, 1999. POLANCO, Danilo. Teoria dos Temperamentos. São Paulo: FCU, 2005.

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Publicado em2008-11-21

Tipos de Fábrica de Software

A área de Informática é uma área “sui generis”, talvez até com uma certa crise de identidade, pois não consegue criar suas próprias definições a cerca de metodologias, técnicas e até de perfis profissionais afeitos ao seu trabalho. Busca sempre a analogia. É de se desconfiar se isso é para uma maior compreensão dos “não iniciados” ou se realmente não consegue chegar a uma definição genuinamente “sua”. Da Arquitetura busca a definição do “Arquiteto de Software”, da Engenharia Civil a definição do “Engenheiro de Software” e do processo de “Engenharia de Software” e de uns tempos para cá foi buscar na Indústria o conceito de “Fábrica de Software”. Particularmente não haveria problemas nisso se a “adaptação” fosse bem realizada e, mais que isso, devidamente explicada e compreendida. Conceitualmente foram feitos grandes progressos em relação à arquitetura e engenharia de software estando estas “disciplinas” bem definidas, razoavelmente entendidas e praticadas. Quando se fala em “Fábrica de Software” o assunto complica. Muito se especula sobre o tema, pouco se explica e pouquíssimos praticam adequadamente. Componentização e reutilização, pilares de um processo fabril, já eram preocupações desde os primórdios da Informática, mas de difícil prática. No Brasil, no início dos anos 90 começam a surgir linguagens e metodologias de orientação a objeto, facilitando a adoção destes conceitos o que levou algumas empresas do setor de prestação de serviços em informática a re-estruturar suas áreas de desenvolvimento pensando em “fabricar software” para si e, por que não, para terceiros. Apesar disto muito poucas levaram a cabo estes planos, fundamentalmente por ausência ou deficiência de processos de controle e execução de desenvolvimento sob esta ótica. Nestes mesmos anos 90 deflagram-se as “ondas” da Re-engenharia, “Down-sizing” e “Outsourcing” com reflexos enormes para a área de Informática. As primeiras iniciativas de “Outsourcing” nas áreas de Informática foram catastróficas, pois as empresas entregaram às contratadas (talvez porque os profissionais da área de Informática não tiveram a competência em explicar seus custos e, principalmente, por muitas vezes desenvolverem coisas totalmente desconectadas dos objetivos de negócio) todo o processo de operação e desenvolvimento dos seus sistemas, abrindo mão da gestão dos mesmos. Não bastasse o peso da questão gestão, constatou-se da pior forma possível que as empresas contratadas não tinham, mais uma vez, processos eficientes e eficazes para este tipo de serviço. Os processos de comunicação com a empresa contratante eram “paupérrimos”, os processos para gestão das demandas idem, as metodologias e processos de desenvolvimento idem. Muitas empresas “assumiram” que Informática era um “mal” necessário e muito do que foi “para fora” voltou “para dentro”. Em alguns casos, salvou-se o processo de operação do sistema (esta modalidade de prestação de serviços já era praticada por algumas empresas e estas já possuíam processos razoavelmente definidos para esta finalidade), criando-se o conceito de “hosting” de computadores, ou seja, os computadores e toda infra-estrutura necessária a sua operação ficaram de posse da contratada, o uso dos sistemas e seu desenvolvimento com a contratante. Outras empresas seguiram um caminho diverso, desligaram funcionários e passaram a alocar recursos terceirizados em suas dependências. O que a princípio parecia ser um bom negócio pela redução do “head-count”, com o passar do tempo mostrou-se ineficiente e perigoso, pois as pessoas alocadas por terceiros além de ocupar fisicamente postos de trabalho com todos os custos associados (luz, água, telefone, aluguel, computador, etc) não raro acabavam por assimilar conhecimentos imprescindíveis à empresa, sendo estas muito mais suscetíveis aos “humores” do mercado de trabalho, trocando de empresa às vezes por diferenças mínimas em seu valor hora de remuneração. Não bastasse isto o risco trabalhista na manutenção de pessoas nestas condições era enorme para as empresas. Neste princípio de século as empresas, inseridas cada vez mais em mercados globalizados e altamente competitivos, são impelidas a serem extremamente enxutas e produtivas, focando todos os seus esforços para seu negócio fim (“core business”) o que as impele, para o caso da Informática tratada em muitas empresas como área de suporte, a continuar a procurar alternativas de terceirização dos serviços relacionados. Muitas empresas prestadoras de serviço na área de Informática, que até possuem competência técnica, ainda hoje oferecem o serviço de “Fábrica de Software” sem ter processos estruturados para poder realizar esta atividade. Um outro agravante é que existe uma confusão enorme em relação à abrangência do que realmente é uma “Fábrica de Software”, uns acham que a designação se refere apenas à codificação de programas, outros que se refere ao projeto físico do “software” e outros ainda que se refere ao projeto de “software” como um todo (projeto lógico, projeto físico, construção, testes e implantação). Esta confusão, por incrível que pareça, ocorre tanto por parte das empresas que contratam os serviços de Informática, como por parte das contratadas, gerando desgastes incomensuráveis a ambas. Para cada tipo de demanda, na prática se tem um tipo diferente de “Fábrica” a ser utilizado. É fundamental esta distinção quando da negociação para contratação de serviços, deixando claro para as partes envolvidas quais os insumos e produtos adequados ao tipo de demanda solicitada. Neste tipo de negociação é recomendável inclusive que ao invés de se utilizar genericamente o termo “Fábrica de Software” se passe a utilizar a nomenclatura associada ao tipo de demanda, ou seja, se for para uma demanda de um projeto completo utilizar “Fábrica de Projeto de Software”, se for para codificação de programas utilizar “Fábrica de Programas” e assim por diante. Estas nomenclaturas existem na prática por conta de como as empresas contratantes colocam suas demandas no mercado, pois a rigor se a analogia de conceituação com a Indústria fosse total, o termo “Fábrica” só poderia ser aplicado a programas, objetos, componentes e testes, únicos elementos passíveis de serialização em linha de produção. Um projeto industrial como, por exemplo, o de uma montadora de automóveis, é único, passando por etapas de pesquisa e desenvolvimento, sendo que após sua homologação inicia-se a produção dos veículos de forma seriada. Seguindo esta linha de avaliação da analogia, demandas de manutenção de sistemas normalmente também endereçadas a “Fábrica” não poderiam ser tratadas desta forma, ou alguém já fez manutenção de seu carro nas dependências de uma montadora? Tudo indica que estes modelos de contratação de serviços de informática, através de “Fábricas”, está evoluindo em sua maturidade. As empresas de prestação de serviços em informática têm as mesmas necessidades (ou talvez até maiores por conta da natureza “virtual” de seus serviços) de enfrentamento de concorrência acirrada em mercados globalizados. Por conta destas necessidades, estas empresas passaram também a adotar modelos de qualidade para desenvolvimento de “software” (CMMI, ISO, PMI, etc) os quais preconizam a criação de processos bem definidos e gerenciados para tratamentos de demandas desde sua colocação. Hoje a relação “cliente-fornecedor” de muitas destas empresas, além de estarem embasadas nestes modelos, encontram-se reguladas através de acordos de níveis de serviço e indicadores de projetos e processos que permitem uma transparência muito maior às partes envolvidas. Adicionalmente estão começando a perceber que para que existam ganhos substanciais de produtividade será também necessária à estruturação de modelos de “Fábrica” adequados ao tipo de demanda, como os que aqui foram apresentados. Para os que desejam uma ótima literatura sobre o assunto, ver o livro “Fábrica de Software – Implantação e Gestão de Operações”, dos professores Aguinaldo Fernandes e Descartes Teixeira, Editora Atlas.

Category:Tecnologia
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Publicado em2006-05-31

TIPOS DE GOVERNO NA IGREJA

O governo dos 12 nos orienta a formar líderes de multidão. No entanto, vemos alguns sintomas nos 12 que demonstram o quanto o caráter de alguns precisa ser transformado. São resquícios de determinados tipos de governos mostrados na Bíblia que fogem ao que Deus determinou. Precisamos detectar a origem desses comportamentos para sermos curados e, assim, sermos de fato um modelo para os fiéis. A nossa equipe só vai se multiplicar quando for tratada no caráter e deixar as síndromes de Jacó e Ismael, deixar as mágoas de Esaú e passar a agir conforme o governo de Israel O Governo de Jacó: Os capítulos 29 e 30 de Gênesis mostram que este governo foi gerado por filhos problemáticos, nascidos de disputas entre família e debaixo de frustrações. Neste governo as pessoas vivem insatisfeitas, há confusão de heranças formadas por rejeição (os filhos de Lia), preferências (os de Raquel) e decisões humanas (os filhos das escravas). Eles não tinham harmonia, eram totalmente confusos em suas identidades, mas, tinham um ponto em comum: um só pai, um líder que buscava sempre orientá-los. No entanto, este governo não tinha sanidade de relacionamento, era um governo de ciladas, a ponto de desejarem matar seu próprio irmão, José. Quando José foi cumprir a ordem do seu pai em Gênesis 37:14, um homem perguntou ao jovem: "por que você anda por aqui? O quê você está procurando?". José respondeu: "eu procuro meus irmãos, e onde apascentam o rebanho". E o homem lhe disse: "foram-se daqui. Pois eu os ouvi dizer que iam a Dotã". E José foi para Dotã. A Bíblia não identifica o homem que apareceu a José, mas, em qualquer lugar, no meio do deserto, do fogo, sempre haverá uma pessoa para nos guiar, para enfrentarmos as guerras: o Espírito Santo. José atravessou o deserto de Siquém para encontrar o governo dos 12 - seus irmãos - e encontrar o rebanho do seu pai. Ele arriscou a sua vida em Siquém, que era um lugar onde não se poderia estar só, porque os filhos de Siquém eram sanguinários. Ele encontrou lá as duas coisas: o governo e o rebanho, que acabou traumatizado, pois houve o sacrifício de uma ovelha, para sustentar uma mentira do grupo. A missão de José era saber como estava o governo, que eram os filhos, e o rebanho, porque os onze saíram para dar de comer e beber e para fazer o rebanho multiplicar. José, mesmo sabendo do caráter de seus irmãos, enfrentou o deserto, o caminho difícil, para cumprir a missão. Nós, que somos enviados pelo Senhor, vamos passar por um caminho de perigo e nem sempre vamos encontrar o relatório fiel para trazer a Ele, e vamos caminhar uma medida a mais. Jesus disse em Lucas 17: 10: "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer". José venceu as barreiras, fazendo acima do que Deus mandou e nunca ficou desamparado, porque o Espírito Santo sempre vai estar com aquele que é enviado pelo Pai."Quando Deus muda o caráter do líder todos os liderados são abençoados debaixo da nova herança". O Governo de Ismael: Este governo existe dentro da igreja: é um espírito anti-semita. Muitos não aceitam a visão de Israel. O governo de Ismael trucida e guerreia contra isso, pois não quer que a base, Jerusalém, seja instalada, porque se isso acontecer, todas as nações prosperarão com Israel, principalmente as nações que estão aliadas a ele. O governo de Ismael foi formado por 12 príncipes (Gênesis 25:16). Era um governo de competição. Ismael, desde criança, zombava de seu irmão Isaque, tirando a paz de sua família, trazendo o desconforto para dentro de casa. O Senhor disse em Gênesis 27:40: "Pela tua espada viverás, e a teu irmão, servirás; mas quando te tornares impaciente, então sacudirás o seu jugo do teu pescoço". Ismael é um governo competitivo, mas não vai prevalecer. Quem tem a síndrome de Ismael, flechando e rindo do seu irmão, não vai prevalecer, porque Deus mudará seu caráter. Ismael foi fruto de uma decisão humana tomada sem consultar a Deus. Nasceu de uma egípcia e acabou gerando inimigos dentro da própria família. Tudo ficou claro depois de haver o rompimento de Abraão com a origem de Ismael, o Egito. O termo mais teológico para Egito é escravidão, trevas, lugar onde há penumbra. Enquanto o governo de Ismael estava dentro da casa patriarcal, não houve multiplicação. Só quando veio o filho da promessa e Ismael saiu de casa é que a multiplicação começou. O Governo de Israel: Este governo é de conquista, mas ele só nasce quando as maldições de Jacó e de Ismael são quebradas, quando o seu maior inimigo se torna seu melhor amigo; aquele que lhe odiava, agora ceia com você. Foi o que aconteceu com Jacó e Esaú. Esaú esperou o irmão aproximadamente 20 anos, alimentando ódio durante todo esse tempo, sendo o melhor flecheiro da história, para matar seu próprio irmão. O desejo de Jacó era voltar para casa de seu pai, mas, para isso, tinha que passar pelo território de seu irmão. Quando Jacó veio ao vale de Jaboque, teve um encontro com Deus. Esse encontro foi tão poderoso, que até Esaú teve o sentimento de ódio anulado, sendo transformado por Deus e, em vez de flechar seu irmão, o agarrou e o beijou (Gênesis 33: 4). O exército de Esaú foi adestrado durante 20 anos para destruir Jacó, mas, na verdade este não veio como Jacó e sim como Israel. E Esaú disse: "a minha terra é tua terra, a minha casa é tua casa, o meu gado é teu gado, os meus bens são teus bens". E Jacó disse: "Não, meu irmão, eu tenho um caminho, mulher, filhos, gados e riquezas, eu só queria que tu me liberasses". Depois de recebermos a unção e a visão de Israel, nós nos tornamos mais cautelosos contra o inimigo, como Jacó fez. Jacó voltou a ser amigo de Esaú, mas deixou de andar com ele, para não despertar a ira novamente. Eles se reconciliaram, mas mantiveram a amizade à distância. Quando Jacó se separou, chamou seus filhos e quebrou a maldição da inimizade, para que ninguém entrasse na terra com as mágoas que tinham. Jacó só teve esse entendimento quando deixou de ser Jacó e passou a ser Israel. Ele não era mais o mesmo, e nem os filhos poderiam ser os mesmos. Depois que Jacó, Ismael e Esaú quebraram as maldições de inimizades, cada um teve uma terra para cuidar e fazer com que elas produzissem. Então se instalou o governo de conquista. Enquanto eram heranças de Jacó, Ismael e Esaú, não conquistavam nada, não se multiplicavam, mas, quando entenderam que havia um governo sobre eles, Deus os abençoou de tal forma que em Gênesis 46:47 vemos o começo da bênção e da conquista das terras que Deus prometeu a Abraão, Isaque e a Israel. É possível pegarmos um grupo sem identidade, como o da herança de Jacó, outro com a herança de Ismael e com as mágoas de Esaú e transformá-los em herdeiros de uma só herança e conquistadores de um só território, tornando-se coesos, porque só assim o rebanho multiplicará. Quando Deus muda o caráter do líder todos os liderados são abençoados debaixo dessa nova herança.

Category:Religião
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Publicado em2006-06-03

Título de Crédito: Força Executiva