O Diabo é o pai do Rock!

Segundo os amantes do gênero musical rock,  hoje é o dia dele.  Além de ser uma data que não pegou, nem nos Estados Unidos, onde originou, os roqueiros tupiniquins de terceiro mundo insistem em comemorar.  Comemorar o que?

O próprio  falecido Raul Seixas já declarou que o Diabo é o pai do rock.  Logo, os adeptos são seus filhos, pela lógica. Que benefícios trouxe este estilo musical para o mundo?   Apenas para gravadoras,  proporcionar fortuna fácil a ex-músicos de garagem e alavancar vendas de drogas.

Não é preciso ser expert para saber que  rock e drogas é uma combinação quase pactual.  Embora nem todo viciado em drogas goste de rock, geralmente todo roqueiro tem uma caída, por que não dizer, queda por drogas.

Desde o seu inicio nos Estados Unidos a música rock suplantou outros gêneros da época e dominou a cena nas próximas décadas.  A começar pelo seu maior expoente  -  Elvis Presley. De um simples caminhoneiro de  área rural (ou caipira americano), tornou-se um ícone lembrado até hoje.  Elvis morreu, mas sua fortuna não.  Milhares de pessoas que vão a Memphis, Tennessee, dão uma passada pela mansão onde ele viveu.  A cidade não vive em função de Elvis, mas certamente esta peregrinação  de fãs contribui com a economia local.

O que no principio parecia apenas mais uma moda, novos modos de apresentar-se em palco, o rock não digo evoluiu, mas tomou outro rumo.  Era óbvia quando tornou-se heavy metal, sua conexão com as drogas e o mundo psicodélico.  Paralelamente tornou-se fashion (moda) protestar por alguma coisa, mesmo que não estivesse de acordo.

Músicas criticando a guerra do Vietnã ocupavam destaque na mídia. 

Casos de overdose por drogas mais pesadas que a popular maconha, começaram a fazer vítimas e os jornais tinham material farto.    No entanto, mesmo noticiadas as mortes por overdose não diminuíram o consumo, diríamos, ocorreu o contrário.  

Não bastasse os estridentes solos de guitarra e bateristas movidos a Red Bull, as letras das músicas revelavam a conexão entre rock e drogas.   

Embora não me considere um expert no assunto, posso explanar porque  fui ambos -  roqueiro e viciado em drogas.   O roqueiro geralmente é orgulhoso do seu gosto musical -  não gosta de samba, pagode e forró, para citar apenas alguns.  Para eles música sertaneja moderna é o cúmulo da imbecilidade.  

O verdadeiro roqueiro  geralmente vota no partido que lhes dá cobertura e  mostra complacente com a legalização do uso das drogas e liberalização de tudo que é proibido.  Neste caso, o PSOL arrebanha quase todos os malucos belezas.   Mas ainda sobra uns  poucos eleitores fiéis  para o PT e o PV. (Partido Verde)

Dia do Rock? A mesma ladainha se repetirá hoje a noite.  Alguns canais com falta de noticias mais importante vão  entrevistar lojistas que vendem  LPs e discos velhos, roqueiros de cabelo brancos ou multicolorido, caras de mau-mau só pra impressionar os “ caretas” (assim chamam os que não usam drogas)  e   abundantes gestos com as mãos fazendo alusão ao chifre do diabo.

Já viu alguma capa de CD de rock, cujos membros estão sorrindo?  Não combina.   Só depois da sessão de fotos quando voltam a usar as drogas então riem de tudo e de todos, e nem sabem porque estão rindo sem parar.

Hoje, com o domínio  na mídia do sertanejo universitário, que não diz outra coisa a não relacionamentos conturbados e o funk, que não diz coisa com coisa, o rock está em baixa, pelo menos no Brasil.   

A moda de andar cabeludo também passou e ninguém quer ser confundido com mulher visto pelas costas.    Os roqueiros modernos estão quase carecas.  Alguns de propósito,  para se parecerem com o skinheads ou nazistas modernos, outros porque já estão velhos o suficiente para perdê-los.

Quando surgiu o movimento Punk, alguns roqueiros aderiram e mudaram o visual. A roupa preta virou uniforme.  Quando tiravam para lavar no final de semana, quase travava a máquina de lavar e o cheiro pior que o  rio Tietê na capital,  em tardes de verão.

A era do rock satânico do Black Sabath e AC DC são peças de museu. Explorar elementos de magia e mistério já rendeu muito dinheiro.   Hoje os interesses são outros.   As músicas psicodélicas  como por exemplo do Pink Floyd,  que  fazia os roqueiros “viajarem”  no espaço e voltar ao mundo real depois  que terminava o  efeito das drogas, chegou ao ponto final. Mas as drogas e seus efeitos continuam a todo vapor.  

Analisando as noticias sobre criminalidade, o número de pessoas viciadas ou usuários de drogas envolvidos em crimes aumenta.   Antes era o bêbado que infernizava a vida dos cidadãos comuns e mortais.  Hoje são os usuários de droga. É vergonhoso para nosso país fotos e documentários sobre a Cracolândia em São Paulo.  São autênticos zumbis modernos, sem perspectivas de vida, de futuro e contribuição para a nação.   Contribuem apenas para a crescente criminalidade e tirar a paz das pessoas de bem que vivem no centro da cidade.  Obviamente nem todos eles são viciados no rock.  O vício não escolhe gostos musicais, classe social ou QI.

É desnecessário citarmos músicas ou letras que mostram abertamente a conexão entre drogas e rock.  No entanto, se há algum roqueiro no Brasil que odeia drogas, não é usuário e não anda com tais pessoas, merece um prêmio e medalha de honra ao mérito.  

Hoje lembro do passado e quantas vezes a morte esteve perto. Não por overdose, porque nunca fui tão tonto como parecia.   Ao mesmo tempo que desfrutava das drogas, não queria morrer.    Mas o fato  de drogado, dirigir um automóvel ou pilotar uma moto, como eu fazia, me  colocou na área de risco várias vezes.

Se eu não cresse em Deus, diria que tive sorte de estar vivo.  Hoje compreendo que a sorte não ajudou em nada, nem minhas habilidades automotivas.  Dou crédito apenas a Deus que não permitiu, já que um dia, mesmo que eu não soubesse, (mas Ele sim),  viajaria a mais de uma dezenas de nações como missionário e atualmente ocupando posição de pastor de uma igreja local.

É uma pena que muitos  jovens  tiveram suas vidas abortadas em consequência do uso de drogas.  Pena que muitos usuários, depois de terem  sido libertos, seja por terapias em clinicas de recuperação ou  pelo poder libertador do Evangelho,    não  conseguiram subsistir ao apelo das drogas e estão novamente debaixo do jugo do Diabo  - o Pai do Rock.

Dia do Rock?  Não há o que comemorar.

 

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