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Por que o Brasil Precisa Urgentemente de Mais Engenheiros do que Advogados e Médicos? Em destaque

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Um "filósofo" no Mundo dos Negócios?
Olá!

Um "filósofo" no Mundo dos Negócios? rs.

O seu artigo é interessante..

Pegou muito "pesado" com o Eng. Daniel. Na contemporaneidade, penso eu, é preciso conviver com as diferenças -- a Alteridade.

Há méritos nos seus levantamentos. Não resta dúvidas.

Permita-me uma sugestão:

"O julgamento é uma arma usada contra a verdade... Separa aquilo a que é contrário e o isola como se fosse algo à parte. Em seguida, faz dele o que tu queres que seja. Julga-se o que não pode compreender, porque não pode ver (ou não quer) a totalidade e portanto, pode-se julgar falsamente".

saudações,

Reinaldo Müller
Resposta do autor

Caro Reinaldo Muller,

Um "filósofo" no mundo dos negócios não tem nenhum problema. Também nem todos os filósofos são necessariamente marxistas, socialistas, comunistas, anarquistas, esquerdistas e anticapitalistas.

Existem filósofos que são DIREITISTAS e CAPITALISTAS e eu sou um deles...rs.

Já ouviu falar de George Soros? Ele é um grande investidor e gestor de fundos de investimentos nos EUA, foi aluno do filósofo Karl Popper e escreve, faz comentários e dá entrevistas.

Este é um exemplo de suas entrevistas: http://www.conjur.com.br/2015-set-29/george-soros-corrupcao-vindo-tona-brasil-avanco

Agradeço seu comentário.

Atenciosamente,

José Carlos Lobo Barbosa.

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Interessante.
Seu artigo estava interessante até o momento que você trocou para doutrinação política neoliberal.

Como Engenheiro, posso garantir que as políticas públicas do atual governo não são as responsáveis pela escassez de profissionais na área.

O problema é que como engenheiro você está "condenado" a trabalhar como assalariado da iniciativa privada, enquanto médicos são autônomos e advogados fazem concursos públicos.

Nenhum dos meus filhos quer "seguir os meus passos", eles querem ser médicos, pois um médico ganha praticamente 10 vezes mais do que eu.
Resposta do autor

Caro "Eng. socialista" Daniel,

Tu não parece um engenheiro, pois na história da administração os primeiros pensadores da administração clássica e científica foram engenheiros e capitalistas: Henri Fayol, Frederick Taylor e Henry Ford.

Logo, a filosofia do liberalismo econômico e suas condutas estão relacionadas diretamente a como administrar da forma mais eficiente e mais eficaz possível todas as organizações, sejam elas privadas ou governamentais.

Também discordo absolutamente desta sua crença que tu estás "condenado" a trabalhar como assalariado da iniciativa privada. Isto é apenas uma interpretação esquerdista (socialista/comunista) que tu resolveu acreditar como "verdade absoluta, eterna e inquestionável", ou seja, praticamente um "dogma religioso".

Os pais da Administração clássica e científica foram engenheiros e inventores e isto por si só é absolutamente contraditório à sua interpretação "esquerdista, vitimista e coitadista" que é totalmente equivocada e nada pragmática em relação às engenharias.

Onde está sua proatividade? Onde está sua postura e conduta empreendedora? Onde está a sua livre iniciativa para tu ser o senhor do seu próprio destino, tomando iniciativa para se transformar em um empresário (não importando o tamanho)? Sabia que milhares de empresários no Brasil e no mundo ganham em pró-labore (e outros rendimentos somados ao patrimônio) muito mais de 10 vezes do que milhões de médicos, advogados e outros profissionais?

Os esquerdistas lhe ensinaram a ser acomodado e/ou preguiçoso sempre esperando "muita ajuda" do "papai Estado e/ou Governo" (paternalismo e assistencialismo estatal)?

Ou isto é apenas um reflexo de sua própria personalidade, temperamento e psicologia de ser acomodado e/ou preguiçoso?

Tenho certeza absoluta que bilhões de pessoas discordarão de ti ao afirmar que tu pode sair desta "condenação" e "prisão esquerdista" e se transformar em um autônomo e até ser um empresário de sucesso! Basta trabalhar, trabalhar e trabalhar arduamente, com determinação, perseverança, foco no objetivo e boa gestão financeira que a prosperidade será consequência!

Também a grande maioria dos executivos das maiores empresas do mundo possuem graduações em diversas engenharias chegando até a conquistar trabalhos, empregos e cargos de pessoas graduadas em administração!

Outro dado também muito relevante é que muitos concurseiros classificados e campeões em aprovações em diversos concursos públicos são graduados em engenharia.

Assim, desconfio muito de suas colocações. É difícil acreditar que existam engenheiros que são "100% esquerdistas" em todos os sentidos, pois os princípios teóricos básicos e as principais condutas técnicas das engenharias são extremamente coerentes com as filosofias e condutas de sociedades com economias de mercado: produtividade, eficiência, eficácia, meritocracia, resultados positivos (lucros nas empresas privadas e superavit na administração governamental), pragmatismo (resultados concretos e mensuráveis, independentes de filosofias políticas e econômicas) e foco em soluções objetivas!

Já em relação à sua defesa do atual governo esquerdista do PT (Lula e Dilma), tu apenas repete a defesa falha e falaciosa dos esquerdistas: sempre querem colocar a culpa de seus erros, fracassos e crimes nos outros. Puro vitimismo e coitadismo esquerdista!

É claro que os governos (prefeitos, governadores e presidentes da república) não são os únicos responsáveis pela baixa formação de engenheiros/ano no Brasil e pela criação de empresas de engenharias (indústrias de alta tecnologia em todos os setores), mas, infelizmente, os governos Lula e Dilma não executaram certas políticas públicas eficientes e eficazes em várias áreas (educação, ciência, tecnologia, economia, gestão, etc) para, pelo menos, estimular o aumento do número de engenheiros/ano formados e a criação de empresas de engenharia mecânica, eletrônica, química, mecatrônica, robótica, nanotecnologia, hardware, software, etc.

Imagino que tu seja apenas um perfil falso (fake) de uma pessoa que fingiu ser engenheiro apenas para querer justificar seu "esquerdismo". Talvez seja até graduado, mas não acredito que seja em engenharia.

Engenheiros são muito focados em construir "engenhos" (de todos os tipos e sentidos através de muito trabalho duro e estudos árduos) que solucionam os problemas (atitude típica dos eficientes capitalistas) e não em ficar apenas criticando, reclamando e pedindo mais direitos (atitudes típicas dos esquerdistas preguiçosos e acomodados que ficam sempre esperando ajuda dos paternalismos e assistencialismos governamentais).

Como já disse, a ciência clássica e científica (Teoria geral clássica e científica) da Administração de empresas (privadas e governamentais na cultura ocidental) foram criadas por engenheiros capitalistas, ou seja, adaptados e concordantes com a economia de mercado. Então, definitivamente, é incoerente ser um engenheiro "socialista/comunista".

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O raciocínio lógico fadado ao desaparecimento
Concordo plenamente com seu artigo.
Infelizmente há um problema anterior "à falta de mentalidade de investimento em matérias de ciências exatas": a satisfação de nossos governantes quanto à condição de que nossas escolas não formem pensadores, ou melhor, "raciocinadores".
Não dá para separar o raciocínio lógico destinado ao crescimento e desenvolvimento tecnológico daquele que baliza condutas ineficientes, ditatoriais e até mesmo promíscuas por parte de um governo ineficiente e corrupto.
A prática de "promoção facilitada" que vemos hoje em nossas entidades educacionais, imputando inclusive a estas entidades penalidades quando da "retenção" ou até mesmo de uma simples "correção" aos discentes, colide com o que deveria ser de primordial importância em nossos currículos educacionais: desenvolver o desencadeamento lógico de idéias que, interligadas umas às outras conduzem a uma conclusão e possibilitam sua demonstração e explanação - vulgo: desenvolvimento do raciocínio lógico.
Encontramos em nosso cenário escolar a realidade de que raciocinar dá trabalho... desenvolver uma equação requer pensamento lógico, demanda trabalho, esforço e tempo. Nossos alunos não dispõe destes requisitos. Até porque já perceberam que sem o exercício deste sacrifício, a aprovação virá e, tal qual exposto em seu artigo, uma carreira inerente aos conteúdos lógicos não leva a um futuro monetariamente satisfatório.
Há porém, uma dentre estas verdades chocantes e cruéis, que mais me entristece e me apavora: é constatar que professores e pedagogos, estudiosos da educação, desenvolvem teorias cada dia mais "inovadoras" , imputando-as a nós como técnicas de prática e uso para que justifiquem o modo insensato governamental de lidar com a formação de nossas crianças e com a educação de nosso país.
Enquanto isso, acuado sob a pena de carregar rótulo de antiquado, arcaico, não comprometido com a modernização e com a "valorização humana como um todo", o professor vê a educação de seu país ocupar um dos últimos lugares no ranking mundial.
A consequência disto tudo??? Está claríssima em seu artigo.
Resposta do autor

Cara Estela Dutra,

Obrigado por seu comentário.

Atenciosamente,

José Carlos Lobo Barbosa.

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Com Pedagogia não se tem Ciência Exata.
Um dos motivos pelo qual muitos alunos são levados a área de humanas em detrimento das exatas é o fato de que nos seus 5 anos iniciais da vida escolar estes ficam sob orientação e responsabilidade de pessoas que detestam matemática e demais ciências exatas. O aluno chega a 6a série com muitas dificuldades a disciplinas de matemática e ciências. Eu falo aqui do pedagogo.
Para completar o estrago, nos anos posteriores, estes frequentam colégios em que as pedagogas também ocupam os cargos de diretoria, (des)orientação pedagógica, secretarias onde fazem uma burocracia tirada daquelas geleias pedagógicas, justamente por não entenderem dos conhecimentos de matemática, física, química, biologia, mas estão lá dando seu pitacos e mantendo tudo naquela
No meu entender, hoje seria preciso extinguir os cursos de pedagogia. O mercado é por demais inundado com supostos profissionais de educação, cuja formação é levada a cabo, a base de muitas festinhas e em muitos casos sem sequer ler um único livro. Observa-se ainda que a totalidade ingressada, cuja concorrência não é lá já estas coisas, conclui o curso, sem o menor esforço. Nas primeiras semanas de um curso de 4 anos, o que se mais discute e algumas aulas são até interrompidas para isto, é sobre as solenidades de formatura. Já sobre educação, ah isto lá não se discute.
Logo a seguir, "dipromados" estes "profissionais" vão ocupando cargos em secretarias de educação municipais, estaduais e até mesmo federais dando suas estimáveis orientações, engessando tudo, mostrando como não se deve gerir algo,principalmente um estabelecimento de ensino. E tudo que fazem é justamente usarem de suas influências em tais cargos para abrirem mais vagas para estes supostos profissionais em detrimento das áreas mais importantes. Até em cursos superiores como química, matemática ou física, lá tem uma pedagoga(o) para complicar as coisas, vindo com aqueles piaget e sei lá mais o que no sovacos.
Resposta do autor

Caro Valdir Barbaresco Filho,

Compreendo seus argumentos e concordo com quase tudo que relatou.

Infelizmente, creio que a grande maioria dos graduados em Pedagogia não ministra ótimas aulas de matemática e noções básicas de ciências exatas (física e química) devido à má qualidade da maioria dos cursos de pedagogia neste sentido.

A maioria das pedagogas (já que o gênero feminino é predominante neste curso) possuem também suas deficiências nestas áreas além valorizar mais a biologia dentro da disciplina “ciências” em detrimento da física e química.

Nos países mais desenvolvidos, como os EUA e a Inglaterra, a graduação de Pedagogia é diferente. Lá a interação com a matemática e as ciências (física, química e biologia) é muito maior do que aqui em nosso país.

Hoje a China e a Coreia do Sul lideram as avaliações internacionais de melhores desempenhos em línguas, matemática e ciências. Deveríamos aprender com os países mais desenvolvidos e não ficar querendo "reinventar a roda" via invenção de uma pedagogia "puramente brasileira".

Paulo Freire, Vygotsky, Sigmund Freud, Jean Piaget e todos os demais teóricos clássicos estudados nas graduações de Pedagogia em todo o Brasil são necessários, mas insuficientes para responder as complexas demandas e questões da educação atual.

As pedagogas precisam de atualizações constantes e as escolas, faculdades e universidades precisam manter uma relação mais pragmática com as empresas privadas sem nenhum pré-conceito ideológico. O desgastante debate “educação para a cidadania” versus “educação para o trabalho” precisa acabar nos cursos de pedagogia.

Cidadania também é formar para o trabalho e usar de métodos e tecnologias modernas nem nenhum pré-conceito anti-tecnicista. Os países mais desenvolvidos já superaram este dualismo.

Veja o que está acontecendo atualmente:

Vídeo: “Paulo Blikstein, ganhador do 'Oscar da educação", fala sobre projetos educacionais” (Neste ele fala do ensino da engenharia, robótica, empreendedorismo e ciências dentro das escolas, inclusive nas séries iniciais)

http://g1.globo.com/videos/globo-news/manhattan-connection/t/todos-os-videos/v/paulo-blikstein-ganhador-do-oscar-da-educacao-fala-sobre-projetos-educacionais/1703100/

http://lemanncenter.stanford.edu/pt/lemann

“Brasil ganha centro de estudos em educação em Stanford”

Parceria entre a universidade americana e a Fundação Lemann financiará pesquisas sobre o tema e bolsas de estudos.

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/brasil-ganha-centro-de-estudos-em-educacao-em-stanford

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/gilberto-dimenstein/2011/08/18/STANFORD-CRIA-CENTRO-DE-EDUCACAO-VOLTADO-EXCLUSIVAMENTE-AO-BRASIL.htm

http://www.lideresemgestaoescolar.org.br/ideiasemeducacao/blog/fundacao-lemann-e-stanford-criam-centro-de-estudos-dedicado-a-educacao-brasileira

Robótica nas séries iniciais

http://www.microsoft.com/brasil/educacao/parceiro/robotica.mspx

Robótica na educação (Monografia de conclusão de curso):

http://www.pgie.ufrgs.br/alunos_espie/espie/mariac/public_html/robot_edu

A Robótica na educação

http://www.mecatronicaatual.com.br/secoes/leitura/254

Espero que estes links atualizem sua opinião sobre “Pedagogia”.

Obrigado por sua opinião útil ao debate.

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Analista de Sistemas
Abandonei uma carreira que e amo a de Matemático. No meio do caminho descobri que ia morrer de fome então tentei Engenharia para continuar com os números, porem informática deu mais certo. Os engenheiros que temos são de falcatruas nos congressos, senados, executivo e judiciário. Parabéns pelo artigo. País de lideres malandros jamais será grande potência, jamais...
Resposta do autor

Caro David S. Souza,

Compreendo sua indignação. Obrigado pelo elogio ao meu artigo e por seu comentário.

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Discordo
Com o devido respeito, percebe-se que o articulista nada sabe sobre a advocacia.

Em apertada síntese, usa dois argumentos:

1) "Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), são 1.240 faculdades de Direito no Brasil, enquanto que no restante do mundo, incluindo EUA, China, Europa e África, há no total 1.100 cursos."

2) "O número de advogados com a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está próximo de 800 mil. Já o número de bacharéis de Direito, só no Brasil, é maior que 3 milhões e o número de graduandos é maior que 4 milhões em nosso país."

O argumento de que há muitas faculdades com cursos de direito não se sustenta. Recentemente o STF considerou Constitucional o Exame de Ordem, que, em média, aprova 15% dos bachareis em direito (a maioria tentando a aprovação pela segunda ou terceira vez). Desses 15% de bachareis aprovados no Exame de Ordem, que conseguirão efetivamente exercer a advocacia, 90% mira nos ocncursos públicos exclusivos para bachareis em Direito, que, após a Ec n. 45, exigiu 3 anos de experiência em atividade jurídica.

Na prática existem poucos advogados que sobrevivem exclusivamente da advocacia, bons advogados. A esmagadora maioria dos 800 mil advogados inscritos está em fase de transição para algum concuros público, ou faz da advocacia um "bico".
Resposta do autor

Caro Ricardo Cintra,

Compreendo seu rigor conceitual em relação ao termo "advogados". Espero que ao mudar para "bacharéis em direito" no lugar de "advogados" atenda esta sua demanda argumentativa. Algum outro aspecto discordante?

Obrigado por vossa opinião.

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Concordo em partes no que o autor disse.
As áreas de humanas e biológicas se concentram quase todas em Direito e Medicina, respectivamente.

Sou graduando na área de humanas, e meu curso não recebe toda essa atenção que o autor mencionou enfatimente. Sobre a quantidade do número de mestrados e doutorados, são muitos os formados que procuram faze-los para aumentar a remuneração profissional, que está longe de ser ideal. Ao contrário de um recém-formado em um curso de Engenharia Civil, que já inicia a carreira com um salário razoável e tende a subir. Aliás, a própria concorrência entre as Engenharias está quase a par entre esses dois cursos em diversas universidades do Brasil.

A maioria das pessoas escolhem Direito ou Medicina somente para ter status social e satisfazer as vontades da família. Típico pensamento do século XIX que ainda está arraigado na cultura brasileira.

Outro pensamento anacrônico está no fato do brasileiro comum pensar que não o país não pode desenvolver uma tecnologia decente e que esteja a par de suprir as necessidades nacionais. Para o cidadão comum , tudo de melhor vem dos Estados Unidos, Europa, Japão e afins, e parece que não temos capacidade de desenvolver e produzir aparatos tecnólogicos nessa área.

A maioria dos meus colegas que conheço e que estão cursando algo nessa área, só estão interessados nos salários e bons empregos que são oferecidos no mercado de trabalho. O Brasil ainda não tem uma tradição forte em pesquisa acadêmica, seja na àrea de biológicas, humanas e muito menos ainda de exatas. É algo mais cultural do que uma simples opção dos estudantes.
Resposta do autor

Caro Pedro,

Agradeço seu comentário. Como a sua pessoa não especificou qual graduação está fazendo, não posso lhe dar uma resposta também mais específica. Quando afirmei que as áreas de ciências humanas, sociais e biológicas produzem um maior número de teses de mestrado e doutorado (além das monografias e trabalhos de conclusão de curso) estava me referindo estatisticamente. Sugiro que faça uma pesquisa no site do MEC, IBGE e demais fontes para clarificar melhor esta questão.

http://www.mec.gov.br/

http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/pesquisas/educacao.html

Pense nisto: a relação custo/benefício para se montar uma estrutura física com bibliotecas e laboratórios e outros aspectos é muito menos custosa com as ciências humanas e sociais com maior demanda (Direito, Administração, Pedagogia, Serviço Social, História, Geografia, Letras, etc) do que a área de biológicas e exatas que exigem laboratórios, além das bibliotecas. As graduações em humanas e sociais necessitam basicamente de bibliotecas. Logo, por terem custo menor, as faculdades de ciências humanas e sociais são mais interessantes como negócio desde que tenham uma boa demanda.

Concordo contigo com relação à questão cultural, mas afirmo que isto se deve, em parte, ao pouco investimento na educação em nosso país. Os professores poderiam fazer sua parte ao criar esta cultura de valorização do ensino e da produção tecnológica e das ciências exatas. Infelizmente, a maioria é mal formada e informada neste sentido.

No dia que todo professor da educação básica (com no mínimo licenciatura plena) e superior (no mínimo com mestrado) no Brasil receber um ou mais salários (por exemplo, fixo de 10 salários mínimos líquidos mais variáveis por produtividade e/ou resultados próximos aos ótimos salários dos professores nos EUA e na Coréia do Sul que recebem o equivalente a US$ 60.000 /ano) aliados a excelentes planos de carreiras e aposentadorias (públicas e privadas) juntamente com uma disciplina mais rígida nas escolas para os alunos somada a valorização com meritocracia através de avaliações de currículos, resultados e desempenhos a todos dentro das escolas, quem sabe assim, muitos jovens e demais cidadãos prestarão vestibulares, concursos públicos e demais processos seletivos à esta nobre e imprescindível profissão de professor que formará bilhões de pessoas bem qualificadas para construir uma sociedade mais desenvolvida econômica, científica e tecnologicamente.

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Parabéns pelo artigo
Sou alagoano e estudante de medicina mas sempre gostei muito das áreas exatas. Acredito em tudo que você mencionou no artigo. Porém, não acho que escolas de engenharia devam ser abertas de forma a aumentar o número de engenheiros rapidamente. Por exemplo, escolas de direito são abertas a todo momento com a justificativa do exame de ordem. Já estão querendo fazer o mesmo com a medicina (garanto que todo estudante ou médico é contra isso, exceto os "futuros diretores destas faculdades"). Abrir escolas novas deve ser feito com responsabilidade e não como ocorre nos cursos citados.

Acho ainda que tão importante quanto formar engenheiros é formar professores e oferecer meios para que possam trabalhar
Resposta do autor

Caro Dyego,

Muito obrigado por seu elogio. Concordo contigo que a abertura de novas faculdades de engenharia deva ser feito com muito critério, inclusive adotando-se exames no final do curso como fazem a OAB e o Conselho Federal de Contabilidade. Também concordo contigo que formar e remunerar muito bem os professores.

No dia que todo professor da educação básica (com no mínimo licenciatura plena) e superior (no mínimo com mestrado) no Brasil receber um ou mais salários (por exemplo, fixo de 10 salários mínimos líquidos mais variáveis por produtividade e/ou resultados próximos aos ótimos salários dos professores nos EUA e na Coréia do Sul que recebem o equivalente a US$ 60.000 /ano) aliados a excelentes planos de carreiras e aposentadorias (públicas e privadas) juntamente com uma disciplina mais rígida nas escolas para os alunos somada a valorização com meritocracia através de avaliações de currículos, resultados e desempenhos a todos dentro das escolas, quem sabe assim, muitos jovens e demais cidadãos prestarão vestibulares, concursos públicos e demais processos seletivos a esta nobre e imprescindível profissão de professor que formará bilhões de pessoas bem qualificadas para construir uma sociedade mais desenvolvida econômica, científica e tecnologicamente.

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Resposta ao comentário de Igor Isaias Banlian
Caro Igor Isaias Banlian,

Infelizmente, sua pessoa possui “pré-conceitos” em relação ao capitalismo, pois suas idéias em relação ao que seja este termo não foram retiradas de nenhum livro de graduação e/ou pós-graduação em ciências econômicas e/ou bons dicionários de economia. São meras opiniões subjetivas, pejorativas, parciais, limitadas e contraditórias em relação ao o que seja, filosófica, científica e tecnicamente, este sistema econômico.

Já em relação à sua idéia de do que seja o “comunismo”, ela é extremamente “idealista”, subjetiva e “utópica” se afastando do conceito científico de “comunismo real” que existiu, por exemplo, na antiga União Soviética (que hoje seus países tentam aperfeiçoar suas recentes democracias capitalistas) e em Cuba (que atualmente está tentando abrir sua economia para a iniciativa privada, interna e externa, apesar de manter o unipartidarismo e prender e/ou matar seus opositores como na China).

Também está misturando conceitos das ciências políticas, das ciências jurídicas e das ciências econômicas, ao usar o exemplo da China. Neste país, a economia é basicamente “capitalista” em vários aspectos, como, por exemplo, ao permitir a livre iniciativa empresarial individual, respeitar o direito à propriedade privada dos indivíduos e estimular o enriquecimento econômico de cada cidadão que seja mais empreendedor e mais competente para tal. Pura competição sócio-econômica interna e externa. Como em qualquer outro país capitalista.

Outra questão é a organização política e jurídica da China. Por exemplo, neste país o sistema político possui como uma das características principais o unipartidarismo, ou seja, só é permitida a existência jurídica de um único partido, no caso, o partido comunista chinês. Não é permitido e não existe liberdade para se defender o bipartidarismo (como na Inglaterra e nos EUA) e/ou o pluripartidarismo (como no Japão, Alemanha, Canadá, Dinamarca, Suécia, Israel, França, Brasil, Rússia, Índia, México, etc.), a liberdade de impressa, a liberdade de expressão de livre pensamento (que inclui qualquer tipo de crítica ao governo chinês) e outros aspectos.

Um sistema político-jurídico de característica democrata permite, por exemplo, o bi e/ou pluripartidarismo no qual inclui a coexistência de partidos de situação e de oposição, liberais (em termos éticos e/ou econômicos), conservadores (em termos éticos e/ou econômicos), trabalhistas, socialistas, comunistas, ecológicos, etc.

Logo, a China é “capitalista” (e não comunista como tu “achas” segundo seu “pré-conceito”) em muitos aspectos econômicos, mas não é democrática em muitos aspectos políticos e jurídicos.

Pré-conceito, em certo sentido, é toda idéia e/ou crença precipitada e predominantemente de cunho muito emocional feita antes do conceito racional elaborado pelos acadêmicos em cada especialidade do conhecimento. Ou seja, “pré-conceitos” são meras opiniões mais intuitivas e/ou “achismos” sem nenhum estudo mais aprofundado e especializado. Já o conceito é elaborado metodicamente através de pesquisas filosóficas, científicas e técnicas mais demoradas, racionais e especializadas.

Sugiro a sua pessoa ler muito bons dicionários especializados, artigos e textos mais acadêmicos e de graduação de boas faculdades de ciências políticas, ciências econômicas e ciências jurídicas para se “formar” racional e cientificamente e não só se “informar” e/ou “achar” de forma limitada, equivocada e parcial sobre estas questões.

Abraço,

José Carlos Lobo Barbosa.
Resposta do autor

Caros internautas,

Espero que compreendam-me e desculpem-me por este erro ao postar minha resposta ao meu artigo através do link inapropriado ao autor.

Atenciosamente,

José Carlos Lobo Barbosa.

Por

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Tenho "conceitos" (que não são "pré") contra o capitalismo SIM!
"Não podemos ter pré-conceitos anti-capitalistas (...)"

Discordo da parte que quotei acima, pois, como comunista que sou, sei bem que não precisamos do capitalismo para termos inovações nas áreas de alta tecnologia, engenharia (de qualquer tipo), crescimento industrial, etc., haja visto que a China, um país que, devo lembrá-lo, é comunista, está administrando seu desenvolvimento e crescimento mantendo as ideologias do Partido Comunista sem nenhum receio de errar (e vem dado certo, basta dar uma olhada nos números do desenvolvimento anual deles nas mais diversas áreas)!

Veja bem, as pessoas relacionam o comunismo a ditadura, mas o comunismo nada tem a ver com ditaduras, o governo da China é comunista *E* ditatorial, e não comunista *E POR ISSO* ditatorial, é bom sempre deixar isso bem claro! O capitalismo não é bom para o crescimento tecnológico e científico de um país, ao contrário do que se pensa, pois os gênios acabam sempre subestimados pelas grandes indústrias e quem acaba contratado é sempre aquele que mais se submete a verdadeira ditadura, que é a do capitalismo!

Em um país comunista de verdade, e não comunista e ditatorial, além das liberdades que NÃO lhe serão tiradas, você tem recursos ilimitados para seu crescimento intelectual e consequentemente para colaborar com o crescimento científico e tecnológico daquele país, pois todos são contratados pelas empresas e indústrias, que são 100% do governo (ou seja, do povo), todos tem moradia, educação plena, saúde, alimentação, e patrocínio para seus projetos, garantidos pelo governo (que representa verdadeiramente o povo, o todo, o comunismo, o comum a todos), assim possibilitando um grande desenvolvimento, não só do país como um todo, mas da qualidade de vida de seus habitantes de modo geral!

Abraço,
Igor Isaias Banlian
Resposta do autor

Caro Igor Isaias Banlian,

Infelizmente, sua pessoa possui “pré-conceitos” em relação ao capitalismo, pois suas idéias em relação ao que seja este termo não foram retiradas de nenhum livro de graduação e/ou pós-graduação em ciências econômicas e/ou bons dicionários de economia. São meras opiniões subjetivas, pejorativas, parciais, limitadas e contraditórias em relação ao o que seja, filosófica, científica e tecnicamente, este sistema econômico.

Já em relação à sua idéia de do que seja o “comunismo”, ela é extremamente “idealista”, subjetiva e “utópica” se afastando do conceito científico de “comunismo real” que existiu, por exemplo, na antiga União Soviética (que hoje seus países tentam aperfeiçoar suas recentes democracias capitalistas) e em Cuba (que atualmente está tentando abrir sua economia para a iniciativa privada, interna e externa, apesar de manter o unipartidarismo e prender e/ou matar seus opositores como na China).

Também está misturando conceitos das ciências políticas, das ciências jurídicas e das ciências econômicas, ao usar o exemplo da China. Neste país, a economia é basicamente “capitalista” em vários aspectos, como, por exemplo, ao permitir a livre iniciativa empresarial individual, respeitar o direito à propriedade privada dos indivíduos e estimular o enriquecimento econômico de cada cidadão que seja mais empreendedor e mais competente para tal. Pura competição sócio-econômica interna e externa. Como em qualquer outro país capitalista.

Outra questão é a organização política e jurídica da China. Por exemplo, neste país o sistema político possui como uma das características principais o unipartidarismo, ou seja, só é permitida a existência jurídica de um único partido, no caso, o partido comunista chinês. Não é permitido e não existe liberdade para se defender o bipartidarismo (como na Inglaterra e nos EUA) e/ou o pluripartidarismo (como no Japão, Alemanha, Canadá, Dinamarca, Suécia, Israel, França, Brasil, Rússia, Índia, México, etc.), a liberdade de impressa, a liberdade de expressão de livre pensamento (que inclui qualquer tipo de crítica ao governo chinês) e outros aspectos.

Um sistema político-jurídico de característica democrata permite, por exemplo, o bi e/ou pluripartidarismo no qual inclui a coexistência de partidos de situação e de oposição, liberais (em termos éticos e/ou econômicos), conservadores (em termos éticos e/ou econômicos), trabalhistas, socialistas, comunistas, ecológicos, etc.

Logo, a China é “capitalista” (e não comunista como tu “achas” segundo seu “pré-conceito”) em muitos aspectos econômicos, mas não é democrática em muitos aspectos políticos e jurídicos.

Pré-conceito, em certo sentido, é toda idéia e/ou crença precipitada e predominantemente de cunho muito emocional feita antes do conceito racional elaborado pelos acadêmicos em cada especialidade do conhecimento. Ou seja, “pré-conceitos” são meras opiniões mais intuitivas e/ou “achismos” sem nenhum estudo mais aprofundado e especializado. Já o conceito é elaborado metodicamente através de pesquisas filosóficas, científicas e técnicas mais demoradas, racionais e especializadas.

Sugiro a sua pessoa ler muitos bons dicionários especializados, artigos e textos mais acadêmicos e de graduação de boas faculdades de ciências políticas, ciências econômicas e ciências jurídicas para se “formar” racional e cientificamente e não só se “informar” e/ou “achar” de forma limitada, equivocada e parcial sobre estas questões.

Abraço,

José Carlos Lobo Barbosa.

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