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Network Inteligente

"Você pode fazer mais amigos em dois meses interessando-se pelas outras pessoas do que em dois anos tentando fazer as outras pessoas interessarem-se por você.” - Dale Carnegie Se você só liga para seus ex-colegas de trabalho quando está desempregado fique atento, está jogando fora uma excelente oportunidade de ser lembrado. Procurar as pessoas somente nos momentos de necessidade o tornará um chato interesseiro. As pessoas precisam sentir que também ganharão algo em troca. A sua rede de contatos precisa saber o que você anda fazendo, quais foram os seus últimos cursos de atualização e eventos de que participou. A idéia de cultivar uma rede de relacionamentos vai além de explorar os dados contidos naquela “agendinha” esquecida. O network poderá fornecer um panorama geral do mercado de trabalho. Em contato com outros profissionais, você poderá encontrar maneiras de avaliar as habilidades que possui e descobrir as habilidades que você deve desenvolver. Isto o tornará mais competitivo. Assim, quando chegar o momento de procurar um novo emprego, o network evita que você fique desesperado para identificar quais as pessoas que poderão ajudá-lo. Todos nós precisamos cultivar um network, não somente para procurar um novo emprego, mas para obter informações úteis, que nos ajudarão em nosso crescimento pessoal e profissional. Dicas: Mantenha uma lista de todos os seus contatos Crie um banco de dados contendo o máximo de informações possíveis acerca de seus contatos. Ex. nome, endereço, e-mails, telefones, data de aniversário, etc. Conheça o network do seu network Alguém que você conhece poderá apresentá-lo a pessoas interessantes, que eventualmente poderão integrar o seu banco de dados. Tais contatos poderão ser valiosos no futuro. Comunique-se Não se comunique no vazio. Forneça ao seu network informações úteis, conselhos e oportunidades. Isso poderá trazer-lhe muitas recompensas. Seja prestativo Agindo de forma útil e desinteressada, as pessoas estarão muito mais dispostas a ajudá-lo e, provavelmente, vão lembrar mais de você quando aparecer uma oportunidade. Não despreze um contato Gerentes indicam subordinados, mas o inverso também ocorre. Um assistente, hoje, pode ser o presidente de uma grande corporação amanhã. Pense nisso! Visite o Blog: http://deboramartins.blogspot.com Veja os vídeos: http://minutoatenderbem.blogspot.com

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Publicado em2006-10-17

NETWORKING É FATOR DE EMPREGABILIDADE (ENTREVISTA FEA-USP)

Networking é fator de empregabilidade Sérgio Dal Sasso – 25/02/2007 Nota: Entrevista Sérgio Dal Sasso e José Augusto Minarelli para o portal da FEA-USP - Faculdade de Economia e Administração. Jornalista Responsável: Elea Cassettari Com a crescente competitividade profissional, os quesitos que impulsionam uma pessoa a ser bem-sucedida vão muito além da formação acadêmica e cultural. Uma das ferramentas com cada vez mais importância para determinar novas oportunidades de carreira é a rede de contatos ou networking. Sérgio Dal Sasso, formado em Administração pela FEA-USP, hoje educador profissional, afirma que a partir da década de 90, o mercado passou a exigir mais produção em menos tempo, o que pede uma maior e melhor integração entre os profissionais. Por causa disso, um bom relacionamento interpessoal se tornou essencial para o desenvolvimento de qualquer carreira. Para ele, o networking começa desde antes da faculdade, quando uma boa rede é medida pela quantidade de contatos que alguém possui. Com o passar dos anos, o fator quantidade muda para qualidade. "O objetivo final é ter a maior quantidade possível de contatos com qualidade", afirma Dal Sasso. A importância do networking vai além, como lembra José Augusto Minarelli, orientador profissional, que ressalta que hoje isso é um dos fatores de empregabilidade. "A partir de sua rede, você recebe novas informações, fica sabendo sobre eventos, compra e vende serviços, recebe e dá indicações", explica. Segundo Minarelli, mais essencial que expandir sempre uma rede de contatos é sua manutenção feita em momentos posteriores ao primeiro encontro com o profissional. Para isso, deve-se mostrar ao contato que ele é valorizado, pois "a valorização da fonte faz com que ela se sinta bem para aconselhar, indicar e informar". Além disso, ele frisa que o fato de que todos os contatos são muito importantes, independentemente do nível sócio-econômico e profissional de cada um. Há quem considere o networking uma prática exploratória usada por pessoas interesseiras. Tanto Dal Sasso quanto Minarelli, porém, ressaltam que a rede é uma troca de conhecimentos e favores entre indivíduos: as duas pessoas se beneficiam na relação e costumam ter um real interesse uma pela outra. "A grande vantagem do networking é que você dá e recebe ajuda gratuitamente", diz Minarelli, enquanto que Dal Sasso lembra que "estar sozinho é ter mais riscos". Uma das dicas que os dois profissionais deram para expandir a rede profissional é identificar onde estão as pessoas certas e participar desse meio, tanto pessoal quanto virtualmente. Para um primeiro contato, Minarelli aconselha fazer uma abordagem "simples, educada e direta", além de apresentar um cartão de visitas com nome, profissão, telefone e e-mail para a pessoa ter acesso ao profissional. A Internet contribui hoje para trazer mais possibilidades de contatos, como lembra Dal Sasso. "É preciso ser participativo em fóruns de discussão e puxar as pessoas interessantes para perto de você. Só assim é possível construir um diferencial competitivo para oportunidades futuras de carreira", explica. Outro ponto essencial para expandir uma rede de contatos é o profissional variar o grupo de pessoas com quem convive e buscar se apresentar a desconhecidos. Caso contrário, como afirma Minarelli, as pessoas tendem sempre a permanecer junto aos mesmos contatos. "É importante sempre conhecer pessoas novas. Quem conhece mais gente tem mais possibilidades", afirma. Sérgio Dal Sasso, Palestras, Consultoria, Administração, Gestão de Negócios, Empreendedorismo – 27/01/2008 Contato para Palestra: www.sergiodalsasso.com.br e www.educacaoprofissional.com.br

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Publicado em2008-02-25

NEUROCIÊNCIA, COGNIÇÃO E DISLEXIA

Aportes teóricos e pesquisas experimentais no campo da Neurociência, Psicologia Cognitiva e Lingüística Clínica trazem, nos últimos cinco anos, achados importantes para os que atuam, no campo escolar, com crianças disléxicas, disgráficas e disortográficas. Em seu Dislexias: descrição, avaliação, explicação, tratamento (Artes Médicas, 2001), Anne Van Hout e Françoise Estienne afirmam que, graças aos progressos das neurociências, os investigadores dos modelos de leitura e da sua aquisição, desenvolvimento e dificuldades recomendam o uso do termo dislexia no plural, ou seja dislexias, uma vez que os dados recentes exploratórios da dislexia e disfunções correlatas(disgrafia, disortografia) indicam muitas causas e manifestações bem como no agrupamento dos sintomas dislexiológicos. São três os princípios psicolingüísticos para os profissionais que atuam com as crianças com dificuldades específicas na linguagem escrita. 1º princípio – Desenvolvimento da Consciência fonológica O desenvolvimento da consciência fonológica explica a maior parte dos casos de dislexia, disgrafia e disortografia. Os profissionais que atuam com disléxicos, disgráficos e disortográficos precisam ter claramente, nos planos de avaliação e intervenção de fonologia e fonêmica. A fonologia deve ser entendida pelos profissionais como estudo dos sons da linguagem humana. É a fonologia parte da lingüística que estuda os fonemas do ponto de vista de sua função na língua. Falamos em consciência fonológica, segundo Theodore L. Harris e Richard E. Hodges, em seu Dicionário de Alfabetização: vocabulário de leitura e escrita (Artes Médicas, 1999), quando há conscientização dos sons constituintes das apalavras durante o aprendizado de leitura e da soletração/grafia. Os componentes das palavras podem ser diferenciados de três maneiras, segundo os autores: (1) por sílabas, como /leis/, em que a palavra tem, como observamos, apenas uma sílaba. A definição de sílaba é fonética: uma vogal ou um grupo de fonemas que se pronunciam numa só emissão de voz, e que, sozinhos ou reunidos a outros, formam as palavras. Unidade fonética fundamental, acima do som. (2) Dentro da sílaba, por onsets e rimas, como /l/ e /leis/. Na língua portuguesa, a palavra onset pode ser traduzida por ataque. O ataque é foneticamente definido como movimento das cordas vocais ao se posicionarem para realizar as articulações vocálicas. O ataque pode ser duro (glotalizado), com as cordas vocais cerradas e abertura repentina para a passagem do ar (como no alemão), ou suave e gradual, em que as cordas vocais se põem imediatamente em posição de vibração (como nas línguas românicas). Em outras palavras, diríamos que o ataque da sílaba é a parte inicial da sílaba constituída por uma ou mais consoantes, que antecedem o núcleo da sílaba. Nos casos em que não existe ataque, diz-se que a sílaba em questão possui um ataque vazio. Mais exemplos: Na palavra "pai", constituída por uma única sílaba, a oclusiva bilabial surda /p/ ocupa a posição de ataque.A rima da sílaba se define como . Rima da sílaba é considerado um constituinte silábico formado pelo núcleo (obrigatório) e pela coda (não obrigatória) de uma sílaba.Exemplos: Na palavra "mal", constituída por uma única sílaba, a rima da sílaba corresponde à seqüência de vogal e de consoante lateral: /al/. (3) Por fonema, como /l/, /e/, /y/ e /s/. Fonema, estudado em todas as lições anteriores, categoria fonética fundamental para a compreensão da consciência fonológica, é unidade mínima das línguas naturais no nível fonêmico, com valor distintivo (distingue morfemas ou palavras com significados diferentes), porém ele próprio não possui significado (p.ex., em português as palavras faca e vaca distinguem-se apenas pelos primeiros fonemas/f/ e/v/). O fonema não se confunde inteiramente com as letras dos alfabetos, porque estas freqüentemente apresentam imperfeições e não são uma representação exata do inventário de fonemas de uma língua. 2º Princípio – Desenvolvimento da Consciência fonêmica A noção de fonêmica se faz necessária no programa de intervenção psicopedagógica. Fonêmica é definida como ramo da análise lingüística que estuda a estrutura de uma língua no que se relaciona aos fonemas segmentais e sua distribuição na cadeia fônica. Segundo Theodore L. Harris e Richard E. Hodges, em seu Dicionário de Alfabetização: vocabulário de leitura e escrita (Artes Médicas, 1999), a consciência fonêmica é o dar-se conta dos sons(fonemas) que formam as palavras faladas. Esta conscientização não aparece quando as crianças pequenas aprendem a falar. Esta capacidade não é necessária para falar e entender a língua(gem) falada. Todavia, a consciência fonêmica é importante no aprendizado da lectoescrita (leitura, escrita e ortografia). 3º Princípio – Desenvolvimento da sensibilização às rimas Os modelos de intervenção psicopedagógica devem levar em conta no programa de treinamento as dificuldades dos disléxicos, disgráficos e disortográficos no tocante à sensibilização às rimas. Por rima, podemos entender, a reiteração de sons (vocais, consonantais ou combinados) iguais ou similares, em uma ou mais sílabas, geralmente, acentuadas, que ocorrem em intervalos determinados e reconhecíveis. Quando o leitor diante de textos versificados, rima é entendida como apoio fonético recorrente, entre dois ou mais versos, que consiste na reiteração total ou parcial do segmento fonético final de um verso a partir da última tônica, com igual ocorrência no meio ou no fim de outro verso ou ainda a repetição de um som em mais de uma palavra de um mesmo verso (ex.: um canto santo de tão raro amor) No mercado editorial, existem muitas obras que atuam diretamente na consciência fonológica e fonêmica de leitores disléxicos, disgráficos e disortográficos. Um bom exemplo é o livro de Denise Godoy, sob o título A Língua Travada: consonâncias em verso e prosa. A autora (denisegodoy@pop.com.br) apresenta textos que devem ser lidos preferencialmente em voz alta em razão do objetivo que dirigiu a construção de cada um: trabalhar diretamente um grupo específico de consoantes da língua portuguesa. Pode ser utilizado em atividades de intervenção. Vejamos o poema abaixo , de Denise Godoy, pronto para ser trabalhado com disléxicos que trocam as consoantes oclusivas /p/, /b/ e /m/ PROCURA Procurei a poesia do poema Na beira do ribeirão Pequeno, que lambe as bordas Da mata do jatobá. Busquei a beleza do mundo Nos braços que embalavam um bebê, Na música misteriosa dos amantes E no murmúrio embaralhado das palavras. Perdida na procura, Descobri, no mundo, a paixão, Na paixão, a beleza do poema, E na beleza do poema, A POESIA. (Godoy, Denise. A Língua Travada: consonâncias em verso e prosa. Goiânia: Cânone Editorial, 2004. p.15) Eis um poema para o trabalho, em sala de aula, para disléxicos que trocam as consoantes oclusivas /t/ e /d/ DÁDIVA Tem Dias em que tudo é descanso. Tem tardes douradas Em que o Cristalino teima em mostrar Que ali a natureza é dádiva E deslumbramento. Tem noites em que a luminosidade De estrelas já desaparecidas, insiste Em entrar na retina. Tem dias, tem tardes, tem noites. Tem o verde, o horizonte, A trilha, a mata. Tem deuses a nos dizer Que a vida é dádiva, é dor, é dúvida E histórias a nos contar Que a vida é mistério, festa e fantasia. (Godoy, Denise. A Língua Travada: consonâncias em verso e prosa. Goiânia: Cânone Editorial, 2004. p.18) Importante salientar, aqui, que a aliteração e assonância favorecem a consciência fonológica e fonêmica durante a alfabetização em leitura para disléxicos, disgráficos e disortográficos. No campo da literatura, entendemos aliteração como a repetição de fonemas idênticos ou parecidos no início de várias palavras na mesma frase ou verso, visando obter efeito estilístico na prosa poética e na poesia. Por exemplo, é exemplo de aliteração a frase: rápido, o raio risca o céu e ribomba. A aliteração ocorre, em geral, em 'rima inicial, repetição, no início de duas ou mais palavras vizinhas, das mesmas letras ou sílabas, geralmente, para fins expressivos, poéticos ou literários. A assonância, por sua vez, desenvolve a consciência fonológica ou fonêmica à medida que favorece aos disléxicos, disgráficos e disortográficos a percepção da semelhança ou igualdade de sons em palavras próximas. Na estilística, fala-se em assonância quando do uso do mesmo timbre vocálico em palavras distintas, especialmente no final das frases que se sucedem ou na prosa ou na poesia, repetição ritmada da mesma vogal acentuada para obter certos efeitos de estilo. Por exemplo, temos exemplo de assonância na frase: ardem na alvorada as matas destroçadas. Para a intervenção nos casos de dislexia, apontaríamos a a ludologia como uma prática pedgaógica que favorece o aprendizado da leitura dos disléxicos, disgráficos e disortográficos Na pedagogia, falamos em ludologia lectoescritora como uma esfera de conhecimento que abrange tudo o que diz respeito a jogos e passatempos e brincadeiras infantis com fins de assegurar o aprendizado das habilidades cognitivas instrumentais como leitura, escrita e ortografia. O trava-língua e a parlenda são exemplos de ludologia lectoescritora. Estudos Que tratam sobre atividades indicadas para a intervenção psicolingüísticas em casos de dislexia, disgrafia e disortografia, assinam que o trava-língua promove a consciência fonológica das crianças com dificuldades em leitura, escrita e ortografaia. O trava-língua é uma espécie de jogo verbal que consiste em dizer, com clareza e rapidez, versos ou frases com grande concentração de sílabas difíceis de pronunciar, ou de sílabas formadas com os mesmos sons, mas em ordem diferente, como: no meio do trigo tinha três tigres Por fim, os achados na área da psicolingüística apontam que a parlenda melhora a memorização dos disléxicos, disgráficos e disortográficos. A parlenda pode ser definida como declamação poética para crianças, acompanhada por música. Especificamente, ocorre parlenda quando os professores ou profissionais que intervêm em casos de dislexia, disgrafia ou disortografia através de rima infantil utilizada em brincadeiras e jogos desde a educação infantil. Quando crianças na educação infantil, portanto, no processo de aquisição da linguagem, seja no trava-língua ou parlenda, ou qualquer outro jogo prosódico, já apontam indícios de dificuldades na fala, serão, no primeiro ciclo do ensino fundamental, fortes candidatos às dificuldades de ingresso no mundo da linguagem escrita, especialmente na leitura, habilidade cognitiva em que terão que transformar os sons da fala, os fonemas, em signos alfabéticos do sistema escrito da sua língua materna. Vicente Martins é professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral, Estado do Ceará. E-mail: vicente.martins@uol.com.br

Category:Educação
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Publicado em2008-05-30

NEUROSE OBSESSIVO-COMPULSIVA

NEUROSE OBSESSIVO-COMPULSIVA Dr.Wagner Paulon 2008 O termo "sintomas obsessivas" significa experiências de compulsão subjetiva decorrente de algum pensamento involuntário, sentimento ou idéia, associados com uma resistência interna e consciente aos mesmos. Uma preocupação contínua e mesmo intensa com uma idéia em indivíduos normais, é, muitas vezes, chamada genericamente de obsessão. As obsessões são pensamentos recorrentes que interferem com a consciência, sem que o indivíduo seja capaz de fazer nada a respeito. As compulsões são atos repetitivos que devem ser executados, não importando o quão irracionais e inúteis possam parecer. O paciente sente-se extremamente desconfortável com os seus sintomas (geralmente os 2 tipos), tenta sem sucesso resistir-lhes e apresenta ansiedade se for impedido de realizar seus rituais. Como no paciente fóbico, o obsessivo-compulsivo necessita de seus sintomas como um escudo contra a ansiedade. Ao contrário do paciente fóbico, entretanto, ele não pode objetivar seus receios e, portanto, evitar o objeto ou a situação, mas deve enfrentá-los no seu próprio estilo característico o qual se assemelha ao pensamento mágico (esperando que as coisas aconteçam pelo seu desejo e não através de uma atitude ativa ou outros meios lógicos). Torna-se inútil apontar-lhe a irracionalidade de suas obsessões ou compulsões, pois ele o sabe e sofre por isto. Exemplos: o paciente que receia ter atropelado alguém com seu carro, sem estar certo disto e refaz seu caminho para verificar se há alguém caído na estrada; o paciente que tem uma inexplicável necessidade de matar alguém a quem ama; mas este receio de matar persiste mesmo que a pessoa envolvida esteja fora do país. Do mesmo modo, o medo obsessivo da sífilis não poderá ser desarmado evitando-se o coito ou através de contínuos e repetidos testes sorológicos negativos. A despeito das tentações e medos obsessivos quase nunca se realizarem, eles freqüentemente levam a execução de certos atos inocentes que parecem servir como contra-medidas. Estes atos (freqüentemente denominados de rituais) geralmente consistem de uma repetição cerimoniosa de atividades diárias comuns, como por ex. - rotinas especiais no lavar-se, vestir e arrumar o quarto. O significado do ato pode parecer claro para o paciente, por ex. - mantendo as mãos escondidas nas mangas do paletó, como um mandarim, como se prevenindo para não agredir a alguém ou então o ato de lavar continuamente as mãos para prevenir contaminação por germes. Às vezes, entretanto, não é claro o que a ação significa, por ex. - o contar ou pisar sobre fendas de modo compulsivo. Quer o ato tenha algum significado ou não, ele procede de uma necessidade interior e a resistência a este ato provocará ansiedade. Os sintomas obsessivo-compulsivos assumem inúmeras formas. O aspecto mais característico é a vacilação e dúvida que ocorrem como conseqüência de uma contínua luta interna contra o sintoma. A convicção periodicamente renovada de que um sintoma absurdo deve ser enfrentado, sempre provoca uma atitude de dúvida e apreensão pelas possíveis e desconhecidas conseqüências. Normalmente, a dúvida faz parte do pensamento crítico; na sua forma obsessiva, ela derrota a finalidade do pensamento. Conclusões racionais e decisões lógicas tornam-se impossíveis e os infindáveis ciclos de resoluções frustradas tornam a vida mental do indivíduo um disco quebrado que nunca termina. A área confusa entre a dúvida como cepticismo e a dúvida como ruminação compulsiva, separa o mundo mental do obsessivo daquele da experiência cognitiva normal. Psicodinamicamente pode-se notar que os mecanismos de defesa característicos do obsessivo-compulsivo são constituídos pelo isolamento e a formação reativa. O isolamento é um fator primordial na patologia obsessivo-compulsiva. Caracteristicamente, o obsessivo-compulsivo se recorda de inúmeros fatos, inclusive os que apresentam carga emocional evidente, mas ele não reage com afeto a estes eventos. Ao contrário do indivíduo ansioso, que parece estar super carregado de afeto por razões que ele não compreende, o obsessivo-compulsivo conhece os fatos, mas não sente a ansiedade, raiva ou depressão que deveriam estar associados aos eventos psíquicos pertinentes de sua vida pregressa. Seu padrão característico é o de se manter alheio das situações emocionalmente carregadas, de permanecer à distância de pessoas que possam pressioná-lo através de seus sentimentos, ignorando ou não participando das necessidades emocionais dos outros. A formação reativa, em segundo lugar. O paciente obsessivo-compulsivo está constantemente preocupado em balancear duas proposições opostas. Se um dia é bom, o outro será mau necessariamente; se o progresso é alcançado em uma determinada área, o desastre irá ocorrer em outra. Justificativas complicadas são freqüentemente elaboradas na tentativa de tornar aceitáveis estas crenças supersticiosas. O paciente obsessivo-compulsivo não é na realidade um supersticioso, mas ele se comporta como se o fosse, contra os seus desejos e o seu melhor julgamento.

Category:Terapeutica
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Publicado em2008-06-11

Nevoeiros do Sobrenaturalismo

Nevoeiros do Sobrenaturalismo Desde sempre, que esse sempre é parte do conhecimento Humano, que existem curandeiros, videntes, adivinhos e outros exploradores da fragilidade e da boa vontade Humana, por vezes inseridos na forma mais desprezível, o parasitismo de pessoas debilitadas por um ou vários factores. Se alguns destes “mágicos” mais não são que marionetas influenciadas por contextos sociais sobrenaturais, a maioria é esse mesmo contexto social, lideres de uma causa inexistente e detentores das consequências benéficas, deixando as maléficas para terceiros. Algumas destas ilusões situam-se numa “medicina” religiosa sobrenatural. Uma situação composta de facilidades e de extremas simplicidades. Primeiramente existe a necessidade de inventar ou reinventar uma qualquer doença transcendental que se situe fora de contextos físicos e psicológicos. Após a criatividade e aperfeiçoamento dessa ideia ideal de doença sobrenatural, ideia à qual não é necessária perspicácia acentuada nem tão pouco grandes doses de intelecto, surge a necessidade de disseminação psicológica da mesma pelas massas populacionais mais desinformadas e mais debilitadas. Após consolidação da mesma eis que surgem os grandes heróis, como numa qualquer história de banda desenhada, apregoando o conhecimento transcendental da cura. Tais esquemas intelectualmente desonestos e desumanos conquistam facilmente a fama e a ambição maior, a riqueza, tendo como efeitos secundários situações hediondas que nunca pesaram nem irão pesar na consciência desses “médicos” sobrenaturais. Durante séculos a bruxaria era uma das “doenças” transcendentais e os churrascos Humanos a cura, raízes que ainda se manifestam excessivamente na actualidade. Esses factos demonstram o poder das manipulações de massas desinformadas e debilitadas através de induções psicológicas desconexas mas propositadas. Debilidade e desinformação ainda fazem prevalecer crenças em mulheres vestidas de preto e de chapéu cónico a viajarem em vassouras a jacto, e dão dinheiro a exorcistas e outros exploradores cuja transcendência é a ridicularidade. Antevisões do futuro também correspondem a uma excelente forma de fama fácil e correspondentes lucros e louros. Qualquer pessoa é capaz de adivinhar o futuro. Apenas uma breve análise de probabilidades e de proselitismo abstracto proporcionam uma clara simplicidade de antevisões, adivinhações e profecias. Quanto maior o nevoeiro e a obscuridade das palavras mais as hipóteses de acontecimento certo ou quase certo. Aplicar pequenas induções psicológicas também ajuda na certeza de clarividência futurista. Se nos ocorrer uma visão do futuro certa, ela terá como contornos algo como “dentro de alguns dias vai chover.”. Pegando no “dentro de alguns dias” podemos estipular um acontecimento certo, sabendo que dois dias ou cem dias podem ambos ser relativizados à afirmação feita. Relativismo sem comparação provoca uma flecha certeira. Um erro comum dos adivinhos, videntes e outros detentores de “poderes” sobrenaturais, reside na competição pela fama. Uma adivinhação com conceitos não relativos e não abstractos poderá trazer a fama se a flecha acertar, ou trazer uma hilariante comédia se esta falhar. Outra característica interessante, que necessita ainda de maior desonestidade intelectual, de ginásticas de raciocínio e de misturas com demagogias encaixadas à força de marreta é a dos prosélitos começados por “mas,…” quando a profecia falha. Se esse “mas,…” também falhar eis que surge mais outro “mas,…”. Uma moldagem e remoldagem da adivinhação. A indução psicológica de aceitar como verdade algo sem qualquer evidência provoca a aceitações de contextos abstractos perante situações objectivas. Qualquer minimalização de raciocínio nos poderá dizer que se lermos num horóscopo que poderemos ter problemas gastrointestinais, não poderemos aceitar a adivinhação como válida se nesse dia tivermos uma flatulência. Um conceito objectivo, mal ou bem, acerta sempre num contexto abstracto. Era interessante ler ou ouvir algo como “hoje, todas as pessoas de signo Virgem irão ter um furo no pneu da frente do lado esquerdo do seu carro.” ou “hoje, todas as pessoas de signo Peixes ao saírem de casa e fecharem a porta notarão que se esqueceram das chaves dentro de casa.” ou “hoje, todas as pessoas de signo Aquário irão calcar um excremento de cão”. Separemos correctamente a ficção da não-ficção e sejamos intelectualmente honestos. Entrar em campos de misturas pode originar problemáticas sérias, para além de humilhar a intelectualidade Humana. Mesmo que a Astrologia, por exemplo, não apregoe situações nocivas para a Humanidade, não deixa de ser intelectualmente desonesta, para além de se exibir publicamente nos meios de comunicação como algo alicerçado por evidências. Situações divergentes das analisadas costumam ser rotuladas de sobrenaturais erradamente. Os conceitos de palavras e análises encontram-se seriamente enublados pela desonestidade intelectual do sobrenaturalismo, para além de palavras terem significados diferentes de indivíduo para indivíduo. Situações de consciência alterada tal como a meditação necessitam ser colocados fora das situações de convicções erróneas. Desde que o Homem obteve a consciência de ter consciência, que procura induzir estados diferentes da mesma, seja por factores intrínsecos ou extrínsecos. Esta situação de alteração de consciência reflecte uma Humanização própria de cada um, e diferente de indivíduo para indivíduo. Essa mesma reflexão interna e exploração de estados pessoais de consciências diferentes atribuem a cada um a sua própria individualidade. Que cada indivíduo escolha livremente em que acreditar, sem interferir com as escolhas livres de outros indivíduos, e sem se deixar influenciar por nevoeiros de sobrenaturalismos.

Category:Sociedade
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Publicado em2007-03-23

Ninguém é Portador de RG

No preâmbulo da petição judicial, em sua parte destinada à indicação dos números dos documentos pessoais, não se recomenda, nos dias atuais, o uso das expressões “portador”, “inscrito”, dentre outras. A recomendação se dá em nome da clareza, precisão e objetividade. Basta referência ao número do CPF e da CI. Nesse sentido, a lição de Luiz Otávio de O. Amaral: “Deve-se evitar a expressão ‘portador da carteira de identidade’, porque não se quer demonstrar que a pessoa carrega consigo um documento pessoal, mas sim o número que a identifica/individualiza. Desnecessárias e ameaçadoras da brevidade são construções como ‘inscrito sob o número...’basta apenas dizer CPF nº, OAB nº...”.[1] Não se concebe, também, o uso da expressão “portador do RG”. Trata-se de ato impossível como lecionam Hildebrando Campestrine e Ruy Celso Barbosa Florence: “Ninguém é portador do RG (registro geral, prontuário no Serviço de Identificação) e, sim, da cédula da identidade (C.I.).”[2] Por fim, lembram Regina Toledo Damião e Antônio Henriques que não se separam os referidos documentos: “Não se separam os números dos documentos pessoais”.[3] O autor é advogado, escritor, pós-graduado em Direito do Trabalho e Legislação Social, ex-Diretor Geral da Escola Superior de Advocacia da 12ª Subseção de Campos dos Goytacazes e Professor Universitário. ________________________________________ Notas e referências bibliográficas [1] AMARAL, Luiz Otavio de O. Elaborando boas peças processuais – linguagem e Direito. Revista Consulex. Brasília: Consulex, n. 180, jul./2004, p. 43. [2] CAMPESTRINI, Hildebrando; FLORENCE, Ruy Celso Barbosa. Como redigir petição inicial. São Paulo: Saraiva, 2002, p. 74. [3] DAMIÃO, Regina Toledo; HENRIQUES, Antonio. Curso de português jurídico. São Paulo: Atlas, 2000, p. 181.

Category:Direito
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Publicado em2007-03-03

NO CALOR DO VERÃO, É ESTRESSE OU DESIDRATAÇÃO?

NO CALOR DO VERÃO, É ESTRESSE OU DESIDRATAÇÃO? © Dr. Alessandro Loiola http://www.dralessandroloiola.blogspot.com/ Como sempre ocorre desde que foi inventando o movimento de Translação, finda a Primavera, vem o Verão. Ah, o Verão... Nessa época, o consultório meio que esvazia. Afinal de contas, é a estação do mar, do bronzeado. Daquela cadeira de nylon enferrujada que vai te deixar na mão assim que você a fincar sob o sol escaldante. Das crianças pintadas de picolé dando um colorido todo especial ao estofamento do seu carro. Do sabonete cheio de areia quando chega sua vez de tomar banho. Ah, o verão. E você na direção do litoral, preso no maior engarrafamento do ano, sonhando alcançar a praia para experimentar tudo isso mais uma vez! Mas mal descarregou o guarda-sol e as bóias dos meninos e já é hora de voltar para o engarrafamento. Que vida, que vida! O Verão. Como qualquer estação que se preze, o Verão tem lá os seus sintomas particulares. Por exemplo: no Inverno e no Outono, temos as irritações das vias aéreas, as gripes e os resfriados, e uma incidência maior de compulsões alimentares e distúrbios depressivos. Na Primavera, chovem rinites alérgicas e começam as lesões musculares. No Verão, é a época em que eu atendo mais pessoas se queixando de Estresse. Desde que escapou dos laboratórios e livros de ciência no final da década de 1970, o Estresse caiu no gosto popular. Tudo quanto é tipo de queixa corre o risco de ser rotulada como “pode ser um efeito do Estresse...”. Este diagnóstico parece proliferar mais rápido que o mosquito da dengue nos meses mais quentes do ano. O insuspeito casamento entre o Verão e o Estresse pode se explicado por uma substância que corresponde a mais de 60% do peso do seu corpo: a água. Assim como o oxigênio, ela é um dos nutrientes mais importantes da natureza. A água possui um papel essencial em quase todas as funções corporais, regulando sua temperatura, levando outros nutrientes e oxigênio até as células, removendo os resíduos do metabolismo, e protegendo vários órgãos e tecidos. Em um dia normal de verão, o calor extremo e a umidade aumentam a perda de água e sais minerais através da transpiração e da respiração, fazendo com que uma pessoa adulta evapore mais de 2 litros de sua reserva de água em 24 horas. Quando estas perdas não são repostas corretamente, o corpo funciona com dificuldade, manifestando seu descontentamento na forma de irritabilidade, cansaço fácil, dificuldade de concentração, dores de cabeça, vertigens e náuseas - sintomas que podem ser confundidos facilmente com o popular Estresse. Quanto mais tempo você passar desidratado, maior será seu risco de apresentar alterações na pressão arterial, na circulação sangüínea, na digestão e na função renal. Os riscos de complicações graves são maiores em pessoas acima dos 65 anos de idade, crianças com menos de 4 anos e obesos. Para não confundir Desidratação com Estresse, e para aproveitar ao máximo os dias de sol, permita que a prevenção seja seu melhor remédio tendo sempre em mente as 7 orientações a seguir: 1. Pesquisas mostram que apenas uma pessoa em 5 cumpre a recomendação de beber 8 copos de água por dia. O adulto médio toma pouco mais de 4 copos de água, e cerca de 10% das pessoas não tomam um copo sequer o dia inteiro. Não caia nesta armadilha: mantenha uma garrafa de água sempre por perto, bebendo pequenas quantidades várias vezes ao longo do dia. 2. Não espere sentir sede para tomar um pouco de água. Se você está com sede, provavelmente seu corpo já perdeu 1 ou 2 copos da sua reserva de água. Não deixe a situação chegar a este ponto. 3. A água pura é o melhor líquido para manter-se hidratado. E se for gelada, ainda melhor: a água gelada é absorvida mais rapidamente, além de possuir um efeito benéfico de “refrigeração”, diminuindo o risco de superaquecimento do corpo durante o verão. 4. A cafeína e o álcool agem como diuréticos, fazendo com que o organismo perca mais água através da urina. É óbvio, portanto, que a xícara de café e aquela cervejinha não pode ser contabilizadas como “líquidos hidratantes”. 5. Refrigerantes e sucos industrializados podem conter açúcar e cafeína, que atuam acelerando o processo de desidratação. Evite-os. 6. Ao praticar atividades físicas, leve um recipiente com água e continue se hidratando durante o exercício. Uma simples corrida pode fazer com que você perca vários litros de água e preciosos sais minerais. 7. O corpo perde água até mesmo na sombra ou durante o sono, e estas perdas aumentam no verão. Comece e termine seu dia com um copo de água ou suco natural, e alimente-se regularmente, dando preferência para frutas da estação e alimentos não-industrializados.

Category:Esportes
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Publicado em2008-01-20

No debate, Lula virou bode...e não pôde berrar!

Como devem saber Lula não compareceu ao debate desta quinta-feira. Há justificativas convincentes?Um leitor do Blog acha que ele não sabia que ia ter debate...é bem a cara do nosso presidente mesmo não saber de nada!!! Insisto que ele deveria mudar de estratégia: ao invés de “não saber de nada”, podia dizer que “não lembra de nada”!!! Mesmo sem Lula ter ido, teve mordida de onça e bicada de tucano assim mesmo, como foi antecipado pelo ESSA É A QUESTÃO!!!E no meio dessa bicharada, só sobrou pra Lula o posto de bode...bode expiatório dos problemas do Brasil!!! E a galera de “Páginas do Dossiê”(a novela do Planalto) tá feliz com a eleição!!!É que com a lei eleitoral, ninguém pode ser preso, exceto em flagrante, até 48 horas depois da votação!!!Mas que eles fiquem calmos...votar em candidato corrupto pode!!!Disso a lei eleitoral não fala... O site O Fuxico publicou hoje a seguinte notícia: Janet Jackson ainda não perdoou Justin Timberlake.Não é por nada não, mas esse é um fato preocupante(...) afinal uma guerra pior que a do Iraque possivelmente irá surgir, gerando um sério conflito que poderá exterminar milhares de inocentes...Esses artistas definitivamente não medem a conseqüência de seus atos!!! _____________ ***Confira mais textos irreverentes de Arthur Maciel, no Blog ESSA É A QUESTÃO http://essaeaquestao.weblogger.terra.com.br Textos diariamente atualizados.

Category:Política
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Publicado em2006-09-29

No Fim Tudo Dá Certo !

NO FIM TUDO DÁ CERTO! J.A.Nobre Outro dia estava conversando com um vizinho e falávamos de tudo um pouco. Sendo assim falamos sobre política, esportes e negócios, entre outros temas. Quando abordávamos o assunto negócios, comentamos a respeito do quanto várias áreas da economia ficam paralisadas no período das férias escolares. Entre uma ponderação e outra comentamos também, sobre a necessidade de eliminar a sazonalidade nos nossos negócios, sem esquecer do quanto são importantes as férias e que esse período, além de extremamente necessário, deve ser considerado como um renovador de energia. O assunto negócios deixa claro, que mesmo em férias, poucos são aqueles que conseguem ficar completamente desligados do trabalho. Feliz ou infelizmente, meu vizinho e eu nos desligamos apenas parcialmente. Lá pelas tantas ele comentou a respeito de um dos seus colaboradores da área de vendas, que se queixava do número de vezes que tinha que visitar um certo cliente, para arrancar minguados pedidos e que ele (o vizinho) o animava dizendo: “no fim tudo dá certo!” No momento que ele disse isto, fiz o seguinte comentário: - Está aí o título para o meu próximo artigo! O adágio velho e conhecido diz o seguinte: “No fim tudo dá certo; se ainda não acertou é porque ainda não chegou ao fim!” Ocorrem situações e eventos no nosso dia a dia, sobre os quais não temos controle e muitas vezes, o que ocorre, é exatamente o inverso do que desejamos e planejamos. Se bem avaliarmos, são muitas as variáveis que provocam nossas situações vivenciadas diariamente e por mais que imaginemos ter tudo sob controle, nem sempre isso é verdadeiro. Existem muitas pessoas que perdem em qualquer atividade humana por não resistirem ao primeiro não, ou à primeira dificuldade que se apresenta. Essas pessoas formam, sem dúvida, o “time dos perdedores”. Aqueles para os quais tudo é difícil ou impossível. Criam um rosário de queixas e utilizam-nas para respaldar-se pelos seus fracassos. A maioria dos projetos que desenvolvemos ou nos quais atuamos nem sempre estão completos. As vezes até consideramos nossos projetos perfeitos, no entanto os mesmos não resistem a questões básicas, tais como: - o que é o projeto? - por que desejo realizá-lo? - onde, em que local ou área posso concretizá-lo? - como, ou ainda, de que forma? - quando, ou seja, em que momento é mais apropriado? - com quem posso contar, ou quais as pessoas que serão contempladas? - quanto necessito investir em tempo e valores? Todos sabemos o quanto é importante planejar, entretanto é impressionante o número de pessoas que não resistem ao impulso de expor e até mesmo, de colocar suas idéias em prática, sem ao menos testá-las. Sendo assim, a frase título deste artigo pode ser considerada uma desculpa pela falta de planejamento, ou até mesmo, uma forma de conformismo diante de situações adversas ao nosso interesse. “Se ainda não acertou é porque ainda não chegou ao fim!”... também pode ser entendido que muitos projetos são formados por várias etapas e que as mesmas, necessitam ser queimadas para que seja alcançado o objetivo maior. E evidentemente, quando não possuímos todas as respostas, estaremos utilizando o conhecido método de “tentativa e erro”, ocorrendo, nessas circunstâncias, muita transpiração e zero ou quase nada de inspiração. Cabe ressaltar que, por mais óbvio que pareça, é que muitas vezes jogamos tempo e dinheiro no lixo, por não fundamentar nossos projetos e decisões através do planejamento, de preferirmos soluções rápidas, empregando métodos empíricos, ou até mesmo, não utilizando metodologia alguma. Por outro lado, se tudo acontecer corretamente o tempo todo, certamente muitos de nós ficaríamos sem espaço para atuar em nossas diferentes atividades. Outro entendimento que a máxima ... “No fim tudo dá certo, se ainda não acertou é porque ainda não chegou ao fim!” ... nos oferece e eu particularmente prefiro, é que devemos ter sempre firmeza de propósito, determinação, ou seja, após concluirmos que esse ou aquele projeto deve ser realizado devemos planejar e transformá-lo em realidade porque ... “no fim tudo dá certo!”

Autor:J.A.Nobre
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Publicado em2008-05-06

No Limbo

Costuma-se dizer que o Brasil é um país com muitos excluídos. Na verdade, é um país que exclui deliberadamente, enquanto acredita estar combatendo a exclusão e enterrando seu futuro em longo prazo. Ninguém discute que haja uma massa de pessoas vivendo abaixo da linha da dignidade, com dificuldade no acesso a serviços essenciais e que dificilmente conseguem planejar ou sonhar com um porvir afortunado em decorrência de sua luta diária pela sobrevivência. Igualmente, é sabido que há um pequeno percentual de contribuintes que dispõem de acesso imediato a quase tudo que lhes apraza, pois usufruem de uma condição financeira confortável, possibilitando-lhes os deleites que a vida moderna proporciona. Entre essas duas classes, há outra, quase em extinção. Em qualquer país estável, ela é majoritária e quem movimenta a economia. No Brasil, porém, trata-se cada vez mais de apressar seu desaparecimento, possibilitando aos mais ricos que melhorem ainda mais sua condição e dando aos políticos a certeza de mais algumas centenas de anos de discurso contra a pobreza – pois praticamente perpetua a existência da classe baixa. Aos pobres, os governos caridosos fazem diversas concessões (compensações), facilitando seu acesso a bens e serviços tidos como exclusivos dos mais endinheirados. Em tudo que o Estado se mete, sempre é possível transformar a ação em algo mais simpático aos olhos do povo incluindo algum detalhe de “caráter social”. E, enquanto os governantes brincam de Robin Hood para garantir a continuidade de suas carreiras políticas, a classe média segue empobrecendo, definhando, extinguindo-se. No setor universitário, por exemplo, as vagas em instituições públicas estão restritas em termos gerais apenas àqueles opulentos que têm condições de se preparar a vida inteira para lá ingressarem. Para compensar, há programas de bolsa aos mais carentes e sistemas de cotas para incluir os mais miseráveis. No entanto, aqueles que sempre estiveram na linha intermediária, não conseguem chegar às universidades estatais, nem serem incluídos nas políticas compensatórias de seus mandatários. O que lhes resta, então? Ou se sacrificam para pagar uma universidade particular, tendo alguma chance na loteria do mercado de trabalho para diplomados ou matam a chance de um futuro mais digno e se tornam mais um marginalizado.

Category:Política
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Publicado em2006-09-17
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RONI GUARESCHI


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