Religião Alien

Há alguns anos escrevi um artigo intitulado “Vida Extraterrestre: Uma Certeza, Não Uma Hipótese”. Dadas as dimensões impensáveis do universo, naquele texto defendi a existência de vida alienígena inteligente, ainda que em um percentual mínimo de planetas e satélites naturais (que, em números absolutos, somam milhões de civilizações, eis que, como dito, é inimaginável o tamanho do cosmos).

Ocorre que, independentemente de onde se esteja, do nível de avanço tecnológico de uma determinada civilização ou da longevidade de certas formas de vida, há uma constante universal que sempre acaba por atingir toda a matéria viva - a morte.

O fenômeno da morte, por mais que se tente, pode ser apenas adiado, e não evitado. Um organismo pode viver dezenas, centenas ou milhares de anos (como várias espécies vegetais terrestres), mas não para sempre. Conscientes de qual seria seu fim, os primeiros humanos, bem antes do surgimento da medicina, já praticavam a religião, estando as evidências mais antigas localizadas em ornamentadas covas no Oriente Médio, cuja datação remonta a milhares de anos. Com certeza, os que protagonizaram tais sepultamentos na condição de executores – ou, mesmo, de sacerdotes - queriam enviar os espíritos dos mortos a um estágio consciente de pós-morte, sob a proteção de alguma divindade (e esperavam que o mesmo se sucedesse a eles quando chegasse a sua hora).

Se tudo isso ocorreu com o escopo de vencer a finitude da existência, vem a grande questão: a religião nos ampara e acalma diante do medo da morte porque nossos cérebros são biologicamente programados para acreditar em poderes sobrenaturais. Sabendo deste fato e observando o nosso comportamento perante o inexorável, alguma civilização extraterrestre pode ter nos visitado num passado distante para tentar transmitir-nos não a crença de que eles eram deuses, mas, sim, a sua própria religião politeísta, por meio da transmutação dos respectivos deuses e messias alienígenas em formas predominantemente humanas (assim como, séculos depois, portugueses e espanhóis subjugariam suas colônias em muitos aspectos, incluindo a imposição religiosa – se os europeus se consideravam numa missão universalista de levar o Evangelho a todo o globo, o que impediria uma inteligência nitidamente superior de ter feito o mesmo com seu sistema de crenças em um passado remoto e num planeta até então primitivo como o nosso?). Afinal, como antigas sociedades terrestres que nunca mantiveram contato entre si, como astecas (América), celtas (Oeste da Europa), gregos (Sudeste da Europa) e hindus (Ásia), passaram a crer no infinito sob panteões tão parecidos, logicamente modificados pela passagem do tempo?

Isso fica óbvio, também, quando analisamos símbolos bastante peculiares, como a suástica (muitos séculos antes de ser adotada de modo invertido por Hitler e por seu partido), que aparece nos mesmos santuários astecas, celtas, gregos e hindus, sem que – volto a dizer – essas sociedades tivessem conhecimento da existência umas das outras, o que evidencia ser a referida cruz um sinal extraterrestre de conversão religiosa daqueles dados povos da Terra. Por isso, e por ser considerada um indicativo de sorte, a suástica foi adotada pelos nazistas para a conversão, não religiosa, mas ideológica ao nacional-socialismo (e daí pode ter vindo a hipótese de que Hitler e seus asseclas mantinham contatos com extraterrestres, pois o armamento utilizado pela Wehrmacht durante a Segunda Guerra Mundial era muitíssimo avançado para a época).  

Há uma quantidade quase que infinita de coisas que não sabemos sobre o nosso universo. Por mais que nosso conhecimento gradualmente aumente, ele ainda é ínfimo diante de sua grandiosidade. Só o que é certo, e no fundo sabemos, é que nele nunca estivemos, estamos ou estaremos sozinhos.

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