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Acessos: 1423 Publicado em: 2007-03-07 

MULHER, DO SEXO FRÁGIL ÀS CONQUISTAS

ÁUREA MARIA SOARES LIMAÁUREA MARIA SOARES LIMA
aureamariasoares@hotmail.com
O direito de trabalhar, obter formação intelectual e de atuar no cenário político do País, nem sempre foi concedido às mulheres.
As mulheres que queriam reverter esta situação, buscando conquistar funções que tradicionalmente não lhes cabiam, devido à sociedade patriarcal, eram ridicularizadas e até difamada.
A luta das mulheres brasileiras pelo reconhecimento de seus direitos políticos e civis é secular; a emancipação feminina nas ultimas décadas do séc. XIX era vista pelos mais diversos setores sociais e tendências políticas como grave ameaça à ordem estabelecida e o predomínio masculino. Encontravam legitimidade até no pensamento cientifico da época.
Para o pensamento da época, a inferioridade da razão feminina era fato incontestável, caberia a elas apenas obedecer ao marido e cuidar dos filhos.
A medicina do séc. XIX afirmava a fragilidade feminina, o recato e o predomínio das faculdades afetivas sobre as intelectuais como características biologicamente femininas como também a subordinação da sexualidade ao instinto maternal.
Na virada do séc. XIX para o séc. XX no Brasil, as mulheres começaram a marcha para conquistar sua emancipação e em 1932, na era Vargas foi conquistado o direito ao voto, sendo o Brasil o 4º País do mundo a permitir à mulher votar e ser votada.
Apesar de muitas lutas e conquistas, a mulher continua reivindicando outros direitos para a equidade de gênero, tais como receber salários iguais ao dos homens, pois ocorre que muitas vezes, apesar de estarem mais bem preparadas, chegarem ao cargo de chefia recebendo um terço a menos do que eles.
Mas, apesar das diferenças, outros fatores que contribuíram para o avanço da luta feminina foram a queda da taxa de fecundidade e o aumento do nível de instrução.
Atualmente no Brasil, a maioria das famílias são chefiadas por mulheres, verdadeiras guerreiras que lutam diariamente, dentro e fora de casa.
Em 2006, mais uma conquista chega até às mulheres, Lei 11.340 (lei Maria da Penha) que trata da forma diferenciada a questão da violência doméstica e sexual da mulher.
A sociedade, o Governo, as instituições, ONG e movimentos sindicais articulam-se para que estas conquistas não fiquem apenas no papel, que aconteça de fato como mais uma forma de igualdade entre homens e mulheres.

Sobre o Autor
educação e politicas publicas para a mulher

Comentários (1)
Avaliado porGisele, maio 14, 2008
São poucos os autores que falam com clareza sobre o tema. Estou fazendo uma pesquisa sobre a educação das mulheres no Brasil e no Rio de Janeiro, e este artigo está me ajudando a conhecer mais sobre o assunto.
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