Responsabilidades supremas dos homens

Responsabilidades supremas dos homens Quando se estende a vista através do panorama que as perspectivas do presente e do futuro da humanidade oferecem, não se pode senão experimentar uma profunda e justificada preocupação. Para poder alcançar as origens e surpreender as causas – cujos efeitos, produzidos a grandes distâncias de tempo, se tornam quase que incompreensíveis, por não se haver encontrado uma explicação que satisfaça a ansiedade com que cada ser humano busca desvendar o mistério –, é necessário remontar a visão a todos os processos seguidos pelos povos que somam a humanidade. As primeiras perguntas que se abrem com caráter universal são as seguintes: Que força invencível tem arrastado tantas vezes os povos para a guerra? Por que se abatem sobre o mundo presságios de grandes epidemias morais, políticas e sociais? Por que há tanto mal na Terra? Por que tantos padecimentos? Por que essa infinidade de coisas que atentam contra a vida e a felicidade dos homens? E enquanto uns a atribuem a isto ou àquilo, a causa verdadeira pareceria não haver sido encontrada por ninguém. Essa causa é a soma de todos os erros cometidos pelos seres humanos. Todos os males que padeceram, padecem e padecerão, foram e serão sempre consequência de seus erros. Produzir acertos e não erros é semear o bem, que será tanto para si como para o semelhante E como ninguém está isento de cometer erros, todos têm de sofrer os efeitos. Se é no campo político, por exemplo, os governos fazem alterações, sucedendo-se uns aos outros, sem nenhum corrigir o mal feito por seu antecessor; é lógico então, que por esta causa sobrevenham momentos álgidos, amargos, onde a lei, inexorável, faz cumprir a restituição do equilíbrio. Tantos reajustes aos erros passados e tantos novos erros cometidos se combinam e recombinam, formando-se assim um emaranhado, do qual, às vezes, é muito difícil sair. Também no campo econômico, no comércio, na indústria, por exemplo, quando são dilapidados os fundos, chega um momento em que o capital se esgota e se deve começar de novo, fazendo os naturais reajustes para sanear as finanças. Em todos estes casos se experimentam as consequências dos instantes de grande liberalidade ou desordem. No caso da saúde, se ela é descuidada e até desgastada, sofre-se, igualmente, os consequentes efeitos, manifestados em enfermidades, dores, enfraquecimentos. A soma de todos os erros humanos é o que faz existir no mundo tanto mal. E isto, é lógico, traz à reflexão que, se no mundo inteiro se tivesse consciência desta verdade e todos se propusessem conduzir-se em concordância com uma conduta superior, tratando de cometer o menor número possível de erros, a humanidade poderia entrar em uma etapa de desenvolvimento evolutivo muito mais feliz que as anteriores. Este seria o único meio de alcançar a paz. Texto extraído do Livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, pág. 247
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