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Publicado em
2010-02-08

Educação Ambiental – em qualquer hora, em qualquer lugar

Lúcio Flávio MachadoLúcio Flávio Machado
luciofmachado@gmail.com
O meio-ambiente é tema recorrente. Fala-se nas escolas, na mídia, no trabalho e nas organizações civis organizadas. A discussão é fator importante, uma vez que traz à tona toda a temática ambiental e provoca o efeito fixador da matéria.

Um número expressivo de pessoas tem a capacidade de se articular e de debater sobre as questões ambientais, sejam elas de porte macro, como o aquecimento global, ou de assuntos mais específicos, por vezes quando tratamos de ações de tratamento das obscenidades de tratos com nosso meio: economia de energia, de água, destinação de resíduos, por exemplo.
Obscenos sim, uma vez que chega, finalmente, nosso limite de tolerância com o desperdício, com a falta de educação, de cuidado com nosso lar, nossa, casa, nosso planeta.

Enfim descobrimos que o mal escancarado não reside na falta de informação, na intolerância, na individualidade, no conhecimento desvirtuado. Ele reside na educação. Tanto a formal, como a educação base de caráter.

Não se resume educação na escola. Nem é o professor seu único agente. Ela pode ser definida como a reprodução de saberes de uma cultura e assim como toda sociedade é dialética, a educação tem que passar por estruturações ao longo do tempo em que novos valores são incorporados.

E são os valores, os grandes empecilhos de um efetivo ressarcimento social que possa permitir que os seres em comunidade possam rever seus atos e atitudes em relação a uma vida sustentável.
Uma geração que aí se apresenta como a mecânica ativa da sociedade nasceu e cresceu com valores que não incorporavam saliências sociais sustentáveis, como a efetiva participação na preservação do meio ambiente, com gestos diários de economia e preservação.
Ou então, como catalisadores de efeitos multiplicadores no contexto da vida em comum. Ainda como administradores da responsabilidade social e da educação com o próximo.

Nestes casos, em todos citados, as exceções são afirmativas; mas aqueles provenientes de caráter familiar. Não de doutrina social. Isso quer dizer, que cada indivíduo traz consigo seus valores e este, hoje, tem que reaprender a pensar e agir dentro de valores sociais mais ajustados com seu tempo.
Assim com tabus sociais estabelecidos, como matar e roubar; temos a proibição do desmatamento, do desperdício, da banalização do consumo. A geração adulta não teve a sustentabilidade injetada no seu DNA. Cabe a ela educar a criança e o jovem, ser exemplo e ser multiplicador e garantir a presença de um ambiente propício para seus filhos.

As crianças e os jovens de hoje já tem conceitos mais arraigados, graça aos níveis cada vez mais apurados de educação ambiental, de disseminação da informação e da incorporação de hábitos mais saudáveis de vida.

Portanto há uma forte tendência para que diferentes setores passem a recorrer aos processos educacionais como fonte segura do trato correto com o meio-ambiente. É nela, a educação, que devem ser esgotados os esforços na medida proporcional da agressividade sofrida pela natureza.

A educação ambiental é a colheita, é o fruto do conjunto de medidas. Particularizando, a severidade do aprendizado da matéria sustentabilidade deve acontecer fora da escola, uma vez que na escola ela é Lei. Deve estar presente no trabalho, no condomínio, na praça pública, nas repartições públicas, no clube, na associação, na igreja e onde mais se encontrarem pessoas reunidas. E é claro, dentro de casa, quando você estiver só, no banho demorado, diante da torneira aberta; no seu momento de consumo; diante dos alimentos e fundamentalmente quando estiver ao lado das crianças. O futuro não quer e não pode ter sequer mais um velho inconsciente, criminoso com seu planeta e com sua geração.

Sobre o Autor

Jornalista, publicitário, escritor e educador ambiental. Já atuou em grandes corporações na área de comunicação e meio ambiente. Hoje é diretor da Memo Brasil, empresa especializada em memória emoresarial e memória organizacional. Professor universitário, foi coordenador de cursos de graduação e de Pós-Graduação. Autor de biografias esportivas (Dadá Maravilha, Ed. Del Rey, 1999) e de biografias empresariais, já escreveu diversos artigos publicados. Membro da União Brasileira de Escritores.


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