Os usuários de drogas são cumplices da violencia urbana

 Finalmente alguém teve coragem de afirmar o óbvio -  Os consumidores de drogas são cúmplices dos índices de violência no país.   Citando o caso do Rio de Janeiro como exemplo, o novo ministro da Segurança  Raul Jungmann disse o que a mídia evita noticiar ou comentar. Segundo declarou – as pessoas  pedem   segurança e ao mesmo tempo  consomem drogas   financiando  o tráfico. Há tempos que ninguém  expunha  a realidade com tanta franqueza e isto incomoda.  No mesmo dia, no Jornal a Gazeta de São Paulo, o celebrado comentarista  político  Jose Neumane Pinto  afirmou ser da classe média e não consumir drogas.  Estava  óbvio que fazia criticas ao novo ministro, sem no entanto oferecer soluções para o problema.  Este é o problema dos profissionais de comunicação ´-  São sagazes para a critica, incapazes de oferecer soluções para os problemas. Ora, é patético o comentarista declarar, sem citar, que grande parte, inclusive dos telespectadores que o assistem diariamente o   faz. O problema é que,  os comentaristas que dão as caras na TV  não querem ofender os usuários.  Diga-se de passagem, grande parte dos trabalhadores dos meios de  comunicação  são  frequentes usuários e defensores da liberalização do consumo de drogas.  O raciocínio do ministro é lógico e com base.  O usuário de drogas compra no varejo de algum traficante local, que por sua vez,  obtém a mercadoria de um  atacadista.  O atacadista recebe a droga em grandes quantidades que vêm do exterior, principalmente  do Paraguai, Bolívia e Colômbia,  grandes  produtores e exportadores da droga. Os atacadistas detém  um poderio bélico e controlam certas áreas do comércio de drogas. Qualquer distúrbio, interrupção  ou concorrência pode transformar a localidade num teatro de guerra urbana. Graças ao lucro exorbitante que oferece o comércio de drogas estimula os traficantes a obterem  armas mais modernas e possantes.   O tráfico  de drogas  alimenta o trafico de armas.   Não é a toa que roubo de cargas no Rio de  Janeiro é tão frequente.  Um dos maiores perdedores é o próprio Correios, que precisa investir em segurança patrimonial,  e pagando indenizações  aos clientes que tiveram os pacotes roubados, gerando mais gastos para manter o sistema funcionando. Está delineado em poucas palavras o ciclo que alimenta a violência não apenas no Rio, mas em outras grandes cidades.  Quando acontecem shows como o Rock Rio,  não é novidade que o tráfico de drogas experimenta lucros estratosféricos -  Como ex roqueiro, posso falar com propriedade – Rock e drogas caminham juntos. Os advogados de liberalização defendem que, se as drogas forem liberadas, termina a violência.  Ledo engano. É  tapar o sol com a peneira.  A mudança só virá quando as pessoas mudarem as atitudes.  Os jovens ricos abandonarem o vício,  os desonestos endireitarem seus caminhos,  cada um respeitar o patrimônio e a vida  alheia. Embora o  Rio de Janeiro tenha uma das mais altas porcentagem de evangélicos no Brasil, a oposição, ou seja, aqueles que preferem os prazeres da carne, ainda  são muitos. Lamentável dizer, mas muitos que geram o caos da violência no Rio de Janeiro, são filhos de evangélicos que optaram por outro estilo de vida, diferente do que seus pais lhe ensinaram.  O salário do pecado é a morte, diz a Bíblia.  Mais cedo ou mais tarde estes jovens, autênticos filhos  de Belial e pródigos, encontrarão com ela, nas mais trágicas circunstancias.  Se forem parar no presídio, vão dar trabalho para as mães que os visitarão e a vergonha para a família. Quem acaba pagando o preço em forma de mortes, latrocínios e balas perdidas são as pessoas honestas, de bem, e que não consomem drogas.  Você já ouviu falar de ladrão bêbado roubando?   Eles costumam dizer que não bebem em serviço.  Grande parte dos ladrões que infestam  como pragas as grandes cidades brasileiras  são usuários de drogas. Roubam para manter o vício e financiar sua vagabundagem. Aqueles que julgam moralmente errado roubar ou não tem coragem,  acabam tornando varejistas da droga. Uma pessoa pobre, mas que  preserva os valores morais ensinados por  seus pais, se é que tiveram, não  justifica  ser ladrão por causa do desemprego, ou porque   seu bairro  não tem estrutura. Volto a repetir  -  Há pobres em outros países e a roubalheira não é generalizada.  A questão é mais cultural do que social.  No entanto o discurso mais popular é fazer críticas ao governo. Veja a discrepância -  certos locais na cidade do Rio, onde houve tiroteios  entre a Polícia e traficantes e alguém foi morto,  é motivo para protestos e queimar ônibus. Ora, o que o ônibus tem a ver com a morte  trágica de uma pessoa?  Queimá-lo será a mera  destruição de  um patrimônio, de um veículo que era usado pela própria população para deslocar-se para  o trabalho ou escola.  Quem fica no prejuízo é a própria população e supostos manifestantes. O mesmo acontece quando ha motins nos presídios. Queimam os colchões.    Queimam porque sabem que o Estado irá providenciar outros.  (Talvez comprou outros mais confortáveis?)  Se  tivessem que dormir no chão duro  pela falta do colchão queimado, não o fariam. O ministro  da Segurança Raul Jungman ainda declarou que os presídios é o escritorio do crime organizado.  Quem declara é alguem que está bem informado. Os presídios estão superlotados é a pura verdade.  Mas diante da crise que passa o Brasil nesta área, construir novos presidios não resolve a situação. Toda pessoa que goza liberdade deveria meditar bem antes de praticar o mal, sabendo que será mais um sofredor em potencial se for preso. A solução não está na construção de novos presidios   está na mudança  das leis.   O Congresso deveria dar prioridade à legislação pertinente e votar penas mais severas para o tráfico de drogas, latrocínio, estupros coletivos e crimes hediondos, nas quais as vítimas são torturadas cruelmente antes de serem friamente assassinadas. A pena de morte para certos crimes deveria ser discutida, votada e aprovada.  Ao menos os criminosos saberiam antecipadamente que a cada vida que  tirarem, pagarão com sua próprias. Isto  criaria uma indisposição para cometer o crime. Novas vagas nos presídios seriam criadas,  sem a necessidade de construir novos.  Contate com seu representante na Câmara dos Deputados ou Senado sobre o assunto.        

Publicado
Visualizações
540