Acesso de Autores



             
 
Home arrow Artigos arrow Humanasarrow Educação

No momento existem 4409 artigos de qualidade escritos por 682 autores

Artigos
Acessos: 1909 Publicado em: 2007-10-13 

APRENDIZAGEM

Múcio MoraisMúcio Morais
contato@muciomorais.com
www.muciomorais.com
Todos os animais, em particular os humanos, adaptam-se a seus ambientes por meio da aprendizagem. O processo de aprender associações entre eventos é chamado condicionamento. Por meio de condicionamento clássico aprendemos a antecipar eventos importantes, como a chegada de alimento ou a dor. Por meio do condicionamento operante, aprendemos a repetir atos que trazem recompensas e a evitar atos que acarretam punição. Por meio da aprendizagem pela imitação, aprendemos pela experiência e o exemplo de outros.
Não nascemos com um plano genético para a vida. Muito do que fazemos devemos aprender pela experiência. A dádiva mais importante da natureza para nos pode ser a adaptabilidade – nossa capacidade de aprender novos comportamentos que nos permitem enfrentar as mudanças de circunstâncias.
Nenhum tópico é mais próximo da essência da psicologia do que a APRENDIZAGEM, uma mudança relativamente permanente no comportamento de um organismo em decorrência de experiência. A experiência é a chave para a aprendizagem.
CONDICIONAMENTO – é o processo de aprender associações.
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO – neste tipo de condicionamento aprendemos a associar dois estímulos. Aprendemos que o clarão de um relâmpago avisa do iminente estrondo de um trovão, e começamos a nos preparar quando o clarão surge próximo.
CONDICIONAMENTO OPERANTE – aprendemos a associar uma reação e sua conseqüência. Aprendemos que apertar o botão de uma máquina de venda automática se relaciona à entrega de uma barra de chocolate.
Também nos humanos, objetos, cheiros e situações associadas ao prazer sexual se tornam estímulos condicionados para a excitação sexual. O psicólogo Michael Tirrell (1990) citado por Myers (2002) recorda: “Minha primeira namorada adorava cebolas. Por isso, passei a associar o bafo de cebola a beijo. Não demorou muito para que o simples cheiro de cebola fizesse uma corrente subir e descer por minha espinha. Ah, que sensação!”.
1º. Beijo ardente (estímulo incondicionado) -à excitação sexual (resposta incondicionada)
2º. Hálito de cebola (estímulo condicionado) + beijo ardente (estímulo incondicionado) -> excitação sexual (resposta incondicionada).
3º. Hálito de cebola (estímulo condicionado) -> Excitação sexual (Resposta condicionada)

EXTINÇÃO E RECUPERAÇÃO
Depois de romper o namoro, com a moça que tinha hálito de cebola, Tirrell também fez experimento com a extinção e recuperação espontânea. Recorda que o “hálito de cebola (Estímulo Condicionado), não mais associado ao beijo (Estímulo incondicionado), perdeu a capacidade de provocar a sensação. De vez em quando, porém, depois de passar bastante tempo sem sentir o cheiro, o aroma de cebola desperta uma pequena versão da reação emocional que outrora experimentava. Sem o estímulo a rsposta vai enfraquecendo, a reação decresce.

GENERALIZAÇÃO
Tendência a reagir a estímulos similares ao Estímulo Condicionado. A generalização pode ser adaptativa, como ocorre quando crianças pequenas ensinadas a ter medo de carros em movimentos na rua reagem da mesma forma a caminhões e motocicletas ou quando uma criança é mordida por um cachorro pode passar a ter medo de qualquer cachorro.



DISCRIMINAÇÃO
Habilidade aprendida de distinguir entre um estímulo condicionado e outros estímulos. Confrontado com um pit bull, seu coração pode disparar; confrontado com um poodle, não dispara.

O otimismo dos behavioristas de que os princípios da aprendizagem podiam se generalizar de uma reação para outra e de uma espécie para outra foi moderado. Hoje, sabemos que os princípios do condicionamento têm uma influência cognitiva e são passíveis de restrições biológicas.

CONDICIONAMENTO OPERANTE
Trata-se de associação de comportamentos com suas conseqüências. Assim torna-se mais provável que repitam comportamentos recompensados (reforçados), e menos provável que repitam comportamentos punidos. O condicionamento operante envolve o comportamento operante, assim chamado porque o ato opera no ambiente para produzir estímulos de recompensa ou punição.
Punição é o oposto do reforço. O reforço aumenta um comportamento, a punição diminui.

REFORÇO
É qualquer conseqüência que fortaleça o comportamento.
Reforço parcial – as reações são às vezes reforçadas, às vezes não. A aprendizagem é geralmente mais lenta com o reforço parcial, produz maior persistência, maior resistência à extinção, por exemplo: caça-níqueis.

Programações de ritmo fixo – reforçam o comportamento de um determinado número de repostas. Exemplo: pessoas remuneradas por produção.

Programação de ritmo variável - oferecem reforços depois de uma quantidade imprevisível de respostas. Exemplo: jogadores e pescadores.

Programação de intervalos fixos – reforçam a primeira resposta depois de intervalos de tempos variáveis. Exemplo: telefone ocupado.

APLICAÇÕES DO COMPORTAMENTO OPERANTE
NA ESCOLA: reforço positivo – instrução de acordo com o nível de cada um (Internet, computador).
NO ESPORTE: o segredo é moldar o comportamento, primeiro moldando reforçando os pequenos sucessos, para depois aumentar pouco a pouco o desafio.
NO TRABALHO: reforços influenciam a produtividade, gera recompensa para todos, motivação, moral e espírito de equipe.
EM CASA: com os filhos – dêem atenção e outros reforços às crianças quando estiverem se comportando bem, determinem um comportamento específico, recompensem-no e observem seu crescimento; ignorem as manhas (se a manha atraiu atenção no passado, pode temporariamente aumentar quando ignorada); ao longo do tempo, se não for reforçada, a manha vai diminuir; quando as crianças se comportarem mal ou assumirem uma atitude de desafio, não gritem nem batam, apenas expliquem o mau comportamento e dêem um “tempo fora”... afastem-nas do ambiente de reforço por um prazo específico.

Podemos utilizar o comportamento operante em nós mesmos, reforçando nossos comportamentos mais desejáveis e extinguindo os indesejáveis.

APRENDIZAGEM POR IMITAÇÃO ou OBSERVAÇÃO
Observamos e imitamos os comportamentos de outros
Modelação – processo de observar e imitar um comportamento específico. Os pais são modelos poderosos. Os modelos são mais eficazes quando suas ações e palavras são mais coerentes. As vezes, no entanto, os modelos dizem uma coisa e fazem outra.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MYERS, David. Introdução à Psicologia Geral. Rio de Janeiro: LTC – 1999.

Abraço a todos!
Múcio Morais
Palestras Motivacionais - Treinamentos - P N L

Sobre o Autor
Consultor e Conferencista nas áreas de Desenvolvimento humano, Marketing, Liderança e Gestão. Palestrante motivacional que utiliza oratória de impacto aliado a técnicas de PNL. Considerado um dos melhores atores em palestras shows do Brasil!

Artigos Artigos licenciados sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, publicar em jornais, revistas, websites e outros meios de comunicação desde que seja dado crédito ao autor original (cite as informações Sobre o Autor e o link para a fonte do artigo: Fonte: www.artigos.com)

Autor em Destaque


jose carlos da silva


Adicionar: Digg Adicionar: Del.icoi.us Adicionar: Reddit Adicionar: Furl Adicionar: Yahoo Adicionar: Technorati Adicionar: Google
Advertisement
Nós temos 82 visitantes e 1 membro online