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A Sombra dos CyberPedófilos: Ajude o Seu Filho a se Proteger Contra a Rede Mundial de PedofiliaEm Destaque!

Fernanda da Silva Fialho CamposFernanda da Silva Fialho Campos
fsfcbsb@yahoo.com.br
fsfcsecurityofficer.blogspot.com/
A pornografia infantil é sombra que paira sobre o dia a dia digital de crianças e adolescentes revelando a existência de pessoas mal-intencionadas, os “cyberpedófilos”, e da íntima relação que nossos filhos desenvolvem com os conteúdos proibidos, em grande parte expostos na internet, sem censura.

O Ibope/NetRacings constatou que em fevereiro deste ano 1,3 milhão de brasileiros de 6 a 11 anos acessaram a internet. A média de permanência destas crianças na rede foi de 9 horas e 53 minutos. Adolescentes entre 12 a 17 anos, 2,4 milhões do total, permaneceram 38 horas e 17 minutos. Isso quer dizer que, enquanto você lê este artigo, milhares de jovens estão ligando o computador para jogar, trocar mensagens instantâneas, acessar fotoblogs e o Orkut, que abriga inúmeras comunidades pedófilas.

Em nossa cultura, a preferência sexual por crianças é considerada uma desordem psicológica. A prática da pedofilia é qualificada como crime de internet e pode ser considerado um ataque de Engenharia Social. A escolha/aproximação de um alvo escolhido, a aclimatação e conquista da confiança e o desenvolvimento da cumplicidade são algumas práticas características deste tipo de ataque. O perfil do pedófilo é de um sujeito que gosta de contar história, tem paciência e adora se tornar importante na vida das crianças, o que o torna muito perigoso.

Tudo pode acontecer: desde a revelação de informações pessoais ao fornecimento de senha para receber uma foto que traz um programa executável que aciona a webcam, e que passará a captar imagens do adolescente na intimidade do seu quarto sem que ele perceba. Assim, o adolescente fica na mão do pedófilo, que passa utilizar de métodos de coação para atingir seus objetivos.

O repasse entre amigos, de imagens de sexo com crianças, é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente com pena de até quatro anos de exclusão. Muitas crianças fazem uso do material para satisfazer sua curiosidade, sem saber que essa atitude apresenta riscos. O uso do anonimato dos internautas e a velocidade das informações maximizam esses riscos e transforma a internet em um paraíso da pedofilia. As leis de crimes da Internet ainda são brandas e parece que a sombra da impunidade paira sobre os atos praticados pelos inúmeros "cyberpedófílos".

Como não há lei que obrigue provedores a abrir o cadastro de clientes, os policiais federais que investigam casos de pedofilias afirmam que procurar um pedófilo na internet é como procurar agulha no palheiro. A identificação de um computador na rede é difícil, pois pode mudar no momento em que o computador é ligado.

É importante que os pais tenham ciência de que a pornografia infantil e os pedófilos existem, e assim, deverão ser tratados sem preconceito. Enxergar que a internet está vulnerável a estes ameaças, e seus filhos aos riscos, devem participar ativamente da orientação dessas crianças. "Os pais não devem escandalizar nem adotar punições", adverte Oswaldo Rodrigues Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Os adolescentes são ágeis para lidar com a informática, e quando privados de navegarem por conteúdos proibidos, acabam por despertar ainda mais sua curiosidades e são capazes de burlar filtros ou proteções implantadas ou passam a usar o computador de amigos.

Existem muitos sites que buscam auxiliar os pais na proteção de seus filhos contra essas ameaças. Cartilhas com orientações sobre segurança da computação e ética somadas às práticas como: deixar a webcam virada para a parede, instalar o computador em área da casa onde a família circule e ainda observar com quem as crianças conversam online podem ser ferramentas poderosas no combate à pedofilia. A conscientização e orientação continuam sendo as melhores condutas na utilização dos recursos e informações disponíveis na rede mundial de computadores.

Sobre o Autor
Tecnóloga em Processamento de Dados, Security Officer da Módulo Security Solution, com MBA em Gestão da Segurança da Informação na UPIS/DF e Administração em Sistemas de Informação na UFLA/MG e Curso de Extensão em Crimes e Perícias Eletrônicas.

Comentários (2)
Avaliado poreraci, fevereiro 16, 2008
Acho interessante esse assunto, pois muitos pais são imcompreensiveis diante de muitas situações que podem não ter acontecido com eles no passado, mas hoje estamos no mundo das tecnologias, globalização, e ai estamos diante de tantas exposições eletronicas, e leva o adolescente a uma situação constrangedora, e meio que dificil deles conversarem com seus pais se essa familia não tem dialogo em casa. Que dificil sera para uma criança dizer aos pais que estão caindo num abismo, ou cairam numa armadilha de pedófilos. É preciso ter atenção ao filho o que ele faz,o que ele ve, etc.
Avaliado porpietroolivetti, março 10, 2008
Este artigo é ótimo. O que permite aos pedófilos agirem é a ignorancia alheia a respeito da sexualidade em crianças e sobre a própria pedofilia, portanto cada um que pública tais informações está ajudando a desenvolver uma sociedade mais consciente e justa.
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