Acesso de Autores



             
 
Home arrow Artigos arrow Humanasarrow Religião

No momento existem 3754 artigos de qualidade escritos por 707 autores

Artigos

Articles - Autores de vários países compartilham dicas, orientações e informações importantes sobre os mais diversos assuntos.

A “Navalha de Occam” e a Simplicidade da Teoria Espírita

Francisco AmadoFrancisco Amado
jconexao@hotmail.com
http:www.jconexao.com.br
A verdade é que existe um equívoco interpretativo que se espalhou em dizer que as teorias parapsicológicas atendem mais ao Princípio da Parcimônia de William de Ockham do que a teoria espiritualista.

O Espiritualismo moderno ou Espiritismo ao alegar a sobrevivência da consciência passa a ser teoria mais simples comparativamente a alternativa parapsicológica chamada Super-PSI, quando esta evoca a conjugação de mais de um fenômeno PSI; ou no máximo, de mesma complexidade, quando apenas um fenômeno Super-PSI for apresentado (ex: telepatia ou retrocognição em potências avultosas), pois, neste caso, a flexibilidade de Super-PSI é ainda mais um argumento para o encaixe teórico.
Não obstante, em qualquer hipótese parapsicológica não compreendida no dualismo-sobrevivencialista, é premente demonstrar que PSI é mero epifenômeno do cérebro, como pretende parte de pesquisadores a exemplo da proposta relação entre uma interpretação fisicalista de PSI com princípios da física quântica.

O que é a Navalha de Occam?

A Navalha de Occam ou Navalha de Ockham é um princípio lógico atribuído ao Lógico e frade Franciscano inglês William de Ockham (século XIV). O princípio afirma que a explicação para qualquer fenómeno deve assumir apenas as premissas estritamente necessárias à explicação do fenómeno e eliminar todas as que não causariam qualquer diferença aparente nas predicções da hipótese ou teoria. O princípio é frequentemente designado pela expressão latina Lex Parsimoniae (Lei da Parsimónia) enunciada como:"entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem" (as entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade). Esta formulação é muitas vezes parafraseada como "Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenómeno, a mais simples é a melhor".

O princípio recomenda assim que se escolha a teoria explicativa que implique o menor número de premissas assumidas e o menor número de entidades. Originalmente um princípio da Filosofia Reducionista do Nominalismo, é hoje tido como uma das máximas heurísticas (regra geral) que aconselha economia, parcimónia e simplicidade, especialmente nas teorias científicas.

O estudo Parapsicológico.

Passado o período metapsiquista e iniciada a era parapsicológica com J. B. RHINE e L. RHINE, a postura preventiva da ciência resistiu fortemente aos dados, agora analisados quantitativamente, que sugeriam paranormalidade e, embora o reconhecimento pela American Association for the Advancement of Science em 1969, a parapsicologia ainda sofre críticas que alegam tanto a inexistência de sugestões de anomalias nos experimentos quanto a falta de um teste eficiente, que exclua outras variáveis [ex: a postura do pesquisador], para correlacionar PSI - se ela existir - com a consciência [BLACKMORE, 1996].

Todavia, se admitida a existência de PSI, não se terá como outra solução viável para o problema da consciência, salvo o dualismo radical, pensamento que sustenta a mente como algo independente do cérebro. A razão é que todas as tentativas para explicar os fenômenos parapsicológicos como efeitos cerebrais têm sido fadadas ao fracasso. Não existe, até o presente, nenhuma comprovação ou teste que indique a existência de alguma forma de comunicação proveniente do cérebro capaz de transmitir/captar informações.

Não conhecemos qualquer forma de radiação que poderia agir como portador da informação, e não há modo ainda concebível que demonstre como a mensagem poderia ser codificada na fonte e decodificada no receptor. A tentativa para superar essa objeção recorrendo-se a ressonância mórfica que une cérebros é inútil ao menos que haja algum princípio que responderia pela seletividade da informações envolvidas. Recorrer a física quântica [ver: PENROSE-HAMEROFF, 1998] e a teoria observacional também não nos aproximou a uma explicação física [não há um método testável para constatação]. Christof Koch e Kalus Hepp, em artigo publicado na Nature, defendem que explicar a consciência a partir de processos de computação quântica é desnecessário, pois devido aos processos bioquímicos e neurológicos seria absolutamente impossível manter-se estável um estado de coerência quântica [KOCH e HEPP, 2006]. Deste modo, restou-nos ou invocar a consciência, que de qualquer jeito não é uma variável física, ou atribuirmos capacidade PSI ao cérebro sem qualquer justificativa, simplesmente porque a atividade cerebral deveria ter este efeito [BELOFF, 1990], o que seria um tanto dogmático. Posto assim, é mais coerente aos teóricos materialistas alegarem a inexistência de PSI para sustentar o reducionismo ou, quando não tão afoitos, resta a eles articular que os dados são ainda inconclusivos.
A parapsicologia, ao se preocupar exclusivamente em uma análise quantitativa, assume o risco de diluir a constatação de PSI, bem como torna-se vulnerável a críticas, que desconfiam desde a credibilidade do pesquisador e erros estatísticos até questionamentos frente a validez dos procedimentos, presença de pistas fornecidas inconscientemente pelos experimentadores e relatórios mal elaborados que resgistram apenas os pontos positivos.

Por outro lado, apesar da abordagem qualitativa - tida pelos sobrevivencialistas como principal método para separar eventos mediúnicos de PSI - também ter seus problemas, como a repetibilidade, o fato é que quanto maior a potência de um evento paranormal, mais difícil fica de associá-lo a PSI como um produto do cérebro. Situações como as 17 sessões celebradas em Milão, em 1892, por Cesare Lombroso, Aksakof, Richet, Giorgio Finzi, Ermacora, Brofferio, Gerosa, Schiaparelli e Du Prel com a médium PALADINO, produzindo 44 espécies de fenômenos inexplicados por qualquer teoria física até o presente, abre uma brecha enorme para a existência de alguma faculdade consciencial que parece não depender direta ou indiretamente do cérebro para se expressar [LOMBROSO, 1892].

Enfim, diante de todo o exposto, é de se concluir que o Espiritualismo moderno ou Espiritismo ao alegar a sobrevivivência da consciência passa a ser teoria mais simples comparativamente a alternativa parapsicológica chamada Super-PSI, quando esta evoca a conjugação de mais de um fenômeno PSI; ou no máximo, de mesma complexidade, quando apenas um fenômeno Super-PSI for apresentado (ex: telepatia ou retrocognição em potências avultosas), pois, neste caso, a flexibilidade de Super-PSI é ainda mais um argumento para o encaixe teórico. Não obstante, em qualquer hipótese parapsicológica não compreendida no dualismo-sobrevivencialista, é premente demonstrar que PSI é mero epifenômeno do cérebro, como pretende parte de pesquisadores a exemplo da proposta relação entre uma interpretação fisicalista de PSI com princípios da física quântica.

veja mais em nosso blog.
http://conexaoamado.blogspot.com/

Sobre o Autor
Autodidata e pesquisador de Fisica quântica, Filosofia, Parapsicologia e Marketing
Editor do site de Busca de porto alegre jconexão.com.br.
Blog: http://adriloaz.blogspot.com/

Trabalho na criação de materiais graficos e posicionamento de site nos mecanismos de busca.

Artigos Artigos licenciados sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite as informações Sobre o Autor e o link para a fonte do artigo: http://www.artigos.com) Você não pode fazer uso comercial deste artigo. Você não pode criar artigos derivados.

Autor em Destaque


Martha Villela


Adicionar: Digg Adicionar: Del.icoi.us Adicionar: Reddit Adicionar: Furl Adicionar: Yahoo Adicionar: Technorati Adicionar: Google
Nós temos 116 visitantes e 1 membro online