A palavra Autodidata vem do grego autodídaktos. Significa que, ou pessoa que ensina dirigindo livremente o processo de ensino; que, ou pessoa que se instrui por si mesma, sem professores.
(MICHAELIS 2000 - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, Volume 1, pg. 264, Reader's Digest e Melhoramentos).
É sempre bom ser incentivado a realizar pesquisas por si mesmo em livros, Internet, fitas de vídeo, workshops com profissionais diversos. Ser autodidata com certeza não é fazer tudo sozinho. Se instruir por si mesmo não significa não ter bases ou referências. Isso é praticamente impossível. Algumas pessoas encontram suas bases na intuição (é o caso de quem pratica meditação), outras encontram suas bases nos livros. Outras já interagem com ambas as maneiras de auto instrução, e lançam mão de outros recursos.
Ser autodidata, no meu entender, é ir em busca do conhecimento e sintetizar as informações sem o guia comum, que seria alguém para lhe dizer quais informações sintetizar ou como fazê-la. Embora isso seja muito importante, nem sempre é possível se ter um guia. E quando não é possível ter uma professora por perto, o autodidatismo é funcional. Poder decidir por si o que gostaria e o que seria interessante aprender, e ir em busca das informações que lhe ajudarão a promover seu crescimento dentro do estudo - isso é aplicar o autodidatismo. Porém, é imprescindível ter fontes para se estudar, livros, revistas, vídeos, DVDs, Internet. tudo isso é material para o autodidata.
No entanto, é imperioso salientar que sempre há a necessidade de pedir orientações a uma pessoa mais instruída, pois, estudar o que se gosta e o que acha interessante dentro de um assunto é bom, mas uma pessoa de fora, com maior experiência no assunto do estudo, é habilitada para indicar o que é NECESSÁRIO aprender, independente de ser chato ou não.
Portanto, a autodidática não implica em ignorar ou desprezar as sugestões, correções, orientações e observações que pessoas mais experientes têm a lhe fazer - pois isso seria arrogância, mas antes, implica em valorizar as informações que elas deixam disponíveis em arquivos, vídeos didáticos, workshops, etc, citando sempre e devidamente as fontes do estudo.
Na verdade, o autodidata, nunca trabalha sozinho ou instrui a si próprio sem referências. O material de que dispõe é seu professor! Ele sempre vai depender das informações que outros lhe deixaram.
Acredito que incentivar a autodidática, principalmente nas regiões em que recursos como cursos e workshops, contatos com profissionais importantes ainda não estão disponíveis a qualquer hora, é primordial para que as novas gerações compreendam que não se deve aprisionar o conhecimento para si, pois, ao estudar e pesquisar as informações que lhe custaram esforço, determinação e tempo, toma-se a consciência de que os conhecimentos que adquiriu são frutos dos conhecimentos de outros, que lhe foram agregados, graças ao esforço e dedicação daqueles que vieram antes. E isso não é vaidade - é gratidão.
Incentivar isso nas alunas é primordial para que elas compreendam que você é uma profissional que não aprisiona os conhecimentos para si. Mas não se acomode. Assim que surgir uma oportunidade, procure interagir no seu aprendizado. Faça um curso. Atualize-se.
Sobre o Autor
Professora, escritora, dançarina, pesquisadora, psicanalista em formação, mestra Reiki, radiestesista e terapeuta (CRT 39514), Simone Luciaurea Coelho Barbosa (Luciaurea Faruk), desenvolveu-se em terapias corporais através da dança, sendo precursora da Geometria Corporal Expressiva – inspirada pela sua anterior formação em arquitetura. Trabalhou como coreógrafa e produtora cultural (DRT 27258).
Dançando artisticamente desde 1981, realizou pesquisas de cunho científico, metafísico e autoconhecimento visando aprimorar as pedagogias e recursos de ensino existentes em torno de técnicas de dança, relaxamento, consciência corporal e educação somática.
Participou de projetos como Buda em Dança, Massala – Diversidade Cultural, Vitrine Beladança, e Cia Halim sob a direção artística de Fernando Reis.
Luciaurea Coelho também promoveu uma série de workshops lúdicos, educativos e terapêuticos desde 2000.
Foi idealizadora, organizadora e responsável pelo I Simpósio Vivencial Brasileiro de Dança do Ventre Terapêutica, realizado em setembro de 2003 em São Paulo, em parceria profissional com a psicoterapeuta Patrícia Maia. No mesmo ano, foi entrevistada especial no Programa Domingo Esotérico, da Rádio Capital, com Marlene Deon; no Programa Fim de Noite, da Rádio News, com Cláudio Hori; e no Programa Virando a Página, da Rádio Mundial, com Simone Arrojo, sobre dança do ventre terapêutica. Ainda em 2003, foi responsável pela Oficina de Dança do Ventre dentro do projeto Oficinas de Inverno da Prefeitura de Mogi das Cruzes.
Em 2008, foi convidada como palestrante e responsável pela Oficina de Dança Havaiana na IV Conferência de Wicca e Espiritualidade da Deusa.
Seu knowhow abrange Dança do Ventre, Danças Folclóricas Árabes, Tribal (Dança Étnica Contemporânea), Formação em Ballet Clássico e Jazz, Dança Havaiana – Hula Awana e Hula Kahiko.
Atualmente segue sua formação em Psicanálise Junguiana e atua como educadora e arte-terapeuta no Instituto Freya Flor.
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