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Acessos: 900 Publicado em: 2007-07-04
A Força do Pensamento
A humanidade vive hoje em um mundo agitado, em meio a desesperanças, angústias e falta de perspectivas. Concomitantemente, surgem nas prateleiras das livrarias livros e mais livros de auto-ajuda, dos quais a maioria poderia ser jogada fora, haja vista que por trás encontram-se oportunistas, autores importados, modismos, aproveitadores que se enriquecem com a fraqueza alheia. Um dos modismos é a teoria do pensamento positivo.
A força do pensamento já havia sido mencionada quando da criação do homem em Gênesis (5:5), quando, após a queda, Deus viu “que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente”. Se os pensamentos eram maus, suas atitudes também o foram.
Ao longo dos séculos, muitos vultos da história da humanidade reafirmaram a força do pensamento. Entre eles: Budha, afirmando que “tudo o que somos é o resultado de nossos pensamentos”; Winston Churchill, dizendo que nós criamos o nosso “próprio universo durante o caminho” (ou seja, a vida); W. Clement Stone, segundo o qual “qualquer coisa que a mente do homem pode conceber, também pode alcançar”; Einstein, para quem a imaginação era tudo, “uma visão antecipada das alterações da vida que virá”; Graham Bell, que não sabia dizer qual era “esse poder”, mas tudo o que sabia era que ele existia; Martin Luther Kink Jr., que aconselhava a darmos o “primeiro passo com fé”, não sendo necessário ver todo o caminho, mas devemos dar o “primeiro passo”.
Nos provérbios de Salomão (4:23), o rei hebreu aconselha: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. Por que devemos guardar no nosso coração? Porque dele, do que há dentro dele, resulta aquilo que vai interferir diretamente no nosso modo de vida, nas nossas convicções, na vida pessoal, social e profissional, no nosso caráter.
Em meu livro “A Arte da Guerra para Professores”, oriento nosso educadores nesse sentido, visando a valorização da classe, a melhoria de vida de nossos profissionais e a melhoria do ensino-aprendizado e do convívio aluno-professor na sala de aula. Falo sobre o domínio das emoções, sobre a vocação de fato, sobre o diálogo. Muitos dos problemas enfrentados por nossos professores e muitos dos problemas vividos na Educação procedem da maneira errada de pensar dos nossos profissionais, de se pensar a Educação no Brasil, conseqüência de uma cultura que precisa mudar. “A Arte da Guerra para Professores” não é um livro de auto-ajuda, mas pode servir como um ponto de partida para mudanças e busca de novas perspectivas.
Tudo o que já afirmaram sobre pensamento positivo pode ser resumido em dois textos de Paulo: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus, 11:1) e “... tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8).
Portanto, mude sua maneira de pensar. Pense coisas boas para você e para as outras pessoas. O pensamento, conforme Lupicínio Rodrigues, “parece uma coisa à toa”, mas voamos quando começamos a pensar. Voe alto, mas voe com segurança.
Segure nas mãos de Deus.
ENVIE SEU COMENTÁRIO. Grato pela visita.Sobre o Autor Maurício Apolinário é casado e reside em Brasília-DF. Pós-graduado em Gestão de Pessoas e em História do Brasil, e licenciado em Letras. Professor, palestrante e escritor, tem publicados: "A arte da guerra para professores" - pedagogia; o livro infantil “Bolinha, Meu Coelho” e o livro de contos “Um Prato de Comida”; participação em "Educação 2008: As mais importantes tendências na visão dos mais importantes educadores". Iniciou-se no magistério em 1979, tendo atuado como professor de Língua Portuguesa e Literatura no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, na rede pública e particular. Atualmente é gestor central do PDE-Escola no Ministério da Educação, em Brasília.
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Comentários (1)
Avaliado porPaula, abril 3, 2008
O pensamento intenso sentido é sim mágico
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