O que Jesus espera de nós

Vocês aspiram por acompanhar o Líder Celeste? O que Ele aguarda de nós?

 

24 Então, disse Jesus a Seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo [ou a si mesma], tome a sua cruz e siga-me.

 

25 Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a vida por minha causa esse [ou essa] a achará.

 

26 Pois que aproveitará o homem [ou a mulher] se ganhar o mundo inteiro e perder a sua Alma? Ou o que dará o homem [ou a mulher] em troca da sua Alma?

 

27 Porque o Filho de Deus há de vir sobre as nuvens na glória de Seu Pai, com os Seus Santos Anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas próprias obras.

 

28 Em verdade, em verdade vos digo que alguns dos que aqui se encontram de maneira alguma conhecerão a morte até que vejam o Filho de Deus vir no Seu Reino (Evangelho, segundo Mateus, 16:24 a 28).

    

Em Somos todos Profetas (1999), apresento explicação acerca do versículo 30 do capítulo 13 da Boa Nova de Jesus, consoante Marcos, que tem estreita relação com o Evangelho, segundo Mateus, 16:28:

 

Em verdade, em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam. Jesus (Marcos, 13:30)

 

No subtítulo “Geração Humana e Geração Espiritual”, constante da referida obra, elucido a que tipo de geração Jesus se referiu: Assim como há geração humana, existe geração espiritual*.

 

Eis o que o Divino Mestre, no Evangelho e no Apocalipse, espera de todos: plena dedicação para todo o sempre. Ele mesmo advertiu: (...) Quem comigo não junta espalha. Jesus (Lucas, 11:23).

 

Na Epístola de Tiago Apóstolo, capítulo 5, versículos 7 e 8, encontramos o valor da paciência aliada à perseverança na fé em Cristo Senhor:

 

7 Tende, pois, paciência, meus irmãos, até a vinda do SenhorVede o lavrador: ele aguarda o precioso fruto da terra e tem paciência até receber a chuva do outono e a da primavera.

 

“8 Tende também vós paciência e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.

 

E Paulo, Apóstolo de Jesus, em sua Primeira Epístola aos Tessalonicenses, capítulo 4, versículos 16 e 17, vem ao encontro desse nosso raciocínio, falando-nos acerca dos Tempos do Fim, em que seremos julgados pelas nossas obras e a Lei de Deus nos premiará de acordo com o que tivermos feito de bom ou de ruim, conforme ele aprendera com Jesus:

 

16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do Arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

 

17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor”.

 

Contudo, é o próprio Paulo quem esclarece esse “morrer em Cristo”, em sua Segunda Carta aos Coríntios, 5:10, ou seja, a vivência do Amor Fraterno: “Todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.

 

A todos os fiéis — que se consagram à causa do Bem, do Amor, da Solidariedade, da Fraternidade, do Altruísmo, da Justiça, da Generosidade e da Caridade Completa, sinônimos do que representa Jesus Dessectarizado, o Benfeitor Universal — o que os aguarda é majestoso.

 

Divinamente inspirado, o saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979) legou-nos este belíssimo soneto:

 

A Escolha Urgente

 

Disse Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores: não podeis servir a Deus e a Mamon” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 6:24).

 

Tempos de treva, de pecado e injúria,

Tempos do mal e de ignomínias vis,

Agora é inútil toda a vossa fúria,

Porque minha alma é de Jesus, que a quis.

 

Todas as quedas, toda a vã luxúria,

De satanás as tentações sutis —

Tudo passou... Porque hoje sou feliz,

Vivendo a vida sem temor e incúria.

  

Bendito sejas Tu, Deus dos eleitos,

Que em Teu Amor nos fazes tão perfeitos,

Invulneráveis nesta vida insana!

 

Soldado Teu, Alfa e Ômega de tudo,

Hei de lutar, visando, sobretudo,

À regeneração da raça humana!...

 

_________________________

* Esse comentário foi ao ar em 16 de julho de 1983, no Programa Boa Vontade, com Paiva Netto, transmitido pela Rede Bandeirantes de Televisão, e foi publicado na Revista LBV no 13, em setembro de 1984.

Publicado
Visualizações
112
YouTube