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SUPERBIBLIOTECAS VIRTUAIS
A Google que esta digitalizando mil páginas por hora de livros e documentos raros da Universidade de Stanford e os chineses que esperam que um milhão de livros estejam acessível pela rede mundial de computadores em apenas dois anos, são precursores de uma verdadeira revolução digital.
As superbibliotecas virtuais saem, literalmente, do papel e passam a se tornar realidade, mesmo que parcialmente.
À priori, a idéia não é apenas facilitar o acesso a obras, mas também espera-se que essas bibliotecas possibilitem aos usuários criar rapidamente inter-relação entre obras e temas, e ainda, ao encontrar uma palavra desconhecida, o internauta teria acesso a todos os textos em que ela já foi utilizada.
Rapidamente qualquer pessoa poderia encontrar todo o material já publicado sobre um determinado assunto, o que provocaria uma revolução sem precedentes na atividade intelectual.
Mas, a digitalização de obras é uma questão mais delicada do que se pensava. Com a reprodutibilidade permitida pela internet, como preservar os direitos dos autores e editoras? O fato é que não existe uma legislação que especifique os direitos autorais perante a uma era virtual.
Essa e outras questões permeiam o projeto e divide opiniões das mais variadas.
Alguns acreditam que os e-books, como estão sendo chamados os livros virtuais, terão certamente um rápido crescimento no mercado; conjuntamente, existem estudiosos que argumentam no sentido de que seja fundamental que esses livros virtuais possuam uma tecnologia bem estruturada, para serem economicamente viáveis no ponto de vista comercial; e ainda encontramos opiniões de que talvez, com a redução dos custos ao se eliminar o papel, as editoras poderiam pagar mais aos autores.
Em outro sentido, certas opiniões reconhecem a importância da digitalização de obras, principalmente se facilitar o acesso a textos e documentos raros.
Outro obstáculo a superbibliotecas virtuais esta no desconforto da leitura na tela do computador, na impessoalidade que ronda uma leitura via caracteres digitais, ou ainda na possibilidade do mau funcionamento dos scanners, o que ocasionaria graves distorções de raros conteúdos.
Acredito que o contato com os livros seja imprescindível para qualquer tipo de educação. A leitura pelos livros de papel, além de estimular a visão, aguça o tato e trás histórias para mais perto de nossa realidade.
Pode parecer um pouco antiquado e até retrógrado, mas prefiro as longas cartas manuscritas aos e-mails; os ácaros intelectuais aos bytes imprecisos.Sobre o Autor Sociólogo formado pela Unesp, atua como professor de história, geografia e filosofia na rede pública de ensino, articulista do jonal O Município de São João da Boa Vista e como Coordenador Pedagógico do Polaris Educacional também de São João da Boa Vista.
Gosta de escrever nas horas vagas, o que justifica a pequena produção literária. Escreve sobre assuntos incômodos, como política, educação, sociedade entre outros.
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