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Platão: Conhecimento, amor, prazer e alma
Dizer que Platão* era apenas um filósofo, mestre de Aristóteles e discípulo de Sócrates, seria uma extrema leviandade e até de certa forma covardia. Afinal, Platão é muito mais que isso.
O filósofo grego, entre muitas coisas, foi um defensor da modéstia da sabedoria e da busca interminável por mais conhecimento. Por isso defendia que inteligente é aquele que sabe que não sabe. Nesse aspecto é interessante o que ele escreve sobre a sabedoria onde não ser sábio é o mesmo que ser ignorante e que ainda existe uma faixa intermediária entre a ignorância e a sabedoria. Quem estaria nessa faixa seriam apenas as pessoas que detém a opinião verdadeira. Para Platão existe dois mundos: O mundo material onde o homem pode ter somente a opinião e a técnica, que permitia a sua sobrevivência, e o mundo das idéias, o que seria o verdadeiro conhecimento filosófico.
Porém, interessante mesmo é a análise que ele faz sobre a alma. Nesse ponto, Platão teve forte influência do mestre Sócrates. Sua filosofia baseava-se em descobrir ou buscar a essências das coisas. Seus pensamentos e suas reflexões buscavam assim o conhecimento do próprio homem, mas sempre ressaltando o homem não enquanto corpo, mas, enquanto alma. Para ele o conhecimento que continha na alma era a essência daquilo que existia no mundo sensível. Sobre vida após a morte, Platão dizia haver um lugar para as almas até que essas retornassem a vida. Ou seja, para um corpo. Buscaria-se assim um guia seguro de ação correta, o que seria a parte racional da alma, que passaria pelo aprendizado. uma espécie de reconheciemntos sobre a vida. Assim, as verdades essenciais estão escritas na alma eternamente, porém ao nascermos esquecemos, pois a alma é aprisionada no corpo. Ele acreditava também que as almas que se ocupavam com a filosofia e com o Bem, era privilegiada com a morte do corpo. Esta seria privilegiada em passar o resto de seus tempos em companhia dos deuses. Porém, Platão deixa claro que toda alma, ao contrário do corpo, é imortal.
Platão afirmava que quando se atinge a filosofia plena, o conhecemento total, se chegava a morte. Basseado nesse ponto podemos concluir que ninguém em vida atinge o conhecimento macro sobre as coisas materiais e sobre as correntes filosóficas e linhas de pensamento. Para ele o conhecimento é muito mais que uma teoria a ser seguida. A virtude é o conhecimento do bem e do mal e que o homem que detém o saber é incapaz de fazer mal ou produzir mal a si mesmo e que nenhum mal pode acometer um homem virtuoso, e ainda, que ninguém faz o mal voluntariamente.
Sobre o amor, Platão acreditava em sua necessidade. Afirmava que com ele se alcançava a vida imortal e divina. Afirmava ainda que o amor é um desejo e que só existe desejo quando aquele que deseja não tem o seu objeto de desejo.
Quanto ao prazer, Platão descrevia com algo quase inaceitável. O mesmo devia ser renegado em nome de benefícios maiores, onde o conhecimento é uma forma de vencer o prazer.
*Platão (428 - 347 AC), filósofo grego, nasceu em Atenas e se destacou entre os pensadores mais influentes e conhecidos até hoje. Sua Academia, uma instituição tida como a primeira universidade da Europa, oferecia um currículo de matérias tais como astronomia, biologia, ciências políticas e filosofia.
“Para ser belo é preciso ter conhecimento”
“É das coisas que são contrárias que surgem as que lhe são contrárias.”
PlatãoSobre o Autor Política, economia e cultura
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